26/09/2013
Das coisas daqui
Eu acho que já comentei em algum post mais antigo a questão do nome nos EUA. Aqui as pessoas normalmente têm dois nomes, tipo Ana Maria, Clara Joana, João Alberto e o sobrenome do pai. Só um sobrenome. E é isso. Quando a moça casa, ela normalmente exclui o sobrenome do pai e adota o do marido, mas ela também pode deixar o sobrenome do pai, colocar um hífen e adicionar o do marido, por exemplo Smith-White (Smith é o sobrenome do pai e White do marido). Aqui tem gente com nome de mês (April, May), tem nome que é unissex (Blake, Ryan), gente com nome de cidade e estado (Paris, Montana), tem gente que prefere ser chamado pelo segundo nome, tem segundo nome que é só uma letra (John A Smith). Ontem eu descobri uma outra coisa, o menino nasceu, o nome dele é algo como Jorge Lucas Smith Third e chamam ele de Troy. Troy não é apelido, é nome! Eu não entendi ainda o motivo de se colocar um nome em uma criança, mas chamá-la de outro nome (deve ser para manter a tradição do nome principal, mas se nem os pais gostam do nome o suficiente para chamar a criança assim, porquê colocar?). Eu sei que Freud teria muita coisa para falar disso...Já me falaram que isso é comum no Alabama, é comum aí no seu estado também?
23/09/2013
Dicas para gastar menos nas viagens
Não é segredo para ninguém que eu adoro economizar e volta e meia descobrimos (eu e marido) uma coisinha nova. Estava conversando com uma amiga, falando do preço das passagens que compramos para LA (ficou $160 ida e volta para cada um, acredite, foi muito barato) e ela se interessou em saber os detalhes. Abaixo dou as duas dicas mais recentes:
1. A empresa aérea que mais encontramos promoções aqui é a southwest. E essa empresa tem um app ótimo chamado Ding. É só baixar, escolher os aeroportos (a gente colocou Bham e Atlanta) e sempre que tem promoção e seu computador está conectado, você ouve um "ding". Foi assim que encontramos as passagens baratas para LA. Quando fomos para Orlando ano passado, compramos cada trecho na mesma empresa. O lado bom pra mim é que normalmente o avião é grande e eu não passo tanto aperto com as tremedeiras. Dos que aviões que viajei da Southwest, eles foram mais confortáveis que os da AA e menos um pouquinho que a Delta.
2. Na última viagem para Ohio, usamos a priceline pela primeira vez. Alugamos um carro por $16 (não compramos o seguro porque o seguro do nosso carro cobre carros alugados, mas com o seguro o valor iria para $26). Conseguimos um hotel muito bom pela bagatela de $44 (direto no site do hotel a diária é $119), naquele esquema de você colocar a região que quer ficar, dizer quantas estrelas quer e eles escolherem o hotel. Eu gostei bastante!
Por enquanto é isso, vocês têm mais alguma dica?
1. A empresa aérea que mais encontramos promoções aqui é a southwest. E essa empresa tem um app ótimo chamado Ding. É só baixar, escolher os aeroportos (a gente colocou Bham e Atlanta) e sempre que tem promoção e seu computador está conectado, você ouve um "ding". Foi assim que encontramos as passagens baratas para LA. Quando fomos para Orlando ano passado, compramos cada trecho na mesma empresa. O lado bom pra mim é que normalmente o avião é grande e eu não passo tanto aperto com as tremedeiras. Dos que aviões que viajei da Southwest, eles foram mais confortáveis que os da AA e menos um pouquinho que a Delta.
2. Na última viagem para Ohio, usamos a priceline pela primeira vez. Alugamos um carro por $16 (não compramos o seguro porque o seguro do nosso carro cobre carros alugados, mas com o seguro o valor iria para $26). Conseguimos um hotel muito bom pela bagatela de $44 (direto no site do hotel a diária é $119), naquele esquema de você colocar a região que quer ficar, dizer quantas estrelas quer e eles escolherem o hotel. Eu gostei bastante!
Por enquanto é isso, vocês têm mais alguma dica?
20/09/2013
O resultado saiu!
É com muita euforia e muita felicidade no coração que venho compartilhar a melhor notícias dos últimos tempos! Hoje foi o match. O resultado sairia às 12hs, mas eu estava tensa, grudada no celular, porque aqui as coisas sempre se espalham antes. Fui ao mercado e quando terminei e coloquei as compras no carro, notei que havia uma ligação perdida. Era do Dr meu marido. Meu coração quase explode. Eu sabia que ele não iria me ligar outra vez tão cedo porque ele já havia me falado que está com 18 pacientes no serviço e que a coisa está complicada. Marido nunca deixa mensagem, mas ele tinha deixado. Vou eu toda empolgada ouvira mensagem e alguém sem noção começa a me ligar. Ufa, é marido! Daí ele começa a falar amenidades e eu "fala logo!!!", ele nos dá a boa notícia: Vamos para Flórida no próximo verão! Nossa, pense numa felicidade! Marido desligou o telefone rápido "estou no meu da visita" e me deixou transbordando de alegria. Eu voltei do mercado com um sorriso de orelha a orelha e só repetia alto "obrigada, meu Deus; obrigada meu Deus".
Depois de pensar e repensar a respeito da cidade, tínhamos escolhido Gainesville para morar. Foi a nossa primeira escolha e foi onde marido conseguiu o match. Nossa, eu estou tão feliz que não há palavras nem em português nem em inglês para descrever o tanto de coisa boa que senti e ainda estou sentindo. Pra melhorar, vamos passar 8 dias na Califórnia de férias e se tudo correr como planejado, em dezembro vamos congelar por 8 dias no "velho mundo". Além disso, acabei de receber a nota do novo TOEFL que fiz e nossa, fui bem. Parece que já achei a universidade que irei aplicar para o PhD. Estamos pensando em comprar uma casa (uma casa de estudante, ainda não será de médico, mas fico feliz igual).
Qualquer dia desses venho falar como foi a caminhada até essa boa notícia. Mas adianto que marido queria Gainesville, eu queria uma cidade grande, no caso meu foco era Chicago (marido achou o serviço lá muito bom), claro que tinha a Columbia em NYC, mas ele voltou de lá já dizendo que era inviável para ele morar naquele "inferno" (ô dó). Marido queria a UF e usou de tudo para me convencer: poderemos comprar uma casa, moraremos perto do Renato (juro!), tem praia perto, tem Disney, o custo de vida é barato, poderemos viajar nos finais de semana, blablabla. No final das contas, escolhemos Gainesville e a UF escolheu marido também.
Marido irá comemorar em grande estilo: plantão no final de semana. Eu vou organizar meus papéis para renovar meu passaporte para viajar em dezembro. Vamos sair para jantar também e Luffy definitivamente vai ganhar um osso suculento para celebrar junto. Bom, serão mais 9 meses de blog e de despedidas daqui e nossa, eu estou muito feliz.
Eu só desejo que esse final de semana seja tão cheio de boas emoções como o meu.
Um cheiro!
Depois de pensar e repensar a respeito da cidade, tínhamos escolhido Gainesville para morar. Foi a nossa primeira escolha e foi onde marido conseguiu o match. Nossa, eu estou tão feliz que não há palavras nem em português nem em inglês para descrever o tanto de coisa boa que senti e ainda estou sentindo. Pra melhorar, vamos passar 8 dias na Califórnia de férias e se tudo correr como planejado, em dezembro vamos congelar por 8 dias no "velho mundo". Além disso, acabei de receber a nota do novo TOEFL que fiz e nossa, fui bem. Parece que já achei a universidade que irei aplicar para o PhD. Estamos pensando em comprar uma casa (uma casa de estudante, ainda não será de médico, mas fico feliz igual).
Qualquer dia desses venho falar como foi a caminhada até essa boa notícia. Mas adianto que marido queria Gainesville, eu queria uma cidade grande, no caso meu foco era Chicago (marido achou o serviço lá muito bom), claro que tinha a Columbia em NYC, mas ele voltou de lá já dizendo que era inviável para ele morar naquele "inferno" (ô dó). Marido queria a UF e usou de tudo para me convencer: poderemos comprar uma casa, moraremos perto do Renato (juro!), tem praia perto, tem Disney, o custo de vida é barato, poderemos viajar nos finais de semana, blablabla. No final das contas, escolhemos Gainesville e a UF escolheu marido também.
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As nossas mãos na boca do gator em frente ao estádios dos Gators na UF |
Eu só desejo que esse final de semana seja tão cheio de boas emoções como o meu.
Um cheiro!
14/09/2013
Eu só quero trabalhar, posso?
1. Uma pessoa chega feliz e
contente para trabalhar, mas a senha da porta não funciona. Essa pessoa tenta
algumas vezes e nada. Nada assustador, já que a senha é mudada
eventualmente (mas você sempre recebe por email a senha). O porteiro estava no
posto dele? Claro que não. Você, digo, a pessoa sobe e tenta falar com a secretária
da chefe ou até a chefe mesmo, mas elas não estão na sala. Você desce mais uma
vez. O porteiro já esta lá sentado, você explica a situação
Ele: você trabalha aqui?
Pessoa: sim (PQP! Não trabalho
não, quero entrar porque não tenho nada mais interessante para fazer. Ele só
faz essa pergunta porque nunca está sentado na cadeira dele e quando está fica
no telefone e de cabeça baixa por isso nunca vê ninguém!!!)
Ele: E não recebeu a senha?! Você
sabe quem é fulaninha? Pergunta pra ela...
Pessoa: (como eu vou saber
onde fulaninha está se ela trabalha aqui na portaria e deveria estar aqui?!)
Você sabe onde posso encontrá-la?
Pessoa vai na sala, não acha a
mulher, mas acha outra, explica a situação e ouve outra vez “e você nao recebeu a senha?”, daí é mandada
para outro lugar. Pessoa a localização da sala da próxima funcionária e ao
chegar no lugar indicado percebe que a funcionária indicada não trabalha ali.
Pessoa sai de sala em sala ate encontrar a sala correta. Essa sala é cheia de
segurança e ninguém tem acesso a quem esta lá dentro. Pessoa bate na porta até
que alguem vem ajudar. Você explica a situação e a pessoa completa “esqueceram
te lhe dar a senha, hein?”, pessoa “pois é”. A funcionária pede o seu nome
através de uma janelinha (não disse a sala é toda trabalhada na segurança?),
tenta colocar no sistema e diz que seu nome não consta lá. Pessoa fala “posso te
dar minha identidade? É que tenho um sotaque carregado, muitas vezes é dificil
me entender”... a funcionária olha torto e diz que eu posso dar um documento
para ela checar, dei o passaporte, mas ela não conseguiu encontrar meu nome
(porque ter 2 sobrenomes aqui cag* com a vida de qualquer um). Ela pede a
carteira de identificação do trabalho. Eu explico que como só trabalho meio
periodo e no 1º (alguns andares ficam
trancados depois das 18hs, mas não é o caso do 1º andar), eu não tenho o
bendito cartão. Pessoa tenta explicar essa diferença, mas a mulher disse
que não poderia fazer nada e ainda acha estranho que eu não tenha recebido a
senha.
Daí, Murphy deu mole e o
funcionário do RH chega para resolver qualquer coisa, fala comigo e acaba me
ajudando com a senha e confirmando que eu sou eu.
2. Temos pouco menos de 2
meses para iniciar a coleta de dados do estudo. Foi resolvido que tudo seria
enviado por email. Você se reune com a equipe de informática, explica a
situação, eles dizem que podem fazer tudo em tempo hábil e ainda acrescentam
que os dados a serão tabulados entrarão automaticamente no SPSS (felicidade define
qualquer pessoa com uma notícia dessa). Você chega lá com uma ideia bem simples
e o experts melhoram tudo e prometem mundos e fundos.
Pessoa dobra as horas de trabalho,
cria o banco de dados, se reúne infinitas vezes com a equipe de informática. São 5 tipos diferentes de questionários, mas eles são iguais em 70% das questões,
então você acha que a demora (esmero?) da equipe de informática está
relacionada a isso: depois que eles aprontarem o primeiro questionário, os
seguintes serão mais rápidos. Mesmo assim, fala com sua chefe e pede que ela
mande um email só confirmando a data de entrega e para saber como anda tudo. A resposta
vem em segundos: tudo ótimo, iremos entregar em dia.
Na semana seguinte, você vê
que a coisa não vai funcionar e fala com sua chefe que eles podem até falar que
está tudo certo, mas não está. Esse
projeto é financiado com verba federal americana e os prazos foram
estabelecidos e devem ser cumpridos. Fora que o projeto acontece no Brasil e
toda a logística desenvolvida para dar certo já tinha sido implantada. Atraso
nenhum é permitido. Resultado, apesar da semelhança entre os questionários, você
é chamada a todo momento para tirar uma dúvida que você já tinha tirado dias
atrás, porque aparentemente é mais fácil assim do que abrir o trabalho que já
foi feito. No caso, você passa mais tempo na sala deles que na sua. Depois de
muita confusão os instrumentos ficam prontos com uma semana de atraso, mas na
hora de rodar no Brasil, os sistemas são incompatíveis. O chefe da informática
vira pra você com toda grosseria que lhe é peculiar dizendo que em nenhum
momento você havia falado isso. Sua chefe nem deixa você falar e “cai pra dentro
com uma avoadora” neles dizendo que somos leigas, que antes do projeto tínhamos
nos reunido para conversar sobre as diferenças e que nada disso foi falado,
portanto contratamos os experts para fazer o trabalho, que isso era papel
deles. No final das contas, o tempo que eu levei tabulando os 5 questionários,
depois explicando para um chinês que não fala inglês como eu queria e todo o
resto foram perdidos porque acabamos tendo que fazer de outro jeito, em cima da
hora. Além disso, tivemos um trabalho enorme por conta de um defeito no
questionário que causava um erro e confundia algumas pessoas. Foi tanto
dinheiro e tempo gastos que seria mais fácil eu ter ido ao Brasil e sair
distribuindo os questionários em mãos.
Gente atrapalhando a nossa vida tem aos montes, mas
quando atrapalha seu trabalho, a coisa fica feia!
10/09/2013
Das profissões que não tem no Brasil
Já tem tempo que ando procurando curso de pós-graduação e uma área para trabalhar aqui. Trabalho como pesquisadora assistente, mas não é bem isso que quero fazer pro resto da vida. Já até tentei o mestrado de saúde pública, já que dizem que Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve (o que provou ser errado no meu caso) mas infelizmente o ambiente foi sufocador. Tranquei a faculdade e continuo na luta para encontrar uma área de atuação.
O que eu quero:
-ter a possibilidade de trabalhar meio período;
-trabalhar ajudando pessoas (especialmente focando questões psicológicas e/ou psiquiátricas);
-posso trabalhar com pesquisa, mas que isso não seja o foco do trabalho;
-que na sexta, quando voltar para casa, não traga trabalho (não ligo de participar de algum projeto e ter de trabalhos em alguns finais de semana)
Aqui nos EUA, o sistema educacional é bem complicado. Pelo menos na minha área, o profissional precisa minimamente de um mestrado para trabalhar. Para entrar na pós-graduação X, você precisa ter cursado tais e tais matérias, caso não tenha cursado, tem de voltar para faculdade antes de pleitear a vaga. Mudar de área é um martírio!
Inicialmente minha ideia era fazer um doutorado em psicologia, mas olha, a concorrência é estúpida. Quanto eu digo estúpida, entenda, é mais fácil entrar no curso de medicina (que aqui é mestrado) que no PhD de psicologia. Na parte clínica, eles quase não aceitam estrangeiro. Com PhD, o pesquisador precisa aguentar politicagem, muita papelada, gente chato e sério, não é isso que quero pra mim. E o salário nem é assim grande coisa. Fora que o PhD é focado especialmente para quem quer ensinar e fazer pesquisa (o que não é o meu caso). Tem a possibilidade do PsyD, que é mais focado em clínica e menos em pesquisa. Massa! Mas diferente do PhD, não tem financiamento e no final dos 5 anos eu teria uma dívida linda no valor de uma boa casa. Fora que não tem PsyD nem aqui em Bham nem na nossa próxima cidade. (há possibilidade de PhD e PsyD online, porém só 2 estados aceitam o certificado de curso online). (quer confirmar essas informações e saber um pouco mais? Tá tudo nesse livro e por aí epla internet)
Fora todas essas dúvidas, adicione que eu gostaria de algo que contasse caso eu volte para o Brasil (acredite, penso muito na possibilidade) ou que fosse uma área interessante e me permitisse um empregador para financiar meu visto (em 2016 meu visto muda para o H e não poderei trabalhar até pelo menos 2019). Muitas variáveis para controlar, meu Jesus!
Daí comecei a pesquisar profissões que não temos no Brasil. Counseling é uma delas. Pra mim é igual ao psicólogo clínico no Brasil sem a possibilidade de aplicar testes e normalmente está ligada a faculdade de educação. Tem também profissionais de saúde mental que pra mim também fazem o mesmo trabalho que o counselor, só o público alvo que muda. E acabei achando o PA, physician assistant. São 3 anos de mestrado, sendo o último ano de internato. O profissional ganha mais que um psicólogo e ele lida com casos menos graves de saúde. Assim, eles podem renovar receita, fazem exame físico, pedem exame, acompanham o paciente, mas têm um médico responsável por tudo. Eu resumir a profissão como "um residente pra sempre". Acho que pra quem gosta de medicina, mas não tem a paciência/vontade de estudar tantos anos nem de ter tanta preocupação (já que o médico é responsável pelo paciente) é uma ótima pedida! Muito parecido também com a profissão de nurse practitioner. Dependendo do estado inclisive, o nurse practitioner não precisa trabalhar com um médico e pode prescrever remédio. Eu ainda encontrei a profissão de health educator, que segundo fontes não é assim muito respeitada e que na prática tem cargos iguais a quem tem mestrado em saúde pública.
Sobre o PA
Nurse practitioner
Health educator
Ou seja, até o momento, nenhuma decisão e quanto mais eu demoro para o objetivo, mais eu perco a motivação. Alguma ideia?
O que eu quero:
-ter a possibilidade de trabalhar meio período;
-trabalhar ajudando pessoas (especialmente focando questões psicológicas e/ou psiquiátricas);
-posso trabalhar com pesquisa, mas que isso não seja o foco do trabalho;
-que na sexta, quando voltar para casa, não traga trabalho (não ligo de participar de algum projeto e ter de trabalhos em alguns finais de semana)
Aqui nos EUA, o sistema educacional é bem complicado. Pelo menos na minha área, o profissional precisa minimamente de um mestrado para trabalhar. Para entrar na pós-graduação X, você precisa ter cursado tais e tais matérias, caso não tenha cursado, tem de voltar para faculdade antes de pleitear a vaga. Mudar de área é um martírio!
Inicialmente minha ideia era fazer um doutorado em psicologia, mas olha, a concorrência é estúpida. Quanto eu digo estúpida, entenda, é mais fácil entrar no curso de medicina (que aqui é mestrado) que no PhD de psicologia. Na parte clínica, eles quase não aceitam estrangeiro. Com PhD, o pesquisador precisa aguentar politicagem, muita papelada, gente chato e sério, não é isso que quero pra mim. E o salário nem é assim grande coisa. Fora que o PhD é focado especialmente para quem quer ensinar e fazer pesquisa (o que não é o meu caso). Tem a possibilidade do PsyD, que é mais focado em clínica e menos em pesquisa. Massa! Mas diferente do PhD, não tem financiamento e no final dos 5 anos eu teria uma dívida linda no valor de uma boa casa. Fora que não tem PsyD nem aqui em Bham nem na nossa próxima cidade. (há possibilidade de PhD e PsyD online, porém só 2 estados aceitam o certificado de curso online). (quer confirmar essas informações e saber um pouco mais? Tá tudo nesse livro e por aí epla internet)
Fora todas essas dúvidas, adicione que eu gostaria de algo que contasse caso eu volte para o Brasil (acredite, penso muito na possibilidade) ou que fosse uma área interessante e me permitisse um empregador para financiar meu visto (em 2016 meu visto muda para o H e não poderei trabalhar até pelo menos 2019). Muitas variáveis para controlar, meu Jesus!
Daí comecei a pesquisar profissões que não temos no Brasil. Counseling é uma delas. Pra mim é igual ao psicólogo clínico no Brasil sem a possibilidade de aplicar testes e normalmente está ligada a faculdade de educação. Tem também profissionais de saúde mental que pra mim também fazem o mesmo trabalho que o counselor, só o público alvo que muda. E acabei achando o PA, physician assistant. São 3 anos de mestrado, sendo o último ano de internato. O profissional ganha mais que um psicólogo e ele lida com casos menos graves de saúde. Assim, eles podem renovar receita, fazem exame físico, pedem exame, acompanham o paciente, mas têm um médico responsável por tudo. Eu resumir a profissão como "um residente pra sempre". Acho que pra quem gosta de medicina, mas não tem a paciência/vontade de estudar tantos anos nem de ter tanta preocupação (já que o médico é responsável pelo paciente) é uma ótima pedida! Muito parecido também com a profissão de nurse practitioner. Dependendo do estado inclisive, o nurse practitioner não precisa trabalhar com um médico e pode prescrever remédio. Eu ainda encontrei a profissão de health educator, que segundo fontes não é assim muito respeitada e que na prática tem cargos iguais a quem tem mestrado em saúde pública.
Sobre o PA
Nurse practitioner
Health educator
Ou seja, até o momento, nenhuma decisão e quanto mais eu demoro para o objetivo, mais eu perco a motivação. Alguma ideia?
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