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24/02/2014

13/02/2014

Da bunda cabeluda

Depois de presenciar uma louca  moça de lingerie neon pilotando um trator, depois de presenciar meu vizinho chegando em casa literalmente com as calças na mão, eis que eu me deparo com uma bunda cabeluda. Claro que não era um bumbum bonito...não podia ser um bumbum fofinho e cheio de celulite de um bebezinho? Não, claro que não. Mas ó, a culpa é minha. Eu estava andando com Luffy aqui pelo condomínio, tinha uma casa com a lampada da cozinha ligada e as cortinas abertas, sabe aquela olhada para a vida dos outros, aquela coisa que a gente nem pensa? Pois é, lá estava a bunda...o moço estava apoiado no bar e eu literalmente só vi parte dele...a parte que eu menos queria ver e que vai me fazer ter pesadelos. Agora, só falta eu passar pela experiência (que não quero) de ver um nu frontal aqui no Alabama. Deus que me proteja!!
Não podia ser um bumbum desses? Imagem daqui

06/02/2014

Projeto para alegrar a alma

Não é segredo para ninguém que o Alabama não foi bom comigo.4 anos aqui e agora quando eu olho para qualquer pessoa eu só vejo potenciais magoadores. E nossa, isso é triste pra qualquer ser humano, mas acho que pra quem é formada em psicologia, é ainda pior. Então que eu estou contando as horas para a mudança (que talvez seja adiantada em 1 mês, oremos!). Então que eu já planejei a última foto que irei tirar aqui (visualizem: o caminhão da mudança de fundo, eu com a minha sapatilha azul -tem que ser ela, pois é a mais elogiada- uma no pé, a outra na mão, eu soprando a que esta na mão e a legenda diz: dessa terra eu não quero nem o pó!). Então que eu decidi que pra mim os EUA vão ter um estado a menos e que no lugar do Alabama, pra mim será um buraco negro. Não quero mais voltar aqui mais nunca na minha vida!!! Só de imaginar em ter de morar aqui outra vez eu passo mal (mas jah esta definido que se Leo só achar vaga para trabalhar aqui, iremos para o Canadá ou Brasil...eu não volto pra cá nem amarrada).
Não precisa ser psicóloga para saber que essa relação aí não é saudável. O Alabama me traumatizou de tal forma que não consigo colocar em palavras. Mas como eu quero sair daqui saudável e desenvolver uma relação pelo menos suportável com o estado, fiquei imaginando o que poderia fazer para sair daqui pelo menos com uma sensação de: vi, sofri, sofri, venci e sou indiferente ao Alabama. Daí que eu pensei em tirar uma foto de algo positivo que vivi aqui. Uma foto por semana. Minha ideia inicial era usar a minha super câmera, mas eu percebi que normalmente quando as coisas acontecem, eu estou com o celular mesmo.
Semana 1
Pra minha surpresa, a primeira semana do projeto já rendeu 3 fotos. O que me deixou feliz por demais. Minha ideia é colocar as fotos uma vez por mês aqui, dessa forma, eu posso olhar pra trás e tentar focar nas coisas boas. Quem sabe assim, as coisas ruins vão tomando outra dimensão, né?

 A primeira foto é a do artigo que foi publicado. Dá muita felicidade ver o seu trabalho na pubmed.

Embaixo foi a apresentação de marido no grand round. Ele recebeu muito elogios e ficou feliz de finalizar mais um pré-requisito da residência.
A foto mais importante da semana. Tive uma reunião com minha chefe, depois da reunião, conversei com ela, mas agora como pessoa. E nossa, ela é maravilhosa demais! A conversa foi mais profunda e ela me mostrou algo que estava precisando ver. E ela fez de forma maternal. Quando saí, o sol estava se pondo e aquilo encheu minha alma de luz. Ter esse emprego e ter ela como chefe são as duas coisas do topo da lista de coisas positivas do Alabama.

Semana 2 
Depois de muitas ligações e muitos erros do board de medicina (das confusões típicas dessa terra que não vou sentir nenhuma falta...ops, a idéia é falar bem), éis que Leo recebe a licença permanente.


Claro que a neve me deixou muito feliz. Foi um belo jeito de me despedir do Alabama. É muito lindo ver a neve caindo e tudo branquinho depois. (o lado ruim da nevasca, eu escrevi aqui)