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05/01/2014

Rota 1: De São Francisco a LA

Uma das melhores viagens que fizemos. Sem dúvida. Se tiver oportunidade, vá com fé que o negócio é muito bom! Fomos em meados de novembro (mas dizem que setembro é melhor) e foi simplesmente maravilhoso. Como só teríamos 6 dias, resolvemos descer de São Francisco para LA (desta forma ficaríamos do lado do oceano). A mala foi engraçada, roupa de frio para aguentar as temperaturas e a ventania em São Francisco e pouca roupa para LA.

Abaixo coloquei o roteiro da nossa viagem.



Infelizmente, tivemos que voar até LA, por conta dos preços das passagens. Embora você possa alugar o carro em uma cidade e entregar na outra, o preço do aluguel aumenta 3 vezes, então optamos por esse roteiro. Eu não curo road trip e por isso não estava assim tão animada, mas a viagem foi sensacional!

O que fizemos:

1.(sábado) Na chegada em LA, deu tudo muito errado (mas vou pular essa parte-dor-de-cabeça). Dormimos na cidade de Firebaugh. A cidade é ponto de parada, não tem nada.

2. (domingo) Chegamos em São Francisco logo cedo e nossa!!! Que cidade maravilhosa! Tudo muito misturado, muita coisa para fazer, para ver, pra comer etc. Foi o ponto alto da viagem (queria saber disso antes e não ter ficado nenhum dia em LA e mais um dia aqui.).

3.(segunda) A ideia era ir em Salsalito tirar umas fotos no mirante da ponte, mas o tempo estava feio e resolvemos explorar a cidade. E foi sensacional. Saímos um pouco do circuito turista, o que sempre me faz feliz. No final do dia, partimos para Half Moon Bay (a idéia era mesmo de tirar uma foto) e vimos o pôr do sol em Santa Cruz. Dormimos em Monterey.

4. (terça) Essa seria a melhor parte da viagem (em termos de vista) e foi de tirar o fôlego. Passeamos em Monterey e Carmel. Carmel é muito fofa! E fomos descendo o Big Sur parando em milhares de mirantes. Tirando muitas fotos. Tudo muito lindo. Paramos no  Julia Pfeiffer Burns State Park (tava cheio de brasileiro, por sinal) e é muito lindo. Depois encaramos a estrada mais cheia de curva que eu já vi. Não tinha acostamento e nem sempre tinha barreira de proteção e eu me segurava com muito medo na porta do carro (ganhei dores musculares). Se tem estômago fraco, tem que levar remédio. Eu não levei e passei muito mal. Chegamos em San Luis Obispo para dormir.


5. (quarta) No outro dia, fomos no ponto turístico de Obispo, o muro de choclete (nojo!) e corremos para Salvang. Salvang é uma cidadezinha dinamarquesa bem charmosa. Passeamos bastante e Leo não queria ir embora. Chegamos em Santa Bárbara de tardinha. Jantamos, fomos na praia, passeamos pelo centro (não nessa ordem). E aqui já parecia coma  Califórnia que a gente vê nos filmes.
Dá para ver que eu estou super a vontade, sqn


6. (quinta) Fomos no State park Leo Carrillo para tirar umas fotos do lugar que foi gravado algumas cenas do Karate Kid original. Marido é louco pelo filme (quando ele era pirralho, lutava Karatê e até competia, chegou na faixa marrom!). Passeamos em Santa Bárbara, paramos em Malibu para uma foto e fomos para Santa Mônica. Depois de um tempo no pier de Santa Mônica, fomos para LA. E aqui a coisa apertou. Levamos mais de 30 minutos para percorrer 3km (eram 2 horas da tarde!). Resolvemos passear em Hollywood mesmo porque não precisaríamos de carro. Tiramos umas fotos e voltamos para casa.


7. (sexta) Não nos empolgamo com LA, resolvemos não passear mais e fomos para Disney. Porque né, a gente estava cansado, sem paciência para pegar engarrafamento, lidar com toda a fumaça (quanta gente fumando!) e todos os "ambulantes" insistentes que encontramos no primeiro dia e a Disney é felicidade garantida. Mas antes, chegamos mais perto do sinal de Hollywood para tirar a foto clássica. Na Disney fomos felizes novamente (mas feliz eu fiquei por ter certeza que a Disneyland não chega aos pés da Disneyworld e eu vou aproveitar muito nos próximos 2 anos).



Pra mim, quanto mais ao norte da Califórnia, melhor. Quanto mais a gente desceu, a coisa foi piorando ficando menos legal. Eu acho que tinha muita expectativa para as cidades mais ao sul...eu não sei explicar, quando vi o píer de Santa Mônica eu só falava "é só isso mesmo?", acho que criei uma fantasia que foi completamente contrária  a realidade (já São Francisco foi melhor do que sonhava). Juntando isso ao cansaço...Bom, a viagem foi muito boa. Espero voltar a São Francisco muitas vezes. Abaixo o tanto que Leo dirigiu e o tanto que ficamos dentro do carro :)


18/11/2013

Primeira ligação para o 911

Tá que todo mundo que já assistiu meia dúzia de filmes americanos já sabe que quando você tem qualquer problema (que envolva risco a saúde, mas que seja algo agudo) você liga para o 911 que eles resolvem a coisa (no Brasil é 190). As crianças aprendem o número bem cedo, não é a toa que volta e meia lemos notícias de crianças com 3 anos ou até menos que ligaram para o 911 e salvaram a vida de seus cuidadores.

Pois bem, estávamos viajando pelas estradas da Califórnia, era noite, talvez umas 18hs, sem poste na estrada, mas até que esse trecho tinha movimento. De repente, os carros deram uma parada, dava para ver que não tinha nada na pista, mas eles pararam. Os carros, que estavam na nossa nossa pista, começaram a desviar e começamos a ver faíscas. As faíscas aumentaram e  um carro que estava no acostamento pegou fogo. Era um carro esporte em chamas na estrada! E o medo do negócio explodir? Tentamos olhar para ver se tinha alguém dentro, mas não conseguimos ver ninguém e aceleramos. Era perigoso demais ficar ali. Leo acelerou e alguns segundos depois, ele ligou para o 911. Pela nossa localização, a atendente já perguntou antes dele falar qualquer coisa, se era sobre o acidente na estrada X (eu sei lá o nome da estrada!) ele disse que sim, ela perguntou se ele estava envolvido no acidente, ele disse que não, ela então disse que já tinha gente a caminho e que em 10 minutos a equipe de socorro estaria lá. Ou seja, nesse meio tempo, pelo menos uma outra pessoa já tinha ligado para o 911. Mais a frente, conseguimos ver os carros de bombeiro com suas sirenes ligadas em direção ao carro pegando fogo. Tentamos achar alguma notícia na internet sobre o acidente, mas não encontramos. É que tinha um carro atrás desse que pegou fogo no acostamento, que acelerou, parou no meio das duas pistas, depois acelerou outra vez. Achei suspeito... ou o motorista se assustou muito, vai saber.

13/11/2013

Não vá à California...

... se você NÃO gosta de gente estranha, gente "normal", gente grande, gente pequena, gente de todas cores. Nem vá para a Cali!
.. se você NÃO gosta de vários tipos de comida diferentes, com preços diferentes, lugares temáticos, biboquinhas etc. Não vá para o estado!
...se você gosta de suco de laranja azedo ou não gosta de laranja, tou te dizendo, nem perca seu tempo no estado. (a melhor laranja do país! E você pode encontrar suco da fruta, de verdade, feito na hora, fantástico!) (você pode pular a laranja e experimentar o vinho ou todas as outras frutas que o estado produz)
...se você não gosta de esquiar, não gosta de sol, não gosta de calor, não gosta de frio...tenta outro roteiro, a California não é para você!
...se você não gosta de cidade pequena com ares de cidade grande, ou de cidadezinhas pequenas, com pessoas interessadas na sua história, ou até de cidade grande, com cara de cidade grande, com todos os engarrafamentos possíveis, não vá à California.
...se você não se interessa por belas paisagens, sejam as naturais ou as construídas pelos homens, acho que é melhor ir para outro canto do mundo.

Tanta coisa boa para fazer aqui, tanta aventura, tanta coisa diferente que eu acho quase impossível alguém não encontrar um lugar legal nesse estado!

As férias estão ótimas, quando eu penso que teremos que voltar para Bham, dá até uma tristeza. Minha expectativa é que a costa da Flórida seja tão maravilhosa quanto, com o adicional de o oceano atlântico ser quentinho e apropriado para o banho humano  :).


14/05/2013

Pulinho em Gainesville

Marido começou as entrevistas para o fellowship (o resultado só sairá em setembro, até lá, imagina a minha expectativa). A única cidade pequena que marido aplicou foi Gainesville  porque ele fez um curso com o chefão do departamento e gostou bastante. Não é segredo que o meu desejo é mudar para uma cidade grande, enorme e barulhenta, logo não gostei da opção. Tá que é na Flórida (umas 2 horas de Orlando) e perto de Salvador, mas a cidade é 10 vezes (literalmente) menor que B'ham e região, fora que 50% da população é formada de estudantes. Bom, são quase 8 horas de viagem daqui até lá e passamos a nossa quinta-feira na estrada. Como marido se atrasou, ele teve que correr e tirou 1 hora e meia desse tempo. Chegamos lá faltando 20 minutos para o compromisso dele, só com o café da manhã na barriga (e uns poucos lanchinhos). Pense na correria?

Eu quero registrar aqui a aventura de embarcar nessa estrada. Fomos para a roça da roça no Alabama. Os poucos outdors/propagandas que tinham falavam de outlet de roupa country, propaganda para evitar gravidez na adolescência e propaganda para se divorciar com preço baixo. Na estrada, só tinha fazenda e muitos bichos. Também havia umas florzinhas fofas enfeitando a visão dos viajantes. Nessa hora eu pensei “nossa, poderia ser muito pior! Já pensou eu morando num lugar desses?!”. Daí, marido foi abastecer (a nossa única parada da viagem) e eu no meio de um cochilo não sabia se a gente já tinha chegado na Flórida ou ainda estávamos no Alabama. Olho para o carro ao lado e..

Sorria, você está no Alabama!
Esse estava caro, encontramos por $199


A certeza de ter chegado na Flórida só veio quando a estrada se tornou um tapete e o carro ficou todo manchado de lovebugs amassados (nessa época do ano, esses bichos infestam a região, a frente do carro ficou super suja e no segundo dia, mal dava para enxergarmos enquanto dirigíamos (paramos para lavar tudo). O mais estranho é que eles voavam em dupla, o bumbum de um colado com o do outro. Depois fiquei sabendo que está na época de acasalamento e eles não param de voar nem para “trabalhar”. O negócio é sério.
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Besouro-do-amor
 A Michelle havia me falado que Gainesville é uma cidade pequena e charmosa e é verdade. Parece uma cidade de varaneio, pequena, com muitos jovens, gente andando de bicicleta, scooters. A velocidade máxima no campus é 20/MPH. A gente dirige quase parando. Se quiser acelerar, vai pagar multa, pois tem guardinha escondido atrás de tudo que é árvore.

Lá tem cor: casas coloridas de diversos modelos, muitos villages (townhomes) fofos e as pessoas vestem roupas coloridas e diferentes. Não tem muito padrão. Vi casais andando de mãos dadas e se abraçando. Vi casais misturados. Vi muito mais gente magra que gorda. Lá a galera é muito relaxada, bem “ninhuma” como dizemos em Salvador. A bolha individual é muito menor que a do Alabama e as pessoas são mais zuadentas. Lá tem crocodilo, tem tartaruga, morcego também e até sapo! Mas as pessoas aprenderam a conviver com isso, assim eu acho, tendo em vista que ninguém deu muita atenção aos bichos (no sentido de medo). O mais incrível foi um casal sentado à beira do lago cheio de crocodilos, quase as 9hs da noite. Juro!! Ah, lá o custo de vida é menor que aqui e fica menos de 1 hora da praia.

Na sexta, enquanto marido estava na entrevista, fiquei batendo perna pela cidade (no sentido figurado, eu fiquei foi dirigindo mesmo). No final do dia, marido chegou e fomos passear no lake Alice e ver os morcegos saindo da casa (acredite, estava lotado de gente fazendo isso)

Moradores do lake Alice
Esse aqui era grande e assustador, resolvi ir embora porque fiquei realmente assustada


Centenas de morcegos indo para a night
 
Mas foi no sábado que realmente tiramos nosso dia de folga. Fomos ciceroneados pela Vanessa, uma baiana também que entrou em contato comigo através do blog para tirar algumas dúvidas sobre o processo de mudança dela para Gainesville.

[Muito legal tornar real algo que começamos pela internet. Até hoje, conheci 3 pessoas e gostei de todas (falta eu descrever o jantar com a Tereza aqui, mas estou aguardando a inspiração bater, pois ela mostrou uma visão diferente do Alabama que vale a pena virar post). Se tudo ocorrer bem, em junho ou julho, parto para conhecer uma quarta pessoa na parte norte do país.]

Ela sugeriu um churrasco em um parque (Blue Springs Park). Ela fez arroz, feijão tropeiro, salada de batata e vinagrete. Levamos a carne e pronto. Para a festa ficar completa, a Vanessa levou uma brasileira recém-chegada, o marido e um amigo. Nossa, foi muito legal! Eles são super engraçados. Lembrei bastante dos nossos amigos e família no Brasil. Tudo que você fala, vira piada, sabe? Muito legal. A Vanessa é bióloga e me garantiu que naquela água, crocodilo não vive (mas ela foi clara quando salientou que não seria impossível encontrar um perdido). Pense em um lugar bacana. O sol estava fraco e a temperatura da água é sempre 20C, o que não é assim tão frio, mas para quem está acostumado com as águas quentinhas das praias baianas, é muito frio! Vanessa e o marido entraram no time “mudem para Gainesville” e fizeram a melhor propaganda da cidade possível. Depois do banho gelado, fomos ao museu e finalizamos o passeio no estádio dos gators.

A água não estava tão azul, pois estava meio nublado, mas ô lugar bonito!

Água cristalina
As tartarugas tomando um solzinho (nessa parte, o rio já era rico em ferro e não era para banhistas humanos)
Entrando no clima no estádio dos gators
Passamos na casa da Vanessa e ela ofereceu doce de leite de Viçosa. E eu aceitei, né, mas foi um erro já que de agora em diante, todo doce de leite que eu comer não vai ser tão bom assim. Nossa, que negócio gostoso, sô! Voltamos para o hotel mortos de cansado e nos preparamos para mais 8 horas de viagem de carro (mas dessa vez, mudamos a rota e passamos em Marietta para saborear a comida brasileira- que estava ruim, por sinal).

Um visitante querendo nos dar tchau (inhecati!)


23/09/2012

Tybee Island: um passeio na praia nos EUA




Eu nunca tinha ido à praia nos EUA, mas semana passada me aventurei. O Alabama tem praia lá embaixo, no golfo do México (em torno de 4 horas daqui), mas o destino escolhido foi Tybee Island (quase 8 horas de viagem), pois assim poderia passar em Savannah e conhecer a cidade.

Savannah é uma cidadezinha fofa, foi a capital da Geórgia quando os EUA era colônia Inglesa. Passei o dia caminhando no centro da cidade. Dei uma parada no Chippewa Square, para ver o local que Forest Gump contava suas história (só a praça, porque o banco está em um museu), vi os prédios históricos, as casinhas fofas. Andei na River street, vi o restaurante de Paula Dean (mas não arrisquei entrar). Comi no melhor restaurante mexicano que encontrei nos EUA (até agora). Aqui tem um milhão de atrações-pagas: passeio nos barcos, saindo do rio em direção ao Atlântico para ver os golfinhos, passeio de charrete ou de riquixá com guia turístico. Passeio com ônibus para conhecer cemitérios e saber mais sobre os fantasmas. Enfim, de tudo.

No dia seguinte, fomos ver o Atlântico. Escolhemos um hotel ótimo que ficava literalmente a cem  metro da água.Eu já tinha ouvido falar que aqui nos EUA, para entrar na praia, você tem de pagar uma taxa, mas essa foi "de grátis". Eve, a praia aqui tem coqueiro, viu? E tem gaivota cantando e rondando nossas cabeças. O cheiro do mar é menos intenso (porque a evaporação não é tão intensa). Mas o Atlântico é sempre quentinho e convidativo. Ficamos de molho dentro da água praticamente o tempo todo. Como o hotel era pertinho, não levamos cooler nem a farofa (o estilo americano de ir à praia). Quando a  gente cansava, voltava para o hotel. De noite a gente andou pela vila e jantamos. Aqui, os americanos são tão relaxados (seria o álcool?), todo mundo mais feliz, mais aberto, mais "normal". No dia seguinte, fomos ver os golfinhos no passeio de barco e olha, o sol estava tenso, mas os golfinhos eram fofos.

Coisa boa é estar de férias!

Ps: esse viagem foi feita em julho. Postei fotos aqui.

Ps2: Vi duas cenas estranhas:
1. estávamos no restaurante, de frente para o mar. O restaurante não tem parede na direção do mar e sim vidro, naquele esquema, quem está fora não vê quem está dentro. Daí, uma família sai da praia e resolve ir para casa/hotel/wherever. O pai vai ajeitando a filha e a mãe resolve trocar de roupa. O carro era uma minivan, então, a mãe poderia entrar e se trocar, mas ela resolve se encostar na porta do carona e trocar de roupa?! Como se ficasse invisível. Pagou peitinho e bunda (ou falta dela) e ainda mostrou a calcinha (ou seria calçola?) no modelito americano. Pitoresco né?
2. Três criaturas (que já deveriam ter uns 20 anos) resolvem tomar banho com a torneira de lavar o pé. Tipo, eles tentam tirar aquela areia "incomodativa" (que vocês sabem bem onde fica) em um torneira bem baixa. Ô cena triste!

14/09/2012

Montreal- parte 2

Eu nem sei o que falar da cidade, assim de dica, porque eu estava tão abestalhada com a grandiosidade e beleza que fiquei completamente perdida. De verdade, Marina achou estranho a minha alegria ao pegar transporte público, ao ver gente na rua e até comentou "tadinha, você parece que mora na roça" (praticamente uma redneck, né?). Então eu vou falar pouco e colocar mais fotos, tá?

Ah, eu fiquei no hotel intercontinental, que é um super hotel, mas a universidade me patrocinou né? O hotel fica no centro da cidade e dá para você fazer muita coisa a pé (que eu nem gosto, né?). Fica perto da chinatown, que na verdade não tem nada de muito legal, tem uns restaurantes baratinhos e uma padaria divina (a Harmonie), tem até pastelzinho de Belém, nham, nham! Ali perto, fica o old pier também. Bati perna em alguns shoppings (parte deles é subterrânea e um prédio se conecta a outro para evitar a exposição ao frio). Andei no centro da cidade, entrei nas lojas que não tem por aqui (alo H&M!).

Fui no restaurante Barroco com a colega do trabalho. O concierge do hotel disse que o restaurante era frequentado por locais e que era bem legal. E sinceramente, era mesmo! Um lugar pequeno com umas 10 mesas e só. Staff bom, comida ótima. Eu só lembrava do meu marido que iria amar tudo. Deixo vocês com algumas fotos e a minha lembrança dos excelentes momentos que tive. Luv u, Montreal!






Imagina a minha alegria quando vi que iria atravessar o país num teco-teco.


















Essa era a vista do hotel. Esse clima de cidade maravilhoso. Ficava lá de cima espiando o movimento dos outros, tendo a sensação de fazer parte de um todo












Esse foi o meu jantar no Barroco. Uma carninha com o formato da Améríca do Sul. A carne era tão pequena que eu só comi 1/3 e olha que eram 21hs e eu só tinha almoçado!







Caso você queira alugar ou devolver a bike, isso aí está em todo canto da cidade.


E Claro, um lugar específico para estacionar a bicicleta e fazer compras :)











Essa "quitanda" fica aberta 24hs durante a primavera  e o verão. Sabe aquele colorido e cheiro de coisa fresca?











Fomos para um parque conversar. A esquerda você vê duas moças fazendo um happy hour(eram 19hs de uma sexta) com direito a vinho e queijos :)



Climinha bom!










Imagens do pier. Ficará tudo congelado em alguns meses








Pessoal saindo ou chegando no fórum para casar.










Estava tendo um festival de filme e tinha uns atores na rua usando fantasia e brincando com o público. Claro que um ator fantasiado de jogador de futebol americano veio falar com a gente, perguntando se éramos as cheerleaders (oi?)

I'm sorry, can I have an English menu, please?

 
 A igreja de São josé é fofa. E lá dentro eu vi budista e mulçumano também porque é um passseio turístico e  avista é linda!






Interessante, a escada do meio é para quem está pagando promessa/penitência e sobe ajoelhado.





A vista, depois de subir 30000 mil degraus (bom, tive a ajuda da escada rolante, não vou mentir)




Achei fofa essa sala de velas. Cada uma de uma cor diferente.



Esqueci o nome desse lugar, mas veja que os canadenses estão se esbaldando no sol (nesse dia a sensação térmica era de 41C!), mesmo o lago ao fundo estando em obra. Nunca sabia que lago ficava em obra!




Essa é  a vista que  a gente ganha depois de andar muito. Esse lugar é bem famoso aqui, mas eu esqueci o nome.






 Até o dinheiro é bonito aqui (besta!)





A entrada da Chinatown. A foto está péssima, sorry...




Padaria brasileira?! Essa padaria foi a que eu comentei lá em cima. Ah, eles não aceitam cartão.




 Um dos passeios do congresso foi conhecer a basilíca de Notre Dame. Será que a gente era turista?




A Notre-Dame Basilica. Foi feita uma apresentação especial para a galera do congresso. Teve coral e uma cantora lírica que já até cantou para a rainha Elizabeth (não sei a importância da informação, mas eles falaram isso lá)

03/09/2012

Detalhes de Montreal- parte 1

Esse post foi escrito para mim. Eu preciso lembrar da cidade, das sensações que tive lá. O próximo post (entrará no ar na quinta) será mais turístico, ok? Ah, e já aviso que o post está gigante!

A ida a Montreal foi para eu apresentar dois trabalhos no congresso, mas resolvi ir alguns dias antes para conhecer um pouco da cidade. Bom, se você já leu 3 posts nesse blog já sabe que eu detesto morar aqui em B'ham (e coitado se você já leu mais posts, não aguenta mais meu mimimi). A minha idéia era voltar ao Brasil depois do treinamento do marido, mas marido prefere qualquer coisa a ter de voltar a terrinha (porque a área que ele vai se especializar, ainda não tem no Brasil), então, como meu grau de insatisfação nos EUA é enorme (não só pela cidade, mas por todas as questões burocráticas e culturais) e aparentemente voltar para o Brasil será motivo de briga, a minha idéia é mudarmos para um país neutro, onde nossos diplomas sejam válidos e a qualidade de vida seja boa. Então, os 2 dias de "turista" que eu tive na cidade foram voltados para conhecer o dia a dia do pessoal e não tanto para conhecer a parte turística. A minha expectativa era alta e a vontade de amar a cidade era mais alta ainda (ou seja, minha opinião tem um viés enorme).

Vamos lá, viajei ao lado de uma família de Montreal que estava na Disney. Pense na coisa mais linda que é ver uma menininha falanda francês, contando história, jogando e puxando papo comigo. Fiquei apaixonada! (admito que o sotaque é meio diferente, mas eu achei tão fofo!). Daí, chego na imigração e sobe o frio na barriga porque eu estou mal acostumada com a grosseria da imigração americana, mas para minha surpresa, o policial canadense fala olhando para mim, é super educado, faz as perguntas que tem de fazer e pronto. Já fazia tempo que não me sentia gente na imigração.

Daí eu peguei um táxi para a casa de uma amiga que mora na cidade há 3 anos e foi minha host. Primeiro que o taxista era do Haiti e foi tão educado! Quando cheguei na casa da Marina e entrei no apartamento dela, tudo tão fofinho.  Conversamos uns minutos e ela me levou para fazer um programa local. Como estava quente, fomos em um parque, levamos a canga e conversamos mais. Eu fiquei tonta com tanta coisa diferente. Mil pessoas esportivas, correndo, andando de bicicleta. Todo mundo magro (lembre que aqui  no Alabama mais de 30% da população é obesa). As pessoas são tão relaxadas. Cada pessoa se veste de maneira diferente, muitas estampas e peças diferentes, tão diferente daqui do Alabama que ninguém usa decote, as coisas são todas padronizadas, tudo irritantemente igual! Vi mulher de cabelo molhado (aqui no Alabama isso é sinônimo de desleixo), gente de todo tipo. Ah, a "bolha" ao redor das pessoas é menor que a americana (mas maior que a baiana). A minha host definiu a cidade com uma palavra "liberdade" e foi assim que eu me senti lá. Vi tanta gente tatuada (acho que nunca vi ninguém com tatuagem aqui), casais homossexuais andando de mãos dadas na boa (como, na minha opinião deve ser), deficiente físico participando de tudo. Eu olhava para tudo e fui me imaginando morando lá.

Para melhorar: o transporte púbico. Eu odeio dirigir, mas aqui ou eu pego o carro ou fico trancada em casa (aqui quase não tem passeio/calçada). Em Montreal, os ônibus passam na hora, o metrô também. Você não precisa ficar congelando no frio ou derretendo no calor (eu peguei 41C de puro derretimento), como já sabe a hora do transporte, sai de casa prevendo o tempo e não precisa aguardar debaixo do sol ou neve. Eu achei engraçado porque a gente estava em um ponto da cidade e resolvia ir para outro ponto, minha host via o horário do ônibus/metrô pelo smartphone (invenção que definitivamente é de Deus) e íamos. Não tinha aquele coisa chata de pegar o carro, sabe. Eu amei bater perna pela cidade. Amei ver gente, interagir com gente (quando se está dentro dos  carros, a gente perde isso). O metrô é tranquilo e Marina disse que os novos trens já foram comprados e vão ser instalados brevemente. Comprei meu passe para 3 dias e pude pegar onibus e metrô a vontade. Eu ficava olhando tudo, estava tão feliz, sabe quando você finalmente se sente em casa? Pois é...

Aqui eu não vi ninguém "psicotizando" (falando ao celular com o "bluthu" enfiado no ouvido). As pessoa parecem normais, mas definitivamente são diferentes e ninguém liga. A Marina me contou que houve uma quebra com a religião um tempo atrás, o que não significa que as pessoas não tenham suas crenças (sou eu toda!) e disse que tem tanta lei para proteger a mulher, que se você quiser sair "com os peitos para fora, ninguém vai olhar/notar" (não que tenha gente que faça isso). Engraçado que ela mora em um lugar ótimo, perto do trem e do metrô, da faculdade, na divisão entre a parte francesa e inglesa da cidade. Então na hora de dormir, ela disse que fazia barulho, mas as 3 noites que dormi lá foram ótimas porque o barulho a que ela se refere, é barulho de vida sabe, um carro passando, uma passoa falando longe e isso não me incomoda, pelo contrário, deu a sensação de estar viva fazendo parte do mundo.

A arquitetura da cidade é inglesa e meio cinza ou marrom. No verão fica tranquilo, pois tem muito verde para contrastar, mas no inverno, com tudo branco e "árvores de cemitério" deve ficar feio. Sim, aí você resolve parar para comer algo, a primeira língua é francês e o garçom fala em francês com você (que é muito lindo), mas é só falar que precisa falar inglês que eles mudam a língua. O interessante é que os garçons falavam francês com a  Marina e inglês comigo e a gente falando "brasileiro". Tem cardápio em inglês e francês, a descrição dos produtos no mercado também está nas duas línguas. Tem gente aqui que só fala inglês e tem gente aqui que só fala francês. É muito engraçado ver uma pessoa que foi crianda falando francês, falar o inglês. Eles falam com sotaque, tipo o "h" é mudo, então "help"vira "elp". Agora, a moça do metrô só fala francês.

O atendimento nos bares e restaurantes é diferente. Espera-se muito para ser atendido (talvez esse seja o normal do mundo, mas o americano é que está sempre com pressa), os garçons não ficam perguntando a cada segundo se você precisa de algo (graças a Deus, porque se tem coisa irritante é ter de dizer a cada segundo que está tudo bem e de boca cheia então, não é digno!).Ah, a Marina fez uma fahitas ótimas e comemos na varanda. Ela disse que isso é muito comum lá (eles aproveitam bastante o tempo quente).

Tem padarias espalhadas pela cidade e isso faz toda a diferença na vida de uma pessoa. As  coisas aqui são mais caras, a taxa é ainda maior que a do Alabama. Marina falou que lá é onde tem a maior corrupção no país, as taxas são as mais altas e os salários menores. Ah, uma coisa que achei o máximo é que os casais andam de mãos dadas, se abraçam, dão beijinhos na rua. Coisa fofa! (parece que nas cidades inglesas não tem essa cultura, pois esse tipo de comportamento é tipicamente francês).

E Montreal vai para o topo da lista da mudança. Já pensou, não ser humilhada cada vez que passa pela imigração americana? Fato é que preciso voltar no inverno para ver se continuo apaixonada assim pela cidade, mas pelo pouco que vi, moraria lá tranquilamente (e com muitos casacos para aguentar o inverno).