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29/01/2011

Pagando a licença/emplacamento do carro

Parênteses rápido, quando fui escrever o título fiquei na dúvida como escrevia licença, já que em inglês é license...o my! Estou perdendo o português!

Anyway, tínhamos até o dia 31/01 para renovar o emplacamento do carro, mas fomos logo resolver essa pendenga. Essa taxa pode ser paga pela internet, mas como o carro estava registrado com a carteira internacional, precisávamos ir lá modificar os dados para a carteira daqui (vale dizer que a carteira de motorista daqui tem nosso endereço e toda vez que a gente muda de casa, tem de mudar os dados na carteira). Quando a gente chegou no lugar eu me deparo com uma bunda. Sim, sabe aquela moda que os negros americanos usam a calça embaixo do bumbum? Pois então, mas ele estava usando uma cueca apertada e eu falei para Leo olhar a cena, quando disse isso o moço se abaixou e a cueca preta ficou transparente...pense numa vergonha! Como alguém sai assim na rua, OMG!

Depois da cena, entramos no office e pra nossa sorte, a fila estava minúscula (milagre!), pagamos tudo, mudamos os dados. Aí, a gente recebe da moça um comprovante de pagamento e um adesivo para colar na placa. Esse adesivo é importante, pois mostra quando a taxa deve ser paga novamente (no nosso caso, janeiro de 2012). O mais interessante é que esse adesivo é super simples, não tem marca d'água, facilmente copiável.

(nessa placa o 'JUL' e o '2009' são adesivos, o 'JUL' você recebe uma única vez, quando paga pela primeira vez, o adesivo do ano que vai trocando).

Já vimos um carro com placa vencida em novembro, mas se a polícia pega é multa. Aqui tem policial em tudo que é canto. Inclusive, quando estávamos na fila, tinha uma mulher (americana viu?) dizendo que a placa dela tinha vencido e que uma policial tinha dado várias multas, cada dia que ela sai, a policial multava, até que a policial disse pra ela que iria multar todos os dias até ela renovar a placa. A mulher tentou dar uma de esperta justificando que tinha acabado de mudar, que estava cuidando da mãe doente, mas teve que pagar o emplacamento e mais as multas que recebeu. Porque aqui não tem jeitinho certo.

27/01/2011

Aniversário

(esse bolo foi feito por Licia, muito fofo da parte dela e estava muito gostoso, recheio de beijinho...huuum!)


Ontem foi meu niver. 27 anos...já?! O tempo está voando...Bom, ganhei uma festinha surpresa (na véspera) das amigas. Que coisa mais linda, muito amor mesmo. Tá, eu já sabia da surpresa, mas adorei mesmo assim :). Tinha bolo, brigadeiro, um pastel com goiabada (muito bom!) e muito amor!




Do marido ganhei um passeio de balão que teve que ser adiada por causa da previsão de neve e chuva, resultado, fez um solzão (mas um frio danado, estava uns 2C). Decidimos que o passeio ficará para quando a primavera chegar, porque vai estar quentinho. Então saímos, comprei roupa de verão, de malhar (amanhã começo e não tinha nenhuma roupa), fomos ao cinema, almoçamos num Indiano (que fica na Village on Lorna, que por sua vez fica na Lorna Road, claro!). Gostei do frango que é diferente e do arroz indiano, o resto era extramamente apimentado, Leo ficou fungando e queimou a boca. A sobremesa estava boa também.







Antes do filme começar, ficamos rodando procurando casas, louca pra sair daqui!!! Depois do filme, a temperatura estava super baixa, um frio da zorra, fomos na Panera Bread (amo, amo!) tomar sopinha e aziago cheese (e aqui eu só imagino Sami falando: sopa no aniversário?!). Pra fechar o dia com chave de ouro!


Adorei receber as felicitações por email, facebook e telefone. E o clásico "as 6hs da manhã, há 27 anos atrás, sua mãe estava...", porque esse não pode faltar :).

24/01/2011

Gravidez e visitas ilustres.

Não, eu não estou grávida, mas é que ultimamente este tem sido um assunto recorrente (inclusive nos sonhos e interpretações alheios). Eu até que queria ter um/uma filhinh@, mas as coisas por aqui não estão fáceis e filho só daqui uns anos mesmo. Por enquanto, umas amigas daqui têm me emprestado bonecas sabidas e lindas para eu matar um pouquinho da vontade. Elas ficaram aqui enquanto as mamães estavam fazendo trabalho voluntário ou estudando. Encheram a casa de alegria, dei muita risada com a Sophia e a Sofia. Brincamos, dançamos (as duas adoram dançar!) e foi ruim quando elas foram embora...

Eu fiquei apaixonada quando vi a Sophia com esse tênis pela primeira vez.

Cara de sapeca da pequena Sophia. Muito fofa, muito linda!

Por último, a Sofia brincando e mostrando os dentinhos. Coisa mais linda!

21/01/2011

Carteira de motorista, again!!!

Meu prazo estava acabando, apesar de ter a carteira internacional e dela ter validade de 1 ano, a empresa que faz o seguro do nosso carro estava exigindo que eu e Leo tivéssemos a carteira do Alabama (eu entendo, pois eles precisam ter certeza que estão segurando um carro que os donos entendem as leis e regras do estado- sim, aqui nos EUA cada estado tem leis diferentes). Meu prazo era até fevereiro, mas em dezembro o marido já avisou que eu teria que tirar a carteira em janeiro. Frio na barriga total, mil pesadelos com a policial gorda e grossa. No começo de janeiro já sabia que dia 18 seria o dia. Parei mil vezes para fazer o percurso no juízo, pensei em treinar o que tinha errado, mas acabei nem fazendo, só ontem de noite que marido me ensinou um truque.

Quem me conhece sabe que tenho dificuldade para dirigir, embora eu saiba e ache que até que não sou ruim, o carro é sempre um lugar tenso ainda mais quando carrego gente no carona (e olha que eu nunca bati). Embora eu já esteja dirigindo aqui há um tempinho, estava bem tensa para essa prova, queria adiar, fazer outro dia, mas marido achou melhor eu acabar logo com isso. Ele e minha mãe levantaram mil possibilidades de que eu iria passar, mas eu estava nervosa mesmo.

Gente, funcionário público tem um ritmo próprio, agora imaginem policial fazendo trabalho burocrático...uma super demora (no total foram 3hs, sendo que levei menos de 30 minutos com a policial colocando meus dados no sistema e fazendo o teste de rua, o resto foi na cadeira sentada). A boa notícia foi que a chata mal homorada estava fazendo trabalhos burocráticos e eu não teria o risco de fazer a prova de rua com ela.

A policial que foi fazer o teste de rua comigo era nova, gordinha e baixinha. Ninguém é simpático lá, mas até que gostei dela. Fui fazendo tudo direitinho, até que chegou a parte de dar ré, mas aqui a ré tem de ser dada olhando para trás, como nosso carro é enorme e tem o bumbum grande, não dá pra ver nada, resultado: errei. Pedi para fazer de novo e agora fiz do meu jeito (como o marido tinha sugerido) olhei rápido para trás e depois usei os retrovisores e pronto (afinal, retrovisor é pra isso). Fui indo tranquila, até que a mulher pede para eu virar a direita e eu viro pra esquerda (dislexia miserável!). Na verdade ela pediu para eu entrar na direita onde um caminhão tinha saído (eu entendi isso) que era à esquerda, errei e ela grosseiramente disse que era para eu ter virado à direita, fiz a volta e continuei. Finalmente o teste acabou, foram uns 5 minutos que pra mim duraram 50min. Eu estava meio calma, afinal sei dirigir e aqui eles não pedem nada de difícil (nem baliza!). Aí a gente estacionou o carro e ela começou a falar e eu pensando "minha filha, passei ou perdi?" , só sei que ela disse que eu passei, mandou eu estacionar numa vaga e entrar para pegar a carteira. ÊÊÊÊ!!!! Pensem numa alegria! Fiz 87% no teste de rua, o que é muito bom e nos próximos 5 anos e meio não precisarei mais de teste de rua :). Entrei para pagar e pegar a carteira (a gente já leva uma provisória para casa que é impressa na hora) e claro que o sistema deu pau e eu tive que esperar bastante. Tem problema não, estou muito feliz que consegui vencer isso e que agora posso deixar o passaporte em casa. Agora posso comprar uma carteira americana (aqui, como os documentos são menores, a carteira também é).

20/01/2011

Quero calor!!!!



Esse frio aqui está de matar! Usar casacão, scarf, luvas, botas é legal, mas chega! Enough is enough! Neve, tudo branquinho é bonito por 1 dia ou nas férias, mas pra morar num lugar que fica parado por conta dessa "coisa" branca, é muito chato. E a preguiça de colocar mil roupas e sair, aí você chega no lugar fechado (sim, porque nessa temperatura, lugar aberto é só uma visão) e fica segurando seus casacos.. Cansei, cansei! Sei que a primavera ainda demora, mas espero temperaturas próximas a 10C, que aí sim é bom, gostoso e fica todo mundo feliz: dá para usar botas, casaquinhos, mas ninguém congela de frio. Quero primavera, tudo verdinho outra vez (tá tudo seco com ar de morto), temperaturas amenas. As lojas já estão vendendo tudo de primavera, mas a estação continua fria (as temperaturas estão abaixo de 0C) .

Agora entendi porque quando cheguei aqui no verão, as pessoas iam trabalhar nos escritórios, com chinelo, roupas super informais (e eu achei estranho na época). Agora entendo os milhões de eventos que os americanos marcam no verão: churrasco, piquinique, encontros. Eles celebram cada minuto do calor (que aqui chegou a 40C), curtem até o final. Claro, sabem que depois vai chegar esse tempo chato...por aqui, o céu tem ficado cinza por conta das chuvas, aí que fica tudo pior né? Porque quando está frio, mas o céu está azul, tudo fica convidativo e bonito, mas do jeito que está, tá brabo. Quero calorzinho... (quem duvida que eu vou reclamar do calor insuportável do verão?).

Esses dias eu li em algum blog uma brasileira que mora em algum lugar gelado de verdade (sim, porque aqui nem é tão gelado assim), que ela estava muito "chateada" com os brasileiros que estão reclamando do calor e eu a entendi. Gente, calor não prende você em casa, não tira seu direito de ir e vir, no calor o volume de roupa para lavar é bem menor, de alguma forma, todo mundo fica mais alegre, moreno, fica tudo colorido. Tem festas, eventos, sorvetes e muita alegria. Ah, o verão!

Imagem: google

19/01/2011

morar fora é...

...perder as celebrações das pessoas que amamos.
Sabe, você estava lá quando eles começaram a namorar, quando noivaram, quando foram morar juntos. Ouviu as resenhas de brigas, histórias hilárias, mas no dia do casamento, da comemoração e tal, você não estava presente. Tati (a prima noiva) foi uma fofa, quando estive no Brasil para defender o mestrado, mandou fazer uma cópia do convite do casamento, as pressas, para me entregar (quanto amor!!! Fiquei contente com o carinho).
Minha mãe disse que foi tudo lindo, todo mundo estava arrumado, bonito e que a celebração foi ótima. Disse que a dó-ré-mi esteve presente e que foi tudo muito bom. Fiquei feliz com o casamento e preciso comentar que Nanda e Lari estavam umas princesas de tão lindas (e aí faço uma ressalva de que estou realmente ficando velha...fui visitar Nanda quando ela tinha dias de nascida).
Aí hoje recebi umas fotos de outra prima querida (valeu Ve), do casamento de Tati e do pequeno Adrianinho...coração ficou apertado! Mas estou feliz pelo casamento ter sido lindão.

Ps: o noivo não está na foto, esse daí com a noiva é meu padrinho doidho!

18/01/2011

Quem lê, viaja!

Finalmente depois de uns 2 anos (ou até mais) sem ler livros não-relacionados ao mundo acadêmico, voltei a fazer algo que sempre gostei: ler por prazer, sem obrigação (tipo leitura necessária para uma prova ou aula que você vai ministrar). Gente, ler é muito bom mesmo. Tá que eu escolhi um livro bem relacionado as neurociências e tá que ele está em inglês (nomes científicos numa linguagem popular nem sempre é fácil), mas eu gostei. Ouvi falar desse livro numa aula da pós, acabei encontrando por acaso e resolvi trazer.

My stroke of insight conta a história de uma neurocientista da Harvard que teve um AVE (um derrame) com 35 anos. O livro é inspirador, muito legal mesmo, pois ela conta como se sentiu durante e depois do problema com um olhar científico, mas numa linguagem popular. A intenção é ajudar parentes, pacientes e até mesmo o corpo de saúde que lida com esse tipo de problema. Ela explica de um jeito bem simples e gostoso as funções do cérebro, a necessidade da gente não deixar o hemisfério esquerdo no comando o tempo todo (o superego).

Achei interessante, afinal neurociências é a minha cachaça e assuntos relacionados ao cérebro e a mente são sempre legais. Tá, admito que no final ficou meio auto-ajuda, mas acho que é porque eu estou acostumada a ler artigos e o final não leva tanto tempo. Bom, gostei. E senti mais fortemente que no meu caso não adianta fugir, eu sou neuropsicóloga, neurocientista e sinto uma profunda falta/saudade de estar rodeada desses assuntos "cerebrais".

Comprei outro e vou começar a ler. Vou achar uma biblioteca boa e voltar a ler livros, foi depois dele que sonhei em inglês. Ah, ler em inglês é tão fácil, falar é que é meio "cumplicadu".