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10/03/2013

10 fotos no dia 10

Dos posts que mais amo reler aqui do blog são os que descrevem o meu dia a dia. Então, mais uma vez vou de fotos para ilustrar algumas coisinhas.

1. Aí eu estou no trabalho feliz e contente (e a cabeça pesada com tanto artigo) e recebo a foto abaixo do marido me convidando para um café (na verdade, foi um convite irônico, porque eu não tenho acesso a essa parte do hospital). Essa é uma das estações do hospital infantil que pacientes e funcionários podem parar e tomar um café, chocolate quente, escolher algum refrigerante na pop machine sem pagar nada, porque essa que é a graça, quanto mais açúcar melhor :)



2.Olha que invenção maravilhosa! Um cabideiro no carro para as roupas permanecerem passadas independente dos seus compromissos.

3. Daí que eu me deparei com essas árvores rosas. Dá uma felicidade em saber que o calor está voltando!

4. Quando morava no Brasil eu sempre preferi pão de leite e esse aí embaixo é muito bom (mas calórico)


5. Quase 1 ano sem comer pizza e lá foi ele.O melhor foi que deu tudo certo, mas ele disse que nem estava tão boa, que ele lembrava de uma pizza mais gostosa. Essa daí estava boa e foi feita em forno à lenha. Reparem a vagem no prato, isso porque o prato dele foi um salmão e o meu foi pizza e como ele não gosta de vagem, comeu o salmão todo e deixou o verdinho de lado.

6. A foto está uma porcaria, eu sei, mas o resultado foi ótimo! Milkshake de oreo caseiro para matar o calor que tem feito. (mentira, não tem feito calor, mas qualquer temperatura acima dos 5C está valendo). Com sorvete magro e oreo também.

7. Como eu amo comer, preciso aumentar minha atividade física. Resolvi correr. Passei semanas (juro!) me preparando para começar a treinar: peguei planilha, comprei um tênis específico para a atividade, comprei um ipod para ouvir música enquanto suava, comprei roupa de malhar...tipo assim, praticamente uma americana (porque eles se preparam muito para as atividades). Aí, o dia chegou, fez calor e lá fui eu. Fiz todo o percurso, quase morro e dei muito valor para quem consegue correr, Sério, tem que ter fôlego! Daí quando entrei no carro comecei a sentir dor na lateral do pé direito, a dor foi aumentando e quando eu cheguei em casa simplesmente não conseguia andar. A dor estava insuportável! Liguei para marido que foi me acudir. Sério, meu pé me traiu! Tomei remédio e muito gelo no pé, mas o treinamento foi cancelado até a dor passar. Hunft!

8. Depois de muitos dias cinzas, não tem como não ficar feliz com esse céu azul quando se sai de casa. (Ps: essa foto foi tirada especialmente paraa Rebeca, porque lá onde ela mora ainda neva)

9. Slow cooker, muito amor no coração de quem não gosta de cozinhar! (quer saber mais? O Renato explicou tudinho!)



10. E por último (essa foi tirada hoje), abriu uma target pertinho de casa e fomos lá comprar aquelas storage de plástico para ajeitar as roupas de inverno (que serão guardadas lindamente para o próximo inverno). Essa sacolinha da foto, eles davam quando a gente entrava na loja com algumas amostras e cupons. Mas na verdade, o que eu queria mostrar mesmo é que depois de meses usando bota, fiz minhas unhas do pé (com um tom coral paracombinar com a estação) e usei rasteirinha. Ah, o verão! (detalhe que estava fazendo uns 17C, mas o sol está esquentando!)



06/03/2013

Dicas para donas de casa que não curtem cozinhar

Acho que aos pouquinhos vou postar umas receitas fáceis, práticas e rápidas. E de alguma forma que façam menos mal a saúde. Eu adoro uma fritura e tudo com muito açúcar, mas infelizmente, apesar do prazer inenarrável que eu sinto comendo essas coisinhas, principalmente os doces, não dá para ficar nessa vida entupindo todos os vasos do meu corpo (fora aumentando a camada de tecido adiposo no meu corpo). Então que eu não gosto de cozinhar, detesto mais ainda perder tempo na cozinha, porque né, é um trabalho que não acaba nunca, mas como é algo que precisa ser feito tendo em vista que adoro comer, acho legal compartilhar receitas menos gordas e/ou práticas.

A primeira receita e a que melhorou meus dias foi a de molho de tomate que a Simone postou no FB. Eu detesto aquela gente sacana que fica só postando comidas que eu não tenho acesso ou coisas extremamente gordas, que eu não quero mais comer. Mas a Simone, que é um doce, postou uma receita de molho de tomate. Não qualquer molho, o molho mais fácil e gostoso que esse planeta já viu. Juro! O jeito que eu sabia fazer molho de tomate dava um trabalho, ferve água, mergulha o tomate, tira a pele etc. Eu nunca fazia, sempre comprava o tomate sem pele enlatado. E sério, não é gostoso. Mas aí, dona Simone resolveu esse meu problema. Cês tem de testar, sério, a casa fica com cheiro de comida caseira e o molho é delicioso!

Vamos a receita?

Coloque numa panela de pressão: 1kg de tomate ( cortado em 4), 1 cebola ( também, cortada em 4), 1 cenoura sem casca, 2 dentes de alho e só. Tampe a panela de pressão. Começou a fazer o barulho, abaixe o fogo e deixe apenas 15 minutos. Após os 15 minutos, abra, bata tudo no liquidificador e passe o molho pela peneira. Aí tempere à gosto.

Mas Lorna, não coloca água na panela de pressão? NÃO
E óleo? NÃO e NÃO
E sal? Também não!
E qual o tamanho da cebola? Sério? Eu sei lá, só sei que dá certo

É só isso de ingrediente mesmo, mas olha, respeite os 15 minutos, esses dias eu passei um pouquinho do tempo e as casquinhas dos tomates ficaram presas na panela (queimou a zorra, mas deu para salvar o molho!). Eu também não passei o molho na peneira porque não vi necessidade. Eu faço a receita acima, já tempero logo e guardo em porções individuais, quando preciso descongelo e fervo.

E para acompanhar o  molho? (só eu mesma para fazer uma comida para acompanhar o molho e não o contrário) Tem coisa melhor que panqueca? Eu adoro, só que marido não pode comer farinha de trigo no jantar, então a mãe dele achou essa receita de panqueca sem farinha de trigo e foi um sucesso. Sério, essa panqueca é divina, só tem um problema: a panqueca - ainda sem o recheio - é tão gostosa que a gente acaba comendo ela pura enquanto faz as outras panquecas.

Ps: testamos a panqueca com carne também, mas achamos muito gordurosa, o que deu trabalho para virar na frigideira e tal. Com o peito de frango fica mais fácil de cozinhar e menos gordurosa.Eu até tinha fotos para ilustrar esses post, mas elas sumiram. Hai-ai.




01/03/2013

Ou isso ou aquilo


Ou você tem um inverno ensolarado, mas cheio de choque;
Ou um inverno chuvoso e cinza, mas sem choque nenhum (galochas, amigas desse inverno).

Ou você fica com marido em um evento importante;
Ou vai visitar a família na terra Brasilis (tchau marido, até a volta!).

Ou você obedece suas lombrigas e come tudo o que tem vontade;
Ou volta a ser magra e fica feliz comprando roupa nova (ou faz um pouco de cada).

Ou você vai conhecer Paris;
Ou vai visitar a família (PQP, essa tá difícil para zorra!).

Ou você mora na roça e paga pouco para morar em uma casinha grande;
Ou vai morar na cidade, pagando caro pelo m2 e sem máquina de lavar roupa em casa (isso da máquina acaba comigo! Mas tou aceitando qualquer negócio para sair daqui).

Ou você vai para p jazzercise cedo, com a melhor turma e fica rodando horas para encontrar uma vaga no trabalho (isso porque resolve seguir as colegas americanas e não abre mão para pagar $50/mês por uma vaga...em um ano são $600, dá para pagar 4 round-trip para Orlando ou 2 para NYC);
Ou vai trabalhar cedo, acha vaga tranquilo, mas faz exercício em uma sala pequena e em uma turma lenta.

Ou você arruma a bagunça que o marido deixa sem reclamar;
Ou briga e faz ele arrumar (ou um pouco dos dois).

Ou você fica em casa sozinha vendo Tv enquanto marido estuda;
Ou você sai sozinha e descobre que já entra com perfeição numa calça size 2 (Uia!).

Ou você deixa o cabelo grande, faz tranças, faz cachos, coque e mil penteados;
Ou corta o dito cujo, fica com ar mais moderninho, mas muito igual.

Ou isto ou aquilo; ou isto ou aquilo!


Porque eu sempre lembro da minha mãe quando leio esse texto da Cecília Meireles

imagem: http://mamipotato.blogspot.com/2013/01/ou-isto-ou-aquilo.html

Ps: com essa quantidade de post em uma semana, eu preciso revelar que tenho usado o blog para fugir dos artigos que me perseguem.

26/02/2013

A tarja preta para criança

Já tem tempo que essa discussão rola, né mesmo. Hoje em dia, as pessoas têm acesso a informação  e podem discutir, ler; melhor, questionar a indicação médica. O que eu quero discutir é especificamente sobre o transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade. Tenho visto por aí, o pessoal dizer que criança com TDAH hoje, era a criança danada de antigamente. Que dar medicação tarja preta para criança é loucura e tal. A minha pergunta é a seguinte: se o seu filho é diagnosticado com epilepsia e o NEUROLOGISTA passa a medicação tarja preta para controle dos episódios. Aí né, tudo bem, nesse caso tarja preta pode. Agora, se é tdah, o PSIQUIATRA não pode prescrever de jeito nenhum. Porque na verdade, meu filho não tem nada, ele é danado e só.Un-hum! Olha só, eu sou psicóloga e medicação para mim seria a última escolha, mas o meu questionamento é porque quando os sintomas são visíveis a medicação está liberada e quando é algo psiquiatrico/psicológico é terminantemente proibido?

Quem já viu uma criança com TDAH na escola? Pois é, eu já vi algumas. Quem já conseguiu conversar com uma criança com esse diagnóstico e parou para escutar de verdade o sofrimento que ela passa? Quem? Crianças de 8 anos com uma carga de sofrimento gigantesca por conta de uma simples medicação. De se acharem incopetentes porque não conseguem aprender. E elas não aprendem porque têm algum déficit cognitivo ou algo do tipo, essas crianças são bem inteligentes, porém para a gente aprender precisa de atenção, que é a entrada das informações. Olha só, tem um montão de estudo mostrando o desenvolvimento diferenciado do córtex frontal desses pequenos e o auxílio da medicação nesses casos.

Eu não tenho filho, mas se o médico me desse esse diagnóstico eu iria correr atrás de um diagnóstico diferencial com neuropsicólogo e pedagogo. Esses profissionais mapeiam as respostas dos pequenos e fica muito mais fácil o tratamento e outros fatores ligados ao diagnóstico. Eu iria primeiro tentar o tratamento neurospicológico e pedagógico, tomar medidas em relação ao ambiente escolar (tem um montão de estudos mostrando que essas crianças se beneficiam de mudanças bobas na escola), mas se apesar disso, a medicação fosse ajudar, porquê não? Porque para gente é mais fácil lidar com sintomas físicos do que com os sintomas psiquicos. A gente precisa ver, né verdade?

Olha, os médicos levam anos estudando para ver um problema, rotular diagnosticar e tratar. O tratamento que eles foram treinados e se habilitaram é o medicamentoso, mas não é o único, tem muita coisa por aí. Eu via lá em Salvador, que  ALGUNS médicos atendiam a criança em 20 minutos e já dava o diagnóstico. A pessoa já saia com a receita do remédio (e eu nem vou entrar no aspecto relacionado as grandes empresas farmacêuticas). Mas quando eu fazia o diagnóstico diferencial, eu ia na escola algumas vezes, conversava com os professores, observava as aulas, conversava com os pais, com a criança, brincava com a criança, aplicava testes também. E isso levava algum tempo. Muitas crianças precisavam de acompanhamento psicológico mais do que neuropsicólogico, sabe. As vezes eu não concordava com o médico e quando ele era acessível, a gente sentava e discutia, mas isso não é regra. Como a criança não consegue verbalizar muito o que sente, o comportamento é o código para o que ela está passando. É de partir o coração o discurso de muitas crianças. Os pais que não entendem como o filho se prende em horas concentrados no video-game e não conseguem fazer a atividade de matemática. Eu acho que o TDAH é ainda mais complexo  do que tarja preta ou não.

Bom, a minha universidade estava muito voltada a psicanálise, então diagnosticar ou rotular mesmo era praticamente um crime. Eu sempre achei isso estranho, se você não sabe o nome do seu inimigo, como você vai combatê-lo. Pensa aí, se alguém tem depressão, mas acha que é só uma tristeza boba, como ela vai notar os sintomas que começam a chegar com a falta de sono ou a hipersonia, por exemplo, e se preparar para quem sabe, evitar a dita cuja de se instalar e se sentir a vontade. Porque eu espero que você aí que está lendo isso não acredite que depressão é falta de força de vontade, porque seria simplificar demais algo desse porte.

E por fim, eu queria discutir essa falta de conhecimento das doenças. Eu fui diagnosticada com dislexia no curso de especialização. Quer dizer, lá eu comecei a me encaixar em tudo (o que é normal para qualquer aluno da área de saúde), fui ao neuro (um bom neuro!), depois ao fono e psicopedagoga e pronto. Assim, sempre fui excelente aluna, mas se meus professores soubessem sobre isso, talvez eu tivesse menos dificuldades hoje. Qualquer caderno meu grita que sou disléxica e isso é até hoje. O meu caso é um caso clássico dos livros de medicina. Fui diagnosticada com mista, tipo os meus erros clássicos: escrever faca no lugar de vaca, duto ao invés de tudo e claro, para mim o som de b e p são iguais, eu não vejo nenhuma diferença entre eles. Nenhuma! Veja que esses erros não são nada comuns (pelo menos não todos juntos) em pessoas na minha idade e com a minha escolaridade. Os erros são devidos a minha falta de habilidade de diferenciar os sons parecidos e esse processo ocorre no cérebro. Aqui nos EUA, o som do m e do n no final das sílabas também acabam comigo. Como em Salvador quando isso acontece o som fica nasalado de qualquer jeito, não tinha dificuldade, mas aqui é bem diferente. Eu entendi gum quando o vendedor fez uma piadinha com gun. Não foi legal. Quando eu recebi o diagnóstico foi um alívio porque eu entendia o que eu tinha e sabia o que poderia fazer. Sim, a dislexia é mista porque eu tenho um comprometimento espacial especial :). Direita e esquerda é algo engraçado. Tem gente que fala  "usa um relógio na mão esquerda", eu usei e não adiantava, não é algo simplório que se resolve com relógio no braço, minha gente. Depois, conhecendo melhor o assunto, eu sei que minha lateralização é prejudicada e eu vou precisar de alguns segundos a mais que você para definir direita e esquerda (e se for em inglês que primeiro eu traduzo no meu juízo, depois penso qual é lado? Sentiu o meu drama para tirar a carteira de motorista aqui?). Fazer baliza é algo muito difícil. Na minha lista de 30 coisas para fazer antes dos 30, uma delas é aprender a fazer baliza. Tenho tentado, tenho conseguido. Mas o processo é mais longo e requer muita paciência. Aqui nos EUA, eu simplesmente me atrapalho com os termos de direção: Top, bottom, above, below. Eu paro para pensar o que eles significam. Em português não preciso de tempo nessas palavras, porque criei outras estratégias para chegar no significado ao longo da vida. Ah, e quando eu quero usar uma palavra específica, consigo ver o desenho da palavra borrada no meu juízo, vejo a letra que começa e tudo, mas não consigo falar a coitada. Essa sensação de não falar a palavra que está na ponta da língua é muito constante no meu dia a dia. Normalmente eu consigo caracterizar, descrever a palavra, e preciso de ajuda dos universitários para lembrar. Pensa como não é em inglês.

Esse post gigante foi só para a gente pensar mesmo.

23/02/2013

Aleatórias


                       


 

Tou com uma preguiça para escrever, na verdade nem sei o quê exatamente escrever, logo, vamos de foto (de celular)?








Não teve jeito, o computador dele quebrou e fomos comprar outro. Pelo sorriso amerelo de marido, ele não está assim tão feliz, porque ele não queria abandonar o outro.










 

E quem disse que ele aposentou o outro? Deu uma finalidade pro antigo. Marido se apega muito as coisas, tudo passa ter um significado importante. O contrário de mim, que acho que uma coisa é só uma coisa, que foi bom enquanto durou, mas vamos abrir espaço para as coisas novas.
                                                                           
 
 
 
 
 
 
 Cheesecake com mousse de morango. 
Apenas 100 calorias, quem vai? 
 (preciso me organizar e postar receitas)

















Que tamanho de maçã você prefere?









Livro de cabeceira do marido nos últimos meses. A prova será sábado, finalmente!












Comida mexicana que mata as saudades da comidinha brasileira. Delícia!!!




 Começamos a enviar as aplicações para o fellowship do marido. Alguns Programas pedem que o material seja enviado pelo correio outro por email.  Estamos na expectativa que boas coisas aconteçam e que a resposta venha logo. (Se está lendo aqui, manda um pensamento positivo, uma oração, qualque coisa boa está valendo.)









Agora além de liso e ondulado, meu cabelo também vive de cachos :)












17/02/2013

"Eu odeio pediatria!"

E foi com essa frase que marido adentrou a casa em um domingo desses. (ele está rodando no hospital infantil)

Veja bem, eu era psicóloga infantil e morro de saudades das crianças.  Veja bem, marido é aquele tio que senta no chão e sai brincando com os filhos dos amigos.

Ele estava meio irritado/tenso/triste, do jeito que ele fica quando acontece uma merda no hospital (não necessariamente um erro, mas algo que ele não gostou/conseguiu fazer diferente).

Eu pergunto "gente, por que isso?"
Ele "deveria ser proíbido criança ficar doente! É tanta coisa ruim! Sério, não é justo...bebezinhos com tanta dor.."

E dizem que médico não deve ter um sentimento humano em relação aos pacientes para não atrapalhar o tratamento, eu digo o contrário, é de um médico humano que todo doente precisa.

***

Coisas que  pais e mães precisam saber (do ponto de vista da esposa do médico especialista de plantão)

1. Não seja grosseiro com o plantonista, se ele está perguntando é porque ele não conhece o seu filho (afinal seu pequeno chegou em crise e o plantonista  tem 1 minuto para entender a situação e criar um plano para manter seu filho vivo).

2. Verifique se você tem medicação suficiente para evitar ligar para o pobre residente 2 horas da madrugada solicitando medicação (no entanto, se a medicação acabar, ligue qualquer hora mesmo).

3. Antes de ligar para o residente solicitando medicação de madrugada, entra em contato com a farmácia para ver se o médico já não havia solicitado a medicação.

4. Caso o residente sugira uma medicação e você tiver a medicação em casa, VERIFIQUE A VALIDADE DO MESMO!

5. Se o médico de uma especialidade solicitar um exame que seja preciso suspender a medicação do seu filho, vamos dizer, ele precisa de uma endoscopia e precisa suspender a medicação de epilepsia, entra em contato com o neuro antes de fazer isso, principalmente se seu filho tem uma condição rara. 

6. Não espere chegar a madrugada para ligar para o plantonista. Siga seu sexto sentido, se você acha que tem algo errado, mesmo que bobo, liga logo. Agora se tem relação com tentativa de suicídio, não ache que é brincadeira, pelo amor de Deus! Liga logo na primeira "brincadeira". Criança tenta suicídio e infelizmente algumas são bem sucedidas na tarefa :(

7. Tente responder as perguntas do médico, não fique divagando sobre as coisas da vida que não vão impactar no tratamento (isso você faz com o médico que o acompanha, não na emergência). E por favor, dê as informações corretas, não passe 20 minutos falando sobre a vida e no final da ligação você lembra que ele também tem sentido dor de cabeça (mas é aquela coisa, se lembrar no final, fale mesmo!)

8. Tenha listada as medicações e doses que o seu pequeno vem tomando.

9. Aqui, o médico (de verdade) não fica de plantão, então é melhor você ter dúvidas durante o dia, pois pode falar diretamente com o doutor responsável pelo seu filho. De noite, só tem residente, ou seja, ele não conhece seu filho e tá lá no caso de emergência. Tenha misericordia da esposa desse pobre residente e ligue só com emergência, quando for questões mais bobas, liga durante o dia e fala diretamente com o médico, né mais legal? :)

Ps: post escrito em uma semana que marido deu 5 plantões. Estou com saudade de dormir  a noite inteira, por isso o bom humor, só que ao contrário.


14/02/2013

Trancada fora de casa

Será que marido brigou comigo e me deixou trancada no frio fora de casa? Será que eu lerdamente fechei a porta e deixei a chave em casa? (essa seria bem  possível, só que aqui a fechadura tem de ser trancada do lado de fora) Será que eu perdi a chave de casa? (essa opção seria a melhor, tendo em vista o meu histórico, mas acho difícil eu conseguir essa façanha no caminho do carro até a porta -uns 4 passos).

Bom, quando está frio, a fechadura vai ficando dura. todo dia marido falava "temos que colocar um óleo aqui", até que eu saí, fui malhar voltei cedo correndo para chegar no trabalho e a porta não abria. Da última vez que isso aconteceu, chamei o cara da manutenção e ele abriu de primeira, fiquei com tanta vergonha que resolvi tentar mais um pouco. Tentei uns bons 5 minutos e já estava com o pulso doendo de tanta força que coloquei e as orelhas congeladas quando resolvi ir no office requisitar os serviços da manutenção.

Nota: eu estava de short e um moletonzinho de nada, e estava fazendo a bagatela de 5C com uma ventania da zorra. Eu tinha saído da malhação e você sabe, o suor vai esfriando o corpo depois de um tempo e fica aquela sensação desconfortável, você fica gelada por baixo da roupa! E uma ventania que lixava minhas orelhas e pernas.

http://tyle.com.br/Manutencao


Fiquei esperando o moço dentro do carro. Em 3 minutos eles chega todo faceiro, eu explico minha situação e ele vai fazer o teste. O abençoado abre a porta na primeira tentativa, olha para mim com um sorrisinho querendo explicação. Eu só faço rir! Peço desculpas e peço para tentar. EU NÃO CONSIGO ABRIR A PORTA! Ele dá uma risadinha simpática, volta no office, pega um oléo, coloca na fechadura, vira para lá, vira para cá, pede que eu teste com a chave. Eu testo, fica tudo bem e ele vai embora. Abençoado seja a manutenção nos condomínios aqui nos EUA! (quer saber o que mais você pode solicitar de trabalho com essa equipe mágica? A Cris falou disso aqui).

Hoje é Valentine's day nos EUA e os colegas do marido estão pressionando para ele comprar presente, fazer uma surpresa, sair para jantar e tal. Mas hoje, mas importante que tudo isso, iremos enviar o material do marido para as universidades, assim, quem sabe consiguiremos sair daqui, né?