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06/06/2011

1 ano na Terra do Tio Sam!

Dia 01/06 fez um ano que eu mudei. E não, não passou tão rápido, senti cada dia que se arrastou nos 6 primeiros meses (sendo que estive no Brasil por 1 mês e meio), de janeiro em diante a vida aqui começou a entrar nos eixos, mas penso em voltar para o Brasil todo dia. A verdade é que se soubesse que seria desse jeito, não teria vindo. Bom, eu sabia que o primeiro ano seria o ano mais complicado, o ano do luto e tal e realmente foi. Acho que quem sai do Brasil para casar, para tentar uma vida melhor a coisa deve ser diferente (não que seja mais fácil), mas no meu caso, nessa mudança, se for para colocar na balança, eu perdi muita coisa. Tinha uma vida confortável no Brasil, um trabalho (que poderia ser melhor, já que tive que abrir mão de muita proposta por conta da mudança) tudo ajeitadinho e eu não sonho em morar aqui nem nada. O negócio é que sou teimosa de pai e mãe e aí quando a coisa está feia, difícil é que eu quero ficar, quero provar que eu sou boa o suficiente para melhorar a situação, sei não.

Acho que tenho que comemorar, mesmo assim, afinal sobrevivi a esse primeiro ano que começou terrível, conseguiu piorar, mas terminou bonzinho. E se o primeiro ano foi péssimo, acredito que o segundo será maravilhoso.

O bom é que agora eu já me sinto em casa, já sei os caminhos (não todos), tenho trabalho, faço aula, tenho um super objetivo (que só de pensar, cansa! Eu ainda não sei o porquê de eu insistir em estudar/trabalhar, ser dona de casa aqui já é complicado!). A casa nova é uma maravilha e aos pouquinhos as coisas vão se ajeitando. Claro que toda essa mudança teria sido muito pior caso eu não tivesse encontrado pessoas maravilhosas que cruzaram o meu caminho. Sem elas a vida aqui teria sido um terror, pior do que foi. Pessoas daqui de B'ham e pessoas de várias partes desse mundo que eu acomponho pelo mundo bloguístico e que me confortam (sabe aquela coisa "ah, não é só comigo" que quando a gente descobre dá um alívio?).

Nesse tempo eu aprendi que os EUA não é tão bom como se pinta e que o americano não é tão ruim quanto se pinta. É bom rever os conceitos e atualizá-los. Fiquei mais próxima ainda do meu marido e quando um chorava desesperado pedindo para voltar, o outro dava suporte, porque assim né, na hora da emoção a gente quer o caminho mais fácil, mas voltar depois de tanto investimento financeiro e pessoal sem alcançar o objetivo é fogo, então se for para voltar para o Brasil (que a cada dia voltar a morar no Brasil fica mais distante, já que ando me acostumando com a vida "boa" daqui) que a gente volte com pelo menos um diploma para ele e um para mim, né? De qualquer forma, estou fazendo estória e o que seria da vida sem estórias né? Daqui um tempo, quando tudo isso virar passado, vou ter uma (boa e longa) estória para contar :). E que os próximos 4 anos (o mínimo de tempo que ficaremos até o final da residência) sejam um crescente de alegria! Amen!

6 comentários:

  1. eu vi os comentarios de vcs fazerem residencia nos eua.. to no 4 ano de medicina.. e so cidadao americano e brasileiro, to pensando em nao fazer residencia no brasil e fazer nos eua.. nao preciso de visto, mas queria saber sobre minha faculdade.. assim que eu me formar q q e preciso fazer? validar o diploma.. aquelas 3 provas que duram 8 horas?
    se puder ajudar :)
    vlw!

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  2. Rodrigo, na verdade quem faz residência médica é meu marido. Primeiro você precisa saber se a sua universidade está listada entre as universidades que são aceitas para fazer residência aqui e depois começar o processo dos steps. Você não precisa esperar a faculdade terminar para começar a fazer os steps. Entra lá no post que escrevi sobre residencia, clica nos links e vai descobrindo esse mundo de passos necessários para a residência. Ah, você também vai precisar de carta de recomendação de um professor daqui dos EUA,

    http://aventurasnamagiccity.blogspot.com/2011/02/como-fazer-residencia-medica-nos-eua.html

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  4. A parte do se sentir em casa é uma das mais importantes para continuar e progredir. Mesmo que fique ou volte pra o Brasil, o importante é se sentir bem aonde se está.
    Bjs!

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  5. Acho que li parte de mim nessa história, principalmente a parte que dizia que eu "tinha uma vida confortável". Pois é, nunca arrumei as malas pra voltar, mas já olhei pra elas muitas vezes. Nunca disse aos meus pais que estava ruim, mas já chorei desesperadamente a falta de tudo o que eu tinha. Mas, aí como vc, sou teimosa. A gente se parece muito sabia? Eu não quero voltar sem ter pelos menos um diploma. Afinal, fiz o quê aqui? Mas, ao contrário de vc, eu vou voltar, mesmo adorando as facilidades daqui. Desejo de coração que seu segundo ano seja espetacular. Beijão

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  6. Eve, eu concordo com você! E Karol? Quem disse que eu não vou voltar? Oxe :), não tem nada decidido não e quando a resid6encia acabar, teremos muita coisa para pensar. Em bora eu saiba que o que voc6e passou não foi fácil, é reconfortante saber que tem gente que viveu a mesma experiência que eu.

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