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27/02/2011

Sobre pessoas sem noção

No Brasil é comum a gente ouvir que opinião é pessoal e por isso, cada uma tem a sua, mas o que esquecem de dizer para a galera é que, embora você tenha sua `própria opinião` (se é sua, é própria né? rs) você não precisa sair por aí falando dela o tempo todo. Sim, porque as vezes o outro tá ali falando algo pra você, ele não quer sua opinião, só quer alguém que ouça, mas vem você, com seu pré-conceito e cospe uma opinião que nem foi pedida nem nada. Ah, gente assim me irrita, talvez por eu ser psicóloga e ter sido treinada para ouvir, mas acho mesmo que eu sou é uma pessoa "humana", legal e sigo a máxima brasileira que "temos 2 ouvidos e uma boca". A verdade é que fui educada para tentar entender as coisas e não sair julgando a partir do meu ponto de vista. Sim, porque eu já estou `velha` para acreditar que existe uma verdade absoluta, agora sei que existem "diferentes vistas de um mesmo ponto". Infelizmente, sou muito educadinha, cheia de dedos e penso bastante para não magoar o outro, mas comecei um auto-treinamento para desenvolver mais habilidades nessa área. Porque se uma pessoa dá a opinião, eu também tenho o direito de responder com muita habilidade social e uma pitada de ironia, né não?

Coisa pior é você ouvir "verdades" que não te interessam ou você já sabe e não quer comentar, do tipo "seu cabelo está feio", ou "você engordou", "sua sobrancelha está horrível" , com essas pequenas frases, você pode acabar com o dia de alguém. Claro, se você tiver a solução, aí tudo bem, tipo "você está levemente gordinha, mas há aqui essa pílula natural quem vem lá do Pará, você toma uma e queima 5 quilos de gordura". Ter uma opinião sobre algo, um pré-conceito é normal, faz parte da evolução humana e é necessária, mas viver em sociedade é isso, você aprende que não pode sair por aí falando o que der na telha, porque além de você e o mundo, há outras pessoas. Minha mãe me educou assim, você só fala se tem algo à acrescentar, mesmo dsicordando do assunto. Claro, não precisa ser hipócrita ou sair por aí inventando elogios, mas pra quê cargas d'água você vai falar pra sua amiga numa festa que ela está vestindo uma roupa horrível, que marca todas as bainhas? Vai adiantar de quê? De nada...claro que se vocês estivessem em casa, poderia sugerir um cardigan fininho para colocar por cima, enfim, mas lá no meio da festa, se você falar o que acha, só vai deixar a moça triste e insegura  ou P. da vida e vai causar uma briga.

Meu marido diz que eu falo muito as coisas e que escrever no blog abre margem para as pessoas falarem mesmo (ele é extremamente reservado, nem a mãe dele sabe de alguns projetos e isso pra mim é muito estranho, minha mãe sabe de tudo e as pessoas ao meu redor sabem de muita coisa), mas eu gosto de falar, de divulgar as coisas e gosto de saber o que as  pessoas acham (principalmente agora que vivo praticamente enclausurada), mas não gosto de opinião tipo "espírito de porco" e só. Será que vou ter de ficar calada só pra não ouvir críticas destrutivas (porque as construtivas são bem vindas)?! Não, vou acrescentar outra resolução na minha lista de ano novo, se alguém falar algo, vai ouvir e vai ouvir mesmo, porque quando eu sou ruim, eu sou péssima (muhahahaha). E tenho dito!

Uma coisa que aqui é muito melhor, americano é extremamente educado, eles perguntam sobre você, mas não saem falando grosserias, eu adoro!!!

Aniversário de 1 ano nos EUA.

Ontem foi o aniversário de uma bebê linda de viver. Digo bebê ainda, pois ela só será uma toddler* de fato e de direito dia 11 de março. A comemoração teve que ser alguns dias antes pois a vovó estava por aqui. Sofia é uma criança linda, é muito bom poder fazer parte dessa festinha e da vida dessa gordinha. Quando conheci a família dela, ela só tinha 4 meses e era muito assustadinha e agora está andando por aí, aprendendo a dar beijos, faz "high five" , enfim, uma fofura. (Quem tem meu facebook já conhece essa pequena linda e pode ver as fotos da festinha)

Ajudei um pouquinho na arrumação das coisas e na "enrolação" dos docinhos. Tinha tanta comida, tanta comida. Foi super legal, conhecemos algumas pessoas, conversamos e eu só comi 2 brigadeiros (nem eu acreditei, estou de parabéns), mas a sensação mesmo, foi uma espécie de sorvete de cupuaçu feito pela vó da Sofia, gente que negócio gostoso!

Por aqui, a tradição é fazer o aniversário em casa mesmo, manda-se o convite com uma boa antecedência dizendo a hora que começa e a hora que acaba a festa (como Sofia é metade brasileira, no convite só tinha a hora do início mesmo). Prepara-se um lugar para as crianças brincarem, no caso, como a primavera já chegou por aqui, Renata (mãe da Sofia) ajeitou um espaço kids no quintal, ela já tem um parquinho com balanços e afins, colocou a casinha da Sofia com um tapetinho de PVC e muitas mesinhas e cadeirinhas. Só sei que os pequenos só queriam ficar lá. Aqui você não pode deixar seu filho brincando e sair, mesmo que ele seja maiorzinho, tem de ficar por lá, vigiando. As mães costumam comprar painéis, enfeite para o bolo e fazem tudo da festa em casa mesmo. Veio muita coisa, muita forminha lá do Brasil para a festinha da Sofia. As coisas aqui não são tão bonitinhas quanto estamos acostumados, mas fica bom mesmo assim.

A idéia é deixar tudo a mão das mães e das crianças. Quando você chega já vê o gelo, refrigerante (aqui o refrigerante sempre é servido quente e você tem de colocar gelo), caixinhas de suco e água, além da comida. Tudo isso porque não tem garçom para servir e os pais não podem ficar servindo os convidados (não dá tempo pra socializar, tirar fotos, ficar com as crianças e ainda servir a galera). No parabéns, cantamos a versão em inglês que aqui não é acompanhada pelas palmas e depois cantamos o nosso parabéns, com as palmas tradicionais. Deu pra ver a diferença dos 2 estilos de parabéns e o nosso é muito mais alegre, mais brasileiro mesmo.

Aqui nos EUA, no primeiro aninho, há uma tradição que a aniversariante ganha um mini bolo, todo decoradinho, inteiramente para ela. Aí, coloca-se ela sentada na cadeirinha de comer, na frente de todo mundo, e ela fica lá comendo, enquanto os convidados (nós, os abestalhados), fazem vídeos, tiram foto e dão risada da criança se sujando e comendo o bolinho. Depois, é hora de abrir os presentes, aí sim, a pequena aniversariante se soltou, mexeu em tudo, brincou, experimentou, "falou". Em relação aos presentes, não é comum perguntar aos pais o que eles querem, é meio falta de educação da parte dos pais dizer, mas como eu sou brasileira, perguntei e dei o que a mãe sugeriu. Isso porquê, a Sofia tem muita roupa, brinquedo (eu mesma já dei brinquedo pra ela) e eu não queria dar mais do mesmo. Depois da festança, os pais escrevem uma cartinha individual para todos os convidados agradecendo a presença e o presente. País educado esse né?

Ah, tinha foto da pequena espalha pela casa e uma grande, com moldura especial para a gente escrever um recadinho. Tinha também as lembrancinhas, cada criança recebeu uma caixinha personalizada cheia de bugingangas que crianças adoram.

 * Aqui nos EUA, a criança é um newborn (recém-nascido) até 28 dias após seu nascimento, depois ele é chamado de baby e continua assim até 1 ano. De 1 ano até os 3 a criança passa a ser um toddler (tradução livre: aquele que dá passos vacilantes, passos hesitantes) e só depois dessa idade que passa a ser chamada de child (criança).

I hate cooking but yes, I can cook.

Engraçado que nessa busca por uma casinha para alugar, os corretores sempre falam da cozinha espaçosa (e aqui você entende que tudo nessa vida é relativo, espaço pra eles é falta de espaço pra mim) e me perguntam se eu gosto de cozinhar. Minha resposta é "Not really", mas o marido diz logo que gosta (claro que ele gosta, eu preparo os recheios, pico os legumes, lavo...assim até eu posso dizer que gosto de cozinhar! Mentira, não gosto de jeito nenhum). Ele até gosta mesmo, mas não tem tempo e eu tenho tempo e detesto. Marido é do tipo que para em qualquer loja para ver as novidades de cozinha, navega pela internet em busca de receitinhas, compra suas ferramentas e ai de mim se usar a faca dele :).

Eu não gosto de cozinhar, detesto, odeio, acho um porre, protelo o máximo e as vezes acabo saindo pra comer fora mesmo (o que aqui nem sempre é saudável), mas aprendi que esse negócio de cozinhar com amor pra ficar bom é a mais pura baboseira. Acho que inventaram isso pra mulheres modernas (como eu!) se sentirem culpadas por terem pavor a esse trabalho tipicamente feminino (mas graças a Deus, as coisas mudam). Eu cozinho e fica bom. Comida do dia a dia é aquela coisa básica de arroz, salada, carne, nada demais, mas a gente não tem passado fome e posso garantir que de amor não vai nem uma pitada. Cozinhar (basicamente falando, nada de comidas `chiuques`) é questão de proporção de ingredientes e não tem nada a ver com amor. Lembro que quando namorava o Leo fiz um filé à francesa pra ele, que ficou ótimo, mas o arroz estava péssimo, esqueci o sal, "ficou foi ruim" e na situação eu estava cheia de amor (claro, cozinhar de vez em quando, sem obrigação é bom) e não adiantou de nada e porquê? Simplesmente porque errei na proporção. Claro, arroz já não é algo assim muito bom, sem sal então, fica péssimo.

Olhem aí como ando perdendo meu tempo na cozinha...

Muffin de cenoura- versão minha dessa receita


Almoço de domingo: costela ao molho barbecue, salada de batatas (prato tipicamente americano) e arroz (porque somos brasileiros). PS: esse arroz foi feito naquela panela e o arroz americano fica sempre grudadinho,

Panqueca  de carne, purê, verdurinhas ao vapor e arroz soltinho feito por mim no prato de peão do marido (só coube uma panqueca por vez).



Ah, já falei sobre meu "amor" em cozinhar aqui, aqui, aqui e aqui. Pra quem não gosta de cozinhar e faz tudo com rapidez e sem amor, tá bom né?

25/02/2011

Em busca de casa para alugar...

Ainda no Brasil, alugamos esse apartamento que moramos. Tivemos que fazer isso, pois B'ham é uma cidade praticamente habitada por estudantes, então quando chega final de fevereiro, as buscas por lugares se intensificam e se você demorar muito, só fica com o resto (foi o nosso caso). Para alugarmos o apartamento, a universidade dá o nome de alguns corretores, para ajudar na busca. Bom, não precisa dizer que alugar algo sem referência do que é bom, é péssimo, mas foi assim. Escolhemos aqui, porque achei parecido com um castelinho, tem máquina de lavar dentro da unidade (já pensou ter de levar as roupas na lavanderia, esperar lavar, depois esperar secar, dobrar tudoe  voltar pra casa?) e conseguimos um desconto de mais de $100.00. Nas fotos, tudo bonitinho e pessoalmente também. O staff daqui também é bom, eles resolvem qualquer probleminha (apesar da mudança da administração, que antes era ótima e agora, nem tanto). O nosso problema, no entanto, é a vizinhança (que já falei mil vezes), volta e meia tem carro de policia, tem festinhas pela madrugada afora. Infelizmente não podemos cancelar esse contrato, mas já começamos as buscas para o próximo lugar.

Decidimos que não queremos morar em apartamento, só em casa ou townhome e começamos a procura. O mercado de aluguel aqui está super aquecido. Devido a crise recente, muita gente teve que vender suas casas (ou o banco tomou) e está tendo que alugar. Regra básica do capitalismo: aumenta a procura, aumenta o preço, resultado, está quase impossível encontrar algo na nossa faixa de preço, com tudo que a  gente quer. Fora que só iremos alugar em maio e quando encontramos algo, ninguém vai guardar até lá. Por outro lado, as casas estão sendo vendidas a preços super baixos, tem rua que a gente encontra 5 casas pra vender, está um festival de vendas de casa, mas infelizmente, a gente ainda não tem crédito nem para pensar em comprar. Estamos nessa batalha de procurar um cantinho melhor. Encontramos uma townhouse que tem paredes desenvolvidas para isolar o som, com camada de concreto (coisa rara por aqui), quem sabe ela não estará vaga na última semana de maio...

23/02/2011

Esses dias estava lendo em algum lugar que quando você casa tem que escolher direito o lado da cama, tinha mil dicas pra isso acontecer, toda uma ciência pra algo relativamente simples (simples pra mim, veja bem), mas que pode fazer diferença a longo prazo, já pensou se você fica com um lado ruim e depois o outro não quer mais trocar...risos. Bom, eu gosto de ficar o mais longe da porta e essa é sempre a minha preferência, mas eu vivo mudando de lado, durmo de ponta-cabeça, troco de lado e quando durmo só, prefiro dormir perto da porta. Leo é super tranquilo e ele dorme de qualquer jeito basta ter coberta limpa e sono. Eu acho isso estranho, escolher um lugar na cama e ficar por lá pra sempre. Pra sempre é tempo demais e eu não gosto da impossibilidade de mudança (mesmo que não mude, gosto de ter a opção).

Outra coisa que li esses dias é relativo ao conceito de combinação dos homens, digo a falta de conceito. Sim, sei que hoje em dia é moderno combinar listras com flores e laranja com amarelo, mas essas combinações exigem um entendimento ampla do mundo fashion e uma certa postura diferenciada, coisa que a maioria dos mortais não tem, então a gente tende a se vestir mais básico, com combinações mais previsíveis. Homem tem uma dificuldade para entender essas coisas de combinação de cores e estampas, sem falar do tipo de sapato. Engraçado é ver as crianças aqui, dá pra saber de longe se foi o pai ou a mãe que arrumou a cria (aqui nos EUA o pai participa bastante da criação, muito melhor que no Brasil). E taí uma coisa que marido melhorou horrores comigo, modesta parte. Antes era cada combinação maluca, sem falar nas estampas de shorts e afins e tamanho grande das roupas. Mas hoje, ele já entende melhor a lógica da combinação (ou seria a minha lógica?). Leo é um ótimo companheiro de compras, ele tem um olho bom para encontrar roupas que combinem comigo e tenho que admitir, as combinações gravata/camisa social e calça/meia são excelentes e muitas vezes modernas (essa é a farda de todo dia), com direito a camisas com cores/estampas modernas, mas sem perder a formalidade que seu trabalho exige.

Mas comprar maquiagem com ele é uma negação (também já seria exigir demais, né?). Dias desses eu estava escolhendo uma cor de base e perguntei qual era a cor da minha pele. Ele ficou me olhando, pensando e disse "Seu rosto tem um monte de cor, perto do nariz é vermelho, na testa é mais escuro que nas bochechas...", não aguente e ri muito, mas ele tá certo. Dias depois de comprar essa base, a gente saiu e eu estava usando maquiagem, quando cheguei em casa, lavei o rosto e marido perguntou que espinha era aquela no meu rosto e como ele não tinha visto se a gente tinha passado o dia juntos. Eu respondi que estava com maquiagem: corretivo, base, pó e todo arsenal e ele "menina, não é que esse negócio de maquiagem é bom mesmo!". Isso vindo de uma pessoa que chama loiro de cabelo amarelo, ruivo  de cabelo vermelho e moreno de cabelo marrrom, tá bom né?

21/02/2011

Sobre seguro de carro e apartamento

Faz uma semana que renovamos nosso segura e esse tempinho de EUA ensinou algumas coisas pra gente. Bom, o seguro do carro é feito pela internet, claro que existe a loja física e você pode ir até lá se quiser, mas pela internet é mais prático. Qualquer dúvida é só ligar para a empresa e pronto. Aqui, o carro só sai da concessionário com o seguro. Nosso seguro era o básico, mas aprendemos (a duras penas, já que a moça barbeira que carimbou nosso carro ainda não pagou e o conserto de um amassado ridículo sai a $1000.00) que é melhor pagar mais de seguro e ficar mais protegido. Nosso seguro agora cobre tudo, tá bombando! Isso significa que o preço que pagamos dobrou, mas tudo bem, faz parte. Há infinitas empresas de seguro aqui, a gente pesquisou na internet e com os amigos e escolhemos uma que não é a mais barata, mas resolve a situação.

Uma coisa essencial de se ter aqui nos EUA é seguro para as suas coisas. Vou explicar, quando você aluga um apartamento ou casa, o proprietário tem seguro, mas o seguro dele é pras coisas dele (claro!), ou seja, pra propriedade mesmo, mas as suas coisas, se queimarem ou sei lá o quê, já era! Não sabia disso e nunca vi essa informação pelos blogs afora. Como aqui as casas/apartamentos são feitos de madeira (pode pegar fogo e espalhar em segundos) e como tem sempre uma possibilidade de tornado, é importante ter suas coisas seguradas. Fizemos um seguro desses e o mais engraçado é que nosso seguro é maior do que o valor das coisas que a gente tem (nossa casa é de estudante, não tem nada dentro, mas isso vai acabar no meio do ano). Fazer o seguro da casa e do carro na mesma empresa, gera um "desconthenho".

19/02/2011

Vida de residente nos EUA

Vou fazer uma série de posts sobre residência médica nos EUA, pois esse tema bombou e tenho recebido várias visitas aqui no blog por causa disso.

Bom, a vida de residente aqui é bem puxada (mas no Brasil também!). Cada programa de residência tem suas regras e eu só posso falar do programa de Neurologia clínica da UAB, afinal vivo/moro/sou casada... com um residente de lá. Aqui são 4 anos de Neuro, sendo que no primeiro ano há 10 rodízios de clínica médica e só 2 de Neuro. Em clínica médica, o residente passa pela UTI, emergência, enfermaria, passa 1 mês trabalhando toda noite de domingo a quinta (onde o marido está). E é assim, depois que ele recebeu a confirmação que passou na UAB, o residente chefe entra em contato e pede para ele preencher as preferências dos rodizio, data das férias e aí, o residente chefe (em clínica médica são 4) faz a escala tentando agradar todos os 160 residentes (só 6 são de neuro).

Em teoria (está escrito no contrato) trabalha-se 80hs/semana, mas na prática pode variar pra mais ou menos. As folgas dependem do rodízio e do seu residente, na maioria dos rodízios, são 4 folgas que você junto com o residente e os outros internos dividem, embora, se o residente for gente boa e o andamento das coisas estiver bem, ele pode ajeitar e dar mais uma folga. Tem rodízio que você folga um final de semana a cada 2 semanas, tem rodízio que você folga sexta, sábado e domingo de dia (esse que o marido está e na verdade os dias de folga são dias para dormir), "vareia".


Aqui o R1 (residente do primeiro ano) é chamado de interno (PGY1) e há sempre um residente (que é no mínimo R2, PGY2 aqui) que te ajuda, discute os casos. Além disto tem o attending que é o preceptor. Num rodízio o número de médicos -  seja ele interno, residente, attending e até estudantes de medicina de terceiro e quarto ano - varia de acordo com o tamanho da enfermaria, número de pacientes..

A quantidade de plantão também varia de acordo com o rodízio pode ser a cada 4 dias, a cada 5 dias, pode ser short-short call (que é até as 14hs) pode ser short call (até as 20hs) ou long call (que dura umas 30hs).  Claro que até hoje Leo (e imagino que nenhum médico) conseguiu sair exatamente no horário devido, pois sempre tem uma coisa a mais pra ser feita.

Quer saber mais sobre como ser médico aqui nos EUA? Acesse mediconoseua.com 



Ps: Pessoal, pode mandar perguntas e emails que respondo numa boa. Peço que antes, leiam os comentários dos posts sobre o tema, pois ando recebendo perguntas que já estão no blog. Eu escrevi mais alguns posts sobre residência médica nos EUA, procura nos marcadores ao lado. Se continuar com dúvida, pode entrar em contato J