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28/06/2016

O quarto Montessori funciona?


O quarto Montessori nada mais é do que um quarto para o bebê e não para o adulto. Simplificando, a ideia é que o quarto seja um espaço seguro e que a criança tenha liberdade e acesso as coisas para que possa experimentar e aprender sozinha. Para mim, um conceito sensacional!

Quando apresentei a proposta para marido, ele não curtiu "não vou colocar minha filha no chão", mas fomos conversando e fui mostrando os porquês e o lado positivo de tudo aquilo. Alice dormiu com a gente até o quinto mês (no berço, aqui nos EUA recomenda-se que o bebê durma no quarto dos pais até o sexto mês, como forma de prevenção de morte súbita), depois passou para o quartinho dela. Desde que essa mudança ocorreu, começamos a ensinar para ela como dormir sozinha. Foi um processo, não somos a favor de deixá-la chorando sem consolo. Em 15 dias ela já tinha aprendido a dormir sozinha (não significa que até hoje não tenha dias que ela precisse de um pouco mais de carinho, que a gente deite junto e cante uma música, e quando isso acontece, a gente fica com ela).

Pra gente o quarto funciona super bem. Alice acorda e fica brincando. Gosta de ler os livros dela, olhar para fora da janela. Ela acorda e já vai fazer algo, não fica entediada sem o que fazer. Antes, havia muitos brinquedos no quarto e ela passou a demorar muito para dormir, especialmente nas sonecas, daí tiramos a maioria dos brinquedos, deixamos uns livros e pronto. Tem sempre um copinho com água para ela se servir caso tenha sede. Desde os 6 meses ela dorme 12 horas (com exceção quando viaja, quando está doente, quando nasce dente etc...tem muita exceção).

Para nossa família, seguir a ideia do quarto foi excelente. Casou super bem com nosso estilo de vida e com a personalidade da pequena

04/11/2015

O lado nada romântico da amamentação



Imagem daqui





Amamentar pode ser/ter sido fácil, inato e tranquilo para você, mas para mim não foi. Não é. Dói. Dói muito. E não, não estou falando do começo que o bebê está aprendendo a pega e acaba machucando. Sim, passei por isso também. Foi extremamente doloroso, mas uma excelente consultora de lactação me ajudou muito. Alice só fazia a pega com a concha de silicone, pior, a única posição que ela mamava era deitada em cima de mim.


Você pode dizer que é só o começo e tal, mas é muito difícil. Ferver os bicos de silicone todas as vezes e aqueles trecos teimavam em se esconder. Daí, a gente ficava fora de casa dependendo do número de conchas que tínhamos na mochila dela (depois dela aprender a mamar em outras posições que não deitada em cima de mim, porque antes, não dava para sair). Junte a isso a questão de que eu estava completamente sozinha, me recuperando na cesariana e conhecendo Alice. Eu tinha/tenho muito leite (não, aqui não tem banco de leite) e Alice não dá conta. Sinto dor TODOS OS DIAS! Minhas mamas estão sempre cheias de leite. Sabe a sensação de colocar cimento nos peitos e esse cimento vai expandindo até rasgar de dentro para fora? POis é. É tanta dor que eu não consigo dormir a noite inteira (tento o máximo não tirar o leite com a bomba para que meu cérebro aprenda que tá demais e diminua a produção, se eu tirar, o corpo continua produzindo).

Eu não quero nem falar nessas coisas "pequenas" de ter de pensar na roupa que vou usar para sair por conta da amamentação. E quem disse que camisa de botão é a melhor opção estava errada, eu sou a prova. Ir para uma formatura e casamento é complicado, se o bebê for, você terá que achar uma roupa apropriada que seja de fácil acesso a sua mamadeira e se o bebê não for, vai sentir dor. Alice não pega mamadeira, não pega chupeta e quando está com fome, é só leite do peito mesmo.

Amamentar em público também é tenso (PRA MIM!) e se o lugar for muito barulhento, Alice não quer saber de peito (logo em seguida chora de fome). Sou super a favor de que cada pessoas amamenta do jeito que achar apropriado. Eu por exemplo, jamais amamentaria no banheiro, nunca mesmo.

Outra coisa é que meu corpo não é mais meu. E isso também é complicado. Ah e quandos os dentes nascem, tem sempre umas mordidas, uns puxões e feridas.

Sei que muita gente vai criticar esse post, mas é meu desabafo porque você não imagina como é sentir tanta coisa e só encontrar gente se gabando sobre o quão maravilhoso é amamentar ou te recriminando por se sentir assim. Ou ainda ver nas propagandas de TV aquela cena romântica e linda sobre a amamentação (como na foto acima) e se sentir mal por não ter alcançado essa plenitute. E olha, tem muita gente que se sente assim, mas só que elas não são "permitidas" de falar, afinal, mãe é padecer no paraíso (ô frasezinha infame).

Esse post é para você que se sente um pouquinho assim, quero te dizer que é normal e que vai passar. Mesmo que as pessoas insistam em falar que você é uma péssima mãe por não sentir essa felicidade/prazer ao amamentar. A forma de alimentar um filho não faz de ninguém uma boa ou má mãe, tem que sim alimentar a criança.  E olha, escolhe o jeito que te traga maior felicidade, porque mais importante que leite materno é uma mãe feliz.

No meu caso, apesar de tudo aí em cima, a minha decisão foi de amamentar. Alice está com 7 meses e 20 dias e ela basicamente só toma leite materno (oferecemos comida, mas ela não aceitou nada até hoje). Não, no meu caso amamentar não emegreceu, pelo contrário, eu tenho fome o tempo inteiro, essa decisão foi tomada porque Alice tem muito refluxo e é o melhor para ela, de forma que eu me sinto em paz com a decisão, apesar dos percalços.

17/09/2015

6 meses

6 meses da minha gordelícia. 6 meses da Pipiu(zinha), da minha pinguça (porque ela é craque na arte de ficar "milk drunk"), pingus, da minha Alice. Nem consigo acreditar.

Alice se tornou um bebê super feliz e risonho. Quando ela chora, quer solução para seu problema no exato segundo, mas só reclama quando tem algo errado mesmo.

Adora:
- trocar a fralda e brincar com a gente
-ficar sentada no cercadinho brincando com seu pianinho e suas pelucias
-tomar banho. definitivamente a melhor hora do dia. basta ligar o chuveiro que essa menina grita de alegria.
-a cadeirinha (tipo o bumboo)
-tummy time
-o irmão luffy. deu sua primeira gargalhada para ele e continua gargalhando com as estripulias do irmão. precisa, no entanto, aprender a ser gentil com ele.
-beijos e carinho
-nossa atenção
-sair de casa
-sua máquina de som (o de chuva é o preferido)
-dormir de bruços
-picolé de leite materno
-morder tudo (temos que ter muito cuidado, esses dias ela acabou machucando a gengiva)
-um espelho. Passa muito tempo brincando se vendo.
-brincar "sozinha" sem problema

Não curte
-vestir a roupa
-esperar para qualquer coisa
-ficar deitada (só quer ficar sentada)
-pessoas estranhas. desde seus 4 meses, alice tem passado momentos difíceis com estranhos. basta a gente tirar os óculos que viramos estranhos...
-mamar da mamadeira, copo, colher etc
-limpar o nariz com o nose Frida
-o sol (mas ela nasceu na Flórida, como lidar?)

Já consegue
-sentar sem ajuda/apoio
-quando sentada, se abaixar e pegar um objeto, depois volta a sentar.
-virar para os dois lados (isso já tem tempo)
-se arrastar (para tras)
-ficar de quatro (está treinando para engatinhar)
-ficar de barriga, quando cansa ficar sentada
-ficar em pé apoiada
-passar objetos de uma mão para a outra
-mamar sem o bico de silicone (finalmente ela aprendeu a mamar do peito e minha vida está muito melhor!)

Outros
-Faz pose para fotos
-o refluxo melhorou muito (mas ainda precisamos de muitos paninhos por dia)
-dorme bem, mas acorda uma vez durante a noite para comer
-fiz o quarto montessori e com 5 meses ela mudou para seu quartinho. Ela está super adaptada.
-começamos de leve a introdução alimentar. Eu queria o método BLW, meu marido não se sentiu confortável. Dei banana amassada, mas ela se interessou mesmo pela banana inteira. Daí, ela optou pelo método BLW.
-Aos 6 meses, Alice já viajou paraSan Diego, Miami e Orlando. Daqui 20 dias irá passar 1 mês no Brasil. :)
-os dois dentes inferiores nasceram quando ela tinha 4 meses, os dois superiores vão nascer a qualquer segundo - oremos que não seja no dia das vacinas
-pegou dois resfriados (acho que da creche da academia) e foi complicado
-está cada vez mais encantadora.

Ah como eu amo essa criaturinha!





12/05/2015

Curtas

1. Tou eu andando com Luffy ao meio dia, tá quente, ele puxa a coleira, mas né, não posso deixar de andar porque um Jack Russel não fica quieto sem gastar energia (claro que Alice vem comigo, as vezes no carrinho, as vezes no canguru, mas sempre comigo). Daí, um vizinho abençoado fala algo do tipo "que absurdo, deixa a criança em casa e anda só com o cachorro", eu respondo algo do tipo "como é que é?! Você não sabe de nada, por isso eu sou a mãe e você é um otário" e foi assim que pela primeira vez nesse país eu usei a palavra jackass. E domingo, claro, esse cidadão bate ponto na igreja. Julgar os outros usando seu óculos é fácil, quero ver ele está no meu lugar fazendo tudo que faço...é cada uma que a gente é obrigado a escutar!

2. Marido decidiu que o primeiro final de semana do dia das mães seria especial. Ganhei vários presentes, saímos, fomos ao parque, restaurante. Foi realmente especial. No sábado de tarde, Alice estava dormindo no colo do marido e nós dois assistindo um filme, alguém bate na porta, eu levanto para ver. Vejo um homem e falo para marido atender. Vi que o homem tinha trazido um livro, achei que fosse uma bíblia. Marido foi falar com o moço e eu subi para guardar umas roupas. Na verdade era um florista. Marido comprou flores e pagou para que elas fossem entregue no domingo. Mas ainda era sábado...o entregador disse que eles não entregam no sábado. Marido ficou p. da vida. Pegou as flores e como eu já não estava na sala, ele decidiu escondê-las no armário do banheiro. De tarde quando fomos ao parque, precise pegar a toalha para Luffy não sujar o carro (temos um treco que protege o banco, mas com a cadeirinha de Alice, nem sabia o local que esse negócio estaria). Marido se destraiu e eu fui lá no armário, só que as toalhas de Luffy ficam na porta da direita e  as flores na esquerda, então não vi. Marido gelou, ele queria realmente fazer uma surpresa. E acabou que fez, no outro dia, recebi as flores e amei.

3. Alice está muito ruim da barriga, tive que levá-la ao médico. Marido não foi, teve que trabalhar (mas ligou e mandou mil mensagens). Depois de sairmos do médico, com a medicação ajustada, fomos, nós duas as compras. Essa menina faz sucesso em qualquer lugar, mas preciso lembrar de comprar uns laços (os que tenho aqui são aqueles com elástico que passam pela cabeça e ela detesta) porque todo mundo acha que é um menino. Também, ela não tem muita roupa "de menina" (aka rosa) porque a cor favorita da mãe é azul e porque ela é moderninha.

06/05/2015

Hoje eu chorei

Eu poderia até dizer que chorei com Alice no colo na madrugada porque ela não parava de chorar (refluxo chato!), o que foi verdade, mas não é disso que quero falar.

Chorei porque a TV estava ligada em um reality show desses e passou um parto normal. Mostrou o parto, a mãe, a bebê, o pele a pele logo depois do parto. Tudo que eu sonhava. Tudo o que eu queria, mas não deu. Acredite, estava com tanta dor que cheguei em um ponto de pedir a cesariana, mas a médica pediu 2 horas, me deu mais ocitocina antes de partir para cirurgia. Ela só fez isso porque havia mecônio, só fez isso porque já havia horas com a bolsa estourada (18hs) e sem nenhuma evolução na dilatação. Não deu mesmo. Uma tristeza! E aquela sensação que eu sonhava de pegar Alice no colo logo quando nascesse, não veio. Eu tive uma infecção e tomei remédios pesados. Lembro dela chorando, lembro da enfermeira colocando ela no colo do pai, perto de mim e de, logo em seguida, levando ela e o pai para ser examinada. Não lembro da primeira vez em que a segurei, nem que tentei dar de mamar, nem da primeira troca de fralda (feita pelo pai e todas as outras no hospital), não vi o primeiro banho... Dos primeiros 10 dias só lembro que ela chorava muito, muito mesmo (não que tenha parado, ela ainda chora bastante).

Chorei também porque uma colega de infância acabou de perder sua bebê. Ela nasceu alguns dias antes de Alice.  Se perder um bebê com 9 semanas de gravidez é devastador, imagina uma bebê de 2 meses de vida.Não sei o que houve, mas também, pouco importa. Ela se foi e não sei de onde minha amiga irá tirar forças para continuar. Eu sinto tanto, tanto. Orei e pedi para o meu bebê-estrela recebê-la bem lá em cima. As vésperas do dia das mães...que triste!

Para não terminar assim tão triste, deixo a foto da culpada de eu não dormir de noite, de trabalhar pouco, de falar com aquela voz boba, de ficar com cheiro de leite passado (eu posso ter acabado de tomar banho!), de estar exausta o tempo todo e de ser a razão para eu celebrar o próximo domingo de um jeito todo especial :).




14/04/2015

4 semanas

4 semanas mais difíceis da minha vida!

4 semanas que eu não sei o que é dormir mais de 3 hs seguidas (nem sempre pela Alice, que eventualmente dorme 6 horas seguidas, mas como estou amamentando fica impossível tanto tempo sem dar de mamar-dói bastante!)

4 semanas ouvindo muito, tipo muito choro. Alice chora o tempo todo, basta estar acordada. E ela não aprendeu os vários tipos de choro, só conhece 1: alto, fino e estressante.

4 semanas que eu tive que abandonar o chocolate porque ele faz muito mal para barriguinha da Alice.

4 semanas que eu virei uma mamadeira ambulante. Infelizmente, tivemos que dar fórmula no começo, mas agora virei a mamadeira da vez.

4 semanas sem sair de casa (ir pra médico e farmácia não contam né?)

4 semanas preocupada se ela ganha peso (ela perdeu mais de 10% do peso nos primeiros dias), se ela aprende a pega direito, se ela faz xixi ou cocô, se ela arrota, se tem dor, se a fralda está suja.

4 semanas sem notar a passagem do tempo: que dia é hoje? Que horas são? Se não fosse um app para eu registrar as mamadas-dormidas-fraldas acho que passava batido.

4 semanas trocando no mínimo 12 fraldas por dia. Alice faz muito cocô!

4 semanas sendo mamadeira e cama (quando está com dor, ela não aceita dormir no berço, só em cima da gente), ficando suja de golfo, mesmo quando terminei de tomar banho.

4 semanas chorando junto com ela na madrugada, sem saber o que fazer porque já tentei de tudo.

Nossa, ser mãe de recém-nascido é muito mais difícil do que eu jamais imaginei. Sabe aquelas técnicas que você lê e aprende nas aulas do pré-natal? Não serviu de nada aqui em casa. Nada de charutinho (ela odeia ficar presa), nada de ninar com a barriga na minha mão para aliviar a cólica, fazer arrotar é impossível, trocar a fralda é motivo de muito choro (ontem foram 15). Ela dorme bem nos nossos braços, mas basta colocar no berço para ela acordar gritando. Algo que deu certo foi barulho de chuva (tem no youtube), ela relaxa mesmo que não esteja dormindo e  para de chorar.

Aí ontem, deixei Alice com marido e fui tomar banho. Claro, tive que arrumar um monte de coisas e só depois tomei o banho. Quando o banho acabou, senti tanta saudade da pequena, tanta saudade. Coisa doida!

Semana que vem volto a trabalhar e marido passará 3 dias fora. Oremos para que dê tudo certo!

27/03/2015

Alice chegou!

Foi um parto muito complicado. Um parto demorado, muito dolorido. Deu tudo tão errado que eu nem saberia como relatar. Na verdade, nem quero. Não agora. Não sei se um dia. O que eu tenho tentado focar é que eu estou bem e Alice também. Pelo menos por hora. Hoje Alice completa 11 dias, mas parece que ela já estava por aqui há mais tempo. Doido isso!