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12/01/2011

cuidados com a cutícula

Desde que comecei a gostar de esmalte, tenho mudado e muito meus cuidados com as unhas e cutículas. Muita gente me pergunta como faço pra cuidar delas, já que nós brasileiras gostamos de unhas sem cutícula. Bom, vou falar o que eu faço e vou colocar tutorias que me inspiraram, além de blogs especializados que tem várias diquinhas de como pintar as unhas e cuidados também.

A cada 20 dias (minhas cutículas são bem fininhas então uso bem espaçado, mas pode usar até 2vezes na semana) eu aplico o Instant Cuticle Remover

Achei esse produto aqui e ele é muito bom, amolece as cutículas e o uso do alicate fica restrito as pontinhas das pelinhas.

Durante o dia hidrato com massagem leve nas cutículas. uso cremes de hidratação para mão mesmo. Pela noite uso o creme da Avon ou a pomada Bepantol. No Brasil, as meninas gostam da cera da granado (que eu acho melequenta) ou o creme da granado para usar durante o dia.

Quando você deixa de cutucar a cutícula, ela demora de crescer e diminui o risco de infecções. Abaixo listo um conjunto de blogs das especialistas no assunto.

http://unhabonita.com.br/tutorial-aprenda-a-cuidar-das-suas-cuticulas-e-diga-nao-ao-alicate/

http://nosamamosesmaltes.blogspot.com/2010/01/tutorial-1-seja-feliz-pra-sempre-com.html

http://www.9ml.com.br/9ml/tutorial-fazendo-as-unhas-em-casa

http://utilidadefeminina.com/2010/08/acho-til-produtos-para-o-cuidado-das-cutculas/

Tem vídeo no you Tube também, mas não tenho muita paciência para vídeo caseiro, sorry.


Ps: Gente, não faça como eu e compre mil esmaltes, tenho dificuldade até para escolher a cor, então é melhor comprar aos pouquinhos :).

11/01/2011

Tudo congelado por aqui, literalmente!


Desse lado do mundo, previsão do tempo é algo sério. Todo mundo está sempre de olho e faz a programação das agendas, um liga para o outro e todos ficam rapidamente sabendo do tempo. Por aqui, há alguns dias já havia uma previsão de que iria ter gelo e que o pessoal deveria ficar em casa. Eu explico, se dirigir na neve é difícil, no gelo é impossível, o carro não sai do lugar, quer dizer, ele escorrega de um lado pro outro. A UAB mandou um comunicado dizendo que não haveria aula e deu endereço de alguns pontos que os funcionários do hospital poderiam pegar um transporte seguro, afinal de contas, médico tem de trabalhar.

Leo, como sempre, estava tranquilo. Eu, tive contato com uns americanos e brasileiros que moram aqui há muito tempo e fiquei super preocupada. Como tudo congela, há grandes possibilidades dos fios de energia congelarem e dos canos de água também. Agora, imaginem uma temperatura abaixo de zero, uma casa não 100% vedada e falta de energia. Isso significa frio insuportável, água fria para o banho (se os canos não congelassem) e nada de comida preparada no fogão (que aqui é elétrico). Já pensou? Resolvi ir ao mercado, comprei mais água, lencinho de bebê (caso fosse preciso tomar banho de gato), comida que não precisasse de fogo.

Minha preocupação era o percurso de Leo para o hospital, porque ele não poderia/queria faltar. Bom, ele acordou e se arrumou normalmente, combinámos que ele iria dar uma volta no estacionamento, se tivesse dificuldade não iria. Eu nem quis ver nada, nessas horas a ignorância é melhor...resultado, a porta do carro estava congelada e nem abriu, Leo forçou um pouco, mas nada aconteceu. Horas depois vimos um vizinho tentar sair daqui, mas o carro só fazia girar, nada de andar. Leo já tinha entrado no prontuário dos seus pacientes (tecnologia, ele faz isso aqui de casa, vê exames de imagem, tira ou coloca medicação...tudo de casa) ligou para a residente que estava de plantão, discutiu os casos por telefone e pronto. Claro que ele ficou agoniado a manhã toda, queria tentar abrir o carro e tal, mas se contentou em ficar em casa (ainda bem, pois logo depois recebi a notícia do falecimento de minha vó).

Isso acontece quando chove e cai neve. Esse processo começou de tarde (água e neve) e só acabou de madrugada deixando gelo em tudo que é canto. Abaixo umas fotos, não sei se dá para ver que não é neve e sim gelo...



o dedinho de Leo sumiu no gelo...

A porta congelou e não abria

10/01/2011

Um aDeus...

E hoje cedinho vovó Júlia disse tchau pra esse mundo daqui. Ela vem lutando bravamente pela vida há uns 10 anos, quando começou a ter problemas de saúde, demência e sua condição só vinha piorando. Foi melhor assim, já estava mais do que difícil vê-la sofrer tanto, passar por tanta coisa nessa última década de vida.

Lembrei dos biscoitinhos que ela fazia quando eu era bem pequena, da galinha a molho pardo que estava sempre pronta para meu pai quando íamos visitá-la (sem dúvida, meu pai era o genro preferido). Dos primos dormindo espalhados pela sala, dos jogos de meu avô (que se foi antes de eu ser gente de fato), dela subindo e se pendurando nas árvores do sítio, da reunião com as filhas dizendo que ela teria que mudar para Salvador, da reação dela abaixando a cabeça de tristeza, do nó na garganta de todos presentes e das lágrimas de tia Dete. Depois ela se estabelecendo perto de tia Nita, morte de tio gordo, piora da saúde de minha vó, muitas hospitalizações, cuidados e agora ela se foi. A verdade que ela era praticamente uma criança, as filhas (minhas tias e mãe) cuidando, não queria tomar banho nem beber água e a gente inventando mil coisas, mil histórias para "tapear". As vezes ela ficava bem doente e começava a ver os parentes mortos e já até disse que a morte tinha chegado para levá-la. Corpo frágil e mente falhando muito. Ela começou a me chamar de Alana (minha prima mais velha), depois Inês (minha tia). Eu, certeza, já tinha sido apagada do spam dela...foi muito triste todo esse processo, mas fico feliz por saber que ela teve o melhor tratamento. As filhas sempre ajeitaram tudo e deram o possível de conforto para minha vó. O que não foi tarefa fácil, admito. A velha não era fácil :).

E mesmo vendo a situação dela, dessa luta meio que sem sentido pela vida, chorei, fiquei triste, senti minha cabeça afastada do corpo (sinto sempre isso quando estou profundamente triste, não sei explicar, mais ou menos quando você acorda de um procedimento cirúrgico, mas ainda está grog, com a cabeça pesada). Queria muito estar em Salvador, com a minha mãe, com a minha família. Leo pensou na possibilidade de uma viagem para Salvador, mas por aqui o aeroporto está fechado e o carro literalmente congelado (nem a porta abriu).

Morrer faz parte da vida, ainda mais quando se está velhinha, mas a morte de um ente querido esfrega na nossa cara nossa finitude, nossa urgência de fazer coisas boas aqui, de realizar aquele sonho de criança que é mudar o mundo pra melhor, da urgência de ser feliz desse jeito, do jeito possível, do jeito que dá.

Bom, vó Júlia, espero que você seja bem recebida aí e que finalmente fique em Paz. Sei que vai zelar pela dó-ré-mi.

Primos e primas (o que estão estabelecidos na vida, por favor), precisamos re-equilibrar o número dos "Bittencourt" no mundo, encher de alegria esse lado de cá e continuar, de alguma forma, a história dela.

Beijos saudos para todos.

08/01/2011

Minhas impressões sobre Nola

Ficamos na parte turística da cidade e muita coisa me lembrou Salvador: ruas apertadas do centro, micro carnavais em várias esquinas (claro que não tinha música brasileira, mas tinha rock, jazz, blues, música irlandesa...), muita arte/criatividade espalhada, quando você vai chegando perto do rio, sente uma brisa típica de Salvador (mas sem o desconforto do sargaço ou maresia), muito turista, ruas lotadas de carro, muita pobreza (pedinte mesmo) e muito contraste. Ah, as vezes você houve um grupinho de negros falando Cajun, que é um dialeto daqui. Cajun também é o tipo de comida daqui: tudo com muita pimenta (mais do que no resto dos EUA)

A área dos ricos tem restaurante chicosos, as casas são lindas com arquitetura francesa e claro que não inundou no Katrina. A parte dos pobres, um horror, casas que ainda não se recuperaram e isso já tem quase 5 anos. Ah, vale salientar que pedinte aqui não é igual no Brasil, eles pedem, mas se você não dá, eles não insistem e não ficam agressivos. Achei a população bastante mal-educada, fomos super mal atendidos nas lojinhas e nos lugares, inclusive pela gerente. Ruas "sujas" (para os padrões americanos, para os nossos padrões até que estavam limpinhas).

New orleans é uma cidade que a galera vem "comer água" e do tipo "água dura" mesmo. É a única cidade que as pessoas podem sair bebendo pelas ruas e enfim, cedo já tem gente "bêba" por todo lado. Mesmo assim não vi briga, nem gente chata, só gente muuuito alegre. A Bourbon Street tem de tudo: clube gay, várias casas de streap tease, diz que tem até um clube que mostra casais fazendo "ozadia" (??!!), tem promoção do tipo compre 1 drink e receba 3, que é pra galera fica mais pra lá do que pra cá. Tem vários clubes nessa região com temas diferentes como country, jazz, rock... e é lugar preferido para despedida de solteiro (porquê será?).

Tem o Mardi Gras que é o carnaval daqui, e passa as bandinhas tocando e tem aquilo de a mulher ganhar um colar do cara se ela mostrar os peitos (e eu só imagino um mundo de mulheres sem sutiã pelas ruas...tsc, tsc, tsc), muito esquisito esse jeito americano.

Fomos no aquário e é muito legal ver as arraias literalmente sorrindo pra gente, ver os tubarões de pertinho, moréias, up-side jelly que é uma água viva invertida. Gostei! Andamos no carstreet mas antigo do mundo (tipo um bondinho), passeamos até a parte rica da cidade, mas esse treco é muito lento e levamos umas 2 horas. Comemos beignets que é algo muito típico de Nola e muito bom, as filas eram enormes, mas valeu.

Aqui, além do Mardi Gras, tem outras 2 marcas típicas da cidade que é o jacaré presente por conta dos pântanos e o Vudu. Tem jacaré pela cidade(estátua, viu? De verdade só nos pântanos e no Aquário) e mil lojas de vudu também. Nola é a capital do vudu (quem assistiu a princesa e o sapo da Disney, vai saber). Em relação aos artistas de rua, é legal pra gente que é turista, mas muito triste pra eles que dependem da bondade dos turistas e das gorjetas que eles dão, o governo não ajuda mesmo, uma vergonha!

Vi o lugar que Leo morava, o caminho que ele fazia até o mercado. A faculdade e o lugar que ele morava são muito perigosos e ele andava bastante para fazer o mercado, pegava o ônibus e andava ainda 1h pra ir e o mesmo percurso para voltar com o peso das garrafas de suco, água e compras, tadinho! Ele disse que é muito melhor voltar de carro e com dinheiro :).

Foi legal, gostei da viagem, mas não voltaria (sei que vocês já tinham chegado a essa conclusão, Nola não tem nada a ver comigo). E estou mais feliz por Leo não ter escolhido ir pra lá, B'ham é muito melhor (e olha que eu já reclamei tanto daqui...).

Mais de Nola

Tivemos pouco tempo na cidade vou resumir aí:

Chegamos no Hotel e a fila do check in estava enorme, subimos, guardamos as coisas e saímos para bater perna.

Acima é a vista do quarto do Hotel, a Canal street. Ficamos bem perto do fuá da cidade.

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Canal street de noite e visão noturna do rio Mississipi.

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Cassino que fica na Canal Street (ele é grande, ocupa um quarteirão) e uma pequena árvore, num shopping chique de lá.

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Fotos do rio Mississipi

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Aquário


Artistas de rua em todo canto, tinha mágico, vidente, cantores, homens que imitavam estátuas…de um tudo.

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French Quarter

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Car street

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Café du Monde,beignets…hum,hum,hum!

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Bourbon Street, lugar onde menino chora e mãe não vê.

E pra terminar, outras fotos…

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Depois escrevo o que achei de Nola..