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22/06/2013

3 anos de EUA e da saudade que vou sentir de Birmingham.



Esses dias, estávamos a caminho do hospital e marido diz com ar saudoso “daqui um ano e pouco, nossa paisagem vai ser outra”. Senti um frio na barriga, um frio bom. Mas não é verdade? Em julho de 2014, estaremos nos situando no nosso novo espaço. Marido estará preocupado com a prova de título. Vamos comprar móveis, renovar os sonhos. Coisa boa!

Fiz 3 anos nos EUA e comemorei no Brasil. Nossa, pensando na mudança, comecei a sentir saudade de Birmingham, vocês sabem, eu reclamo mas vou sentir falta do..... da.... hum.... vejamos ....zzzzzz. Fora alguns poucos amigos e minha chefe, vou sentir falta de nada desse lugar tenebroso. Minha sorte é que minha memória é péssima e sei que depois de um tempinho, vou esquecer esse período aqui.
Falando nisso, marido já fez algumas entrevistas e já escolheu 2 possíveis lugares (ele cancelou o restante das entrevistas, porque segundo ele “não tem como ser melhor que esses dois programas”).  A responsabilidade de escolher o lugar é minha, assim ele disse. E nossa, que difícil!!! Tipo, muito difícil mesmo. Não quero errar. Não posso errar!

Imagem daqui acompanhada de um aposia que descreve bem meu momento
 Um lugar é no norte, cidade grande, com metrô e transporte público, cara e muitíssimo fria! O outro lugar é no sudeste, “perto” da praia, mais quentinho, mas muito pequeno.

Em um dos lugares, precisaremos fazer muitas contas e rebolar para esticar o dinheiro. No outro lugar, vai sobrar um pouquinho para fazer viagens.

NENHUM DOS DOIS TEM PLANTÃO NOTURNO E FINAL DE SEMANA É DIA DE FOLGA!

Em um dos lugares, marido sai com mestrado em pesquisa clínica, mas ele trabalhará sozinho (sem nenhum colega, todos os dias, por 2 anos). No outro lugar, todos os dados dos pacientes fica em um banco de dados infinito para pesquisa e eles preparam os fellows para coordenar centros quando se formarem (o pessoal se forma e vira diretor de centro, massa né?).

Em um dos lugares, o tom é mais formal. No outro lugar a galera é mais “ninhuma”.
Ambos os locais são reconhecidos como centros de excelência.

Em um lugar, marido já tem um médico conhecido para acompanhá-lo (para quem tem doença autoimune, isso é bem importante e dá tranquilidade), em outro lugar não.

Em um lugar eu poderia comprar uma casinha (não que vá comprar, porque vamos ficar só 2 anos) ou alugar uma casa grande com um quintal ótimo, no outro lugar vai ser difícil achar algo com máquina de lavar dentro. 

Em um lugar posso visitar meus primos no Canadá de carro, no outro lugar tem promoção para tudo que é canto e fica perto de Salvador.

Marido disse que ficará contente em qualquer um dos lugares. Eu não sei o que quero, estou tentada a escolher a cidade menor pela possibilidade das viagens e de outras coisitas, mas tenho receio de perder a oportunidade de morar na cidade grande. Além do que, estou bem empolgada para ter a experiência de viver 5 meses com neve. Só serão 2 anos e eu tenho até setembro para escolher junto com o Dr meu marido em que buraco iremos nos enfiar. Escolher é meio ruim porque o impacto dessa escolha será vivido por muito mais que 2 anos, no entanto, estou amando saber que ano que vem, nessa época, estaremos arrumando as malas e sonhando com tudo de melhor.(Acredite que eu já tenho a pose da minha última foto por aqui)

Ps: talvez eu sinta saudade daqui sim, se for para um lugar muito frio, se for para um lugar muito quente, se estiver parada no meio de um engarrafamento, se tiver que limpar neve, se minha casa for minúscula etc. Só mudando para saber, talvez eupasse a gostar mais e valorizar B’ham depois da mudaça.

15/06/2013

Quando o amor de duas pessoas não cabe dentro delas....




Elas fazem um montão de coisas. A gente resolveu adotar. Adotar um pet. Bem verdade que eu já queria isso faz tempo, depois eu desisti da ideia e marido queria. Enfim, antes da busca, levantamos como esse novo membro da família deveria ser para “caber” aqui em casa e no nosso estilo de vida. Daí, a lista foi a seguinte: macho (meu marido queria macho porque já tinha escolhido um nome), pequeno, com pelo curto (minha casa tem carpete), adulto (treinar um filhote é complicado, principalmente com a casa de carpete) e “sem raça definida” porque marido queria assim (eu  amo poodles e ficaria feliz com um). Ficamos pesquisando pela internet, até que a PetSmart fez um evento de adoção. Fomos lá e marido se encantou com um cachorro. Ele era muito fofo, mas era maior do que planejávamos. Não teve jeito, marido se apaixonou por ele. Levamos a criatura para um passeio e deu para notar o quão forte ele era.  Aplicamos para ficar com o cachorro. Daí, quando a aplicação é aceita, você fica alguns dias com o bichinho, numa espécie de test drive.
Saímos para comprar todos os apetrechos para ele. Pesquisamos para comprar a melhor ração e vimos que uma boa ração não tem grãos (o animal não consegue digerir e só serve para “encher” a ração)  e tem que ter como primeiro ingrediente a proteína (por exemplo, não pode ser chicken meal, tem que ser chicken mesmo).

Como estávamos viajando na época, o cachorro continuou na casa da Foster mom por alguns dias. Quando ele chegou, eu já estava no Brasil e o acompanhei via skype e por fotos diárias. Para encurtar a história, não deu certo. Marido estava muito apegado, mas teve muita alergia e o cachorro precisava de mais espaço e mais atenção. Chegou ao ponto da criatura, no desespero, machucar o focinho (sangrou e tudo). Então, ligamos para a foster mom e ela veio buscar. Foi triste, mas foi o jeito. Eu estava pensando em adotar um gato, mas não gosto muito de gatos como vocês podem notar na foto abaixo tirada recentemente na minha visita ao Brasil.





















(O gato mais maluco e mais amável desse mundo: Jorge Bush. O nome foi porque o encontramos em uma noite de lua cheia- também era uma sexta-feira 13 em agosto, mas optamos por focar só na lua cheia mesmo- e eu amo a música "Lua de São Jorge". Já o sobrenome veio mais tarde, devido ao poder de destruição em massa que essa cara fofa faz e por isso a semelhança com o ex-presidente americano)

Marido não desistiu e arrumou outra criatura. Desta vez um cachorrinho menor. Mas olha, pense numa criatura feinha: cada orelha tem uma altura diferente, a mandíbula é curta, tem lordose, escoliose...bom, é feio! Mas pense num cachorro fofo e sabido? Estamos na fase do test drive. Estamos do “verbo” eu e o cachorro, porque marido está na Austrália. Ele (o cãozinho) é super fofo, carinhoso e dorminhoco e está aqui deitado no sofá enquanto eu, com dó de acordá-lo, estou bem quintinha. Hum, desconfio que a casa tem um novo dono.

02/06/2013

4 médicos na família e a questão dos médicos cubanos



Hoje oficialmente tenho 4 médicos na família. 2 "meninos" e 2 meninas. 2 são Bittencourt e 2 são Almeida. Os 2 meninos foram colegas de turma em "1900 e bolinha" e as 2 meninas também. Hoje (no caso, sexta), tenho o dia de comemoração para fechar com chave de ouro os primeiros 6 anos de estudo em medicina das meninas e para abrir com muitas boas energias os milhares de anos de trabalho que elas terão. Vocês sabem que eu convivo com um médico e sei bem que esse glamour todo ligado à profissão é uma falácia, especialmente para os pobres coitados dos familiares, mas ouvir um causo do seu marido super empolgado de um diagnostico de um paciente e na consulta de retorno o pacientinho estava melhor e agradeceu ao doutor, não tem preço (ahahahhaa, tem preço sim e eu pago a conta viajando sozinha, acordando várias vezes no meio da noite com o pager gritando, dormindo sozinha...). Só desejo melhores condições de trabalho para a classe, porque o sistema tá bruto.


Falando nisso, antes da minha viagem, o tema sobre os médicos cubanos já estava sendo discutido por aqui. Uma amiga postou essa matérias e vi muita gente apoiando a vinda dos médicos. Achei a matéria muito limitada justamente porque só foca em um lado da moeda e resolvi escrever sobre o outro lado. Não que não concorde com os pontos que ela traz. Por exemplo, eu acredito que alunos das universidades públicas deveriam retribuir os anos de aprendizagem pagos pelo país. Não só para o curso de medicina e não só durante a faculdade. E sim, eu sou formada pela Federal da Bahia. Quanto a concentração de profissionais  no Sul-Sudeste-grandes cidades. Por que será? Por que os médicos estão recusando salários nos interiores de até R$30.000,00? Meu primo me disse isso "Não há plano de carreira para médico, assim, eles querem que eu deixe minha vida aqui para mudar para uma cidade pequena sem garantia nenhuma de que quando o prefeito mudar meu emprego continue".

Nesse texto, eles falam que a medicina em Cuba é reconhecidamente excelente e eu não poderia discordar disso, no entanto, é bem diferente do que praticamos aqui. Não que isso seja ruim, mas também pode não ser bom. Por exemplo, a medicina nos EUA é excelente certo? No entanto ela é curativa e por isso diferente da brasileira (que no meu entender tenta equilibrar a medicina curativa e a preventiva). Já em Cuba a medicina seria mais preventiva. Isso nada tem de errado, mas está ligada a cultura/movimento/desenvolvimento dos países. O que eu acho errado é você afirmar que a medicina de tal lugar é boa e achar que importar os médicos que seguem aquele modelo será a salvação do seu país. Tenta trazer os médicos americanos pra cá, pra você vê o que aconteceria. Medicina não é igual no mundo, o olhar do médico é diferente e os tratamentos e protocolos também "vareiam"dependendo dos tratamentos disponíveis e da forma que a medicina se desenvolveu no país. Nada que uma validação do curso, com um internato prático não resolvesse, né isso que meu marido faz nos EUA?

Algumas pessoas falaram que seria melhor para o pobrinho do interior mais longínquo ter um médico qualquer (mesmo sem validação de diploma) do que não ter nenhum. Sim, esse pensamento me emputece. Por que cargas d'água a gente acha que o pobre merece qualquer migalha? Tipo, é pobre mesmo, qualquer coisa é qualquer coisa. Nossa que isso mexe com meus demônios. Por outro lado, ofertar saúde para a população e não cumprir é fogo. E aí, o que fazer? Eu também não entendi exatamente porque os médicos viriam especificaente de Cuba e não de outros países. Outra questão a se pensar é quem garante que os médicos cubanos ficariam nos interiores (e não diga que a garantia seria um contrato, porque eu não sou boba)? Digo isso porque se os médicos brasileiros se recusam a ficar nessas cidades mesmo ganhando bem, porque a gente tem certeza que os cubanos ficariam fixados de fato lá?

Eu, do alto de toda minha leiguisse (leiguice?), acho que a solução para o problema está bem aqui no Brasil. Acho que no lugar de trazer médicos, deveríamos modificar o sistema aqui, dar garantia aos nossos médicos brasileiros. Tem como implementar plano de carreira para médico? Tem. Tem como abrir concurso? Tem. Tem como melhorar as condições de trabalho fornecendo condições mínimas (Como disse meu marido depois do primeiro plantão como médico da vida dele "o que adianta eu estar aqui trabalhando se o paciente chega e eu não tenho nem termômetro para medir a temperatura dele?")? Tem sim senhor. Meu primo me disse algo do tipo "Ló, você acha que depois de 1 ano de cursinho, 7 anos de medicina (desses, 1 ano foi de greve), 1 ano de aeronáutica (o médico é obrigado a servir depois de formado) e 5 anos de residência, eu não gostaria de trabalhar em um interior desses ganhando 30 mil reais por mês? Claro que gostaria, mas o sistema dificulta e não e garante nada".

Abaixo, deixo a foto do (des)conforto médico de um grande hospital público da Bahia. Um local que deveria possibilitar que o médico tirasse um cochilo durante as 24 horas de trabalho. Isso é condição e respeito por algum profissional? Eu imagino que se normalmente a classe médica recebe a melhor e maior atenção como é que os outros profissionais de saúde são tratados? E os pacientes?

Imagem tirada do FB

20/05/2013

6 cidades em 7 dias

E o que posso dizer:

O Rio de Janeiro continua lindo, na verdade, muito mais lindo do que eu lembrava
Salvador ainda é o coração do Brasil, A terra de Nosso Senhor  e óbvio, pedaço de terra que é meu
Rezei a novena de Dona Canô belamente cantada por Caetano e acompanhada pela minha pessoa favorita nesse mundo, minha mama querida
Ainda tive tempo de visitar meu pai na Princesa do sertão e jantar com primos e tia.

São tantas boas lembranças, tantos cheiros bons, muito suco de laranja feito na hora que de tão doce se recusa a receber açúcar. Já comi carne do sol com pirão de leite, filé e mingau de farinha láctea. Já fiz amizades nas milhares de filas  que peguei. Já senti o cheiro do mar. Tou aqui matando a saudade das coisas boas e de boa parte de mim.

Deixo um abraçasso para quem passa aqui e essa música que lembra minhas férias na Ilha de
Itaparica quando criança e que Caetano cantou lindamente, me deixando arrepiada e com lágrimas nos olhos. O vídeo não está assim tão bom, mas foi essa versão que ouvi lá e o "pagodinho" do início me lembrou muitos intervalos no Integral. Tão bom me reencontrar comigo, com meu passado e com minha família!


14/05/2013

Pulinho em Gainesville

Marido começou as entrevistas para o fellowship (o resultado só sairá em setembro, até lá, imagina a minha expectativa). A única cidade pequena que marido aplicou foi Gainesville  porque ele fez um curso com o chefão do departamento e gostou bastante. Não é segredo que o meu desejo é mudar para uma cidade grande, enorme e barulhenta, logo não gostei da opção. Tá que é na Flórida (umas 2 horas de Orlando) e perto de Salvador, mas a cidade é 10 vezes (literalmente) menor que B'ham e região, fora que 50% da população é formada de estudantes. Bom, são quase 8 horas de viagem daqui até lá e passamos a nossa quinta-feira na estrada. Como marido se atrasou, ele teve que correr e tirou 1 hora e meia desse tempo. Chegamos lá faltando 20 minutos para o compromisso dele, só com o café da manhã na barriga (e uns poucos lanchinhos). Pense na correria?

Eu quero registrar aqui a aventura de embarcar nessa estrada. Fomos para a roça da roça no Alabama. Os poucos outdors/propagandas que tinham falavam de outlet de roupa country, propaganda para evitar gravidez na adolescência e propaganda para se divorciar com preço baixo. Na estrada, só tinha fazenda e muitos bichos. Também havia umas florzinhas fofas enfeitando a visão dos viajantes. Nessa hora eu pensei “nossa, poderia ser muito pior! Já pensou eu morando num lugar desses?!”. Daí, marido foi abastecer (a nossa única parada da viagem) e eu no meio de um cochilo não sabia se a gente já tinha chegado na Flórida ou ainda estávamos no Alabama. Olho para o carro ao lado e..

Sorria, você está no Alabama!
Esse estava caro, encontramos por $199


A certeza de ter chegado na Flórida só veio quando a estrada se tornou um tapete e o carro ficou todo manchado de lovebugs amassados (nessa época do ano, esses bichos infestam a região, a frente do carro ficou super suja e no segundo dia, mal dava para enxergarmos enquanto dirigíamos (paramos para lavar tudo). O mais estranho é que eles voavam em dupla, o bumbum de um colado com o do outro. Depois fiquei sabendo que está na época de acasalamento e eles não param de voar nem para “trabalhar”. O negócio é sério.
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Besouro-do-amor
 A Michelle havia me falado que Gainesville é uma cidade pequena e charmosa e é verdade. Parece uma cidade de varaneio, pequena, com muitos jovens, gente andando de bicicleta, scooters. A velocidade máxima no campus é 20/MPH. A gente dirige quase parando. Se quiser acelerar, vai pagar multa, pois tem guardinha escondido atrás de tudo que é árvore.

Lá tem cor: casas coloridas de diversos modelos, muitos villages (townhomes) fofos e as pessoas vestem roupas coloridas e diferentes. Não tem muito padrão. Vi casais andando de mãos dadas e se abraçando. Vi casais misturados. Vi muito mais gente magra que gorda. Lá a galera é muito relaxada, bem “ninhuma” como dizemos em Salvador. A bolha individual é muito menor que a do Alabama e as pessoas são mais zuadentas. Lá tem crocodilo, tem tartaruga, morcego também e até sapo! Mas as pessoas aprenderam a conviver com isso, assim eu acho, tendo em vista que ninguém deu muita atenção aos bichos (no sentido de medo). O mais incrível foi um casal sentado à beira do lago cheio de crocodilos, quase as 9hs da noite. Juro!! Ah, lá o custo de vida é menor que aqui e fica menos de 1 hora da praia.

Na sexta, enquanto marido estava na entrevista, fiquei batendo perna pela cidade (no sentido figurado, eu fiquei foi dirigindo mesmo). No final do dia, marido chegou e fomos passear no lake Alice e ver os morcegos saindo da casa (acredite, estava lotado de gente fazendo isso)

Moradores do lake Alice
Esse aqui era grande e assustador, resolvi ir embora porque fiquei realmente assustada


Centenas de morcegos indo para a night
 
Mas foi no sábado que realmente tiramos nosso dia de folga. Fomos ciceroneados pela Vanessa, uma baiana também que entrou em contato comigo através do blog para tirar algumas dúvidas sobre o processo de mudança dela para Gainesville.

[Muito legal tornar real algo que começamos pela internet. Até hoje, conheci 3 pessoas e gostei de todas (falta eu descrever o jantar com a Tereza aqui, mas estou aguardando a inspiração bater, pois ela mostrou uma visão diferente do Alabama que vale a pena virar post). Se tudo ocorrer bem, em junho ou julho, parto para conhecer uma quarta pessoa na parte norte do país.]

Ela sugeriu um churrasco em um parque (Blue Springs Park). Ela fez arroz, feijão tropeiro, salada de batata e vinagrete. Levamos a carne e pronto. Para a festa ficar completa, a Vanessa levou uma brasileira recém-chegada, o marido e um amigo. Nossa, foi muito legal! Eles são super engraçados. Lembrei bastante dos nossos amigos e família no Brasil. Tudo que você fala, vira piada, sabe? Muito legal. A Vanessa é bióloga e me garantiu que naquela água, crocodilo não vive (mas ela foi clara quando salientou que não seria impossível encontrar um perdido). Pense em um lugar bacana. O sol estava fraco e a temperatura da água é sempre 20C, o que não é assim tão frio, mas para quem está acostumado com as águas quentinhas das praias baianas, é muito frio! Vanessa e o marido entraram no time “mudem para Gainesville” e fizeram a melhor propaganda da cidade possível. Depois do banho gelado, fomos ao museu e finalizamos o passeio no estádio dos gators.

A água não estava tão azul, pois estava meio nublado, mas ô lugar bonito!

Água cristalina
As tartarugas tomando um solzinho (nessa parte, o rio já era rico em ferro e não era para banhistas humanos)
Entrando no clima no estádio dos gators
Passamos na casa da Vanessa e ela ofereceu doce de leite de Viçosa. E eu aceitei, né, mas foi um erro já que de agora em diante, todo doce de leite que eu comer não vai ser tão bom assim. Nossa, que negócio gostoso, sô! Voltamos para o hotel mortos de cansado e nos preparamos para mais 8 horas de viagem de carro (mas dessa vez, mudamos a rota e passamos em Marietta para saborear a comida brasileira- que estava ruim, por sinal).

Um visitante querendo nos dar tchau (inhecati!)


06/05/2013

Dos caminhos profissionais

Não é segredo para ninguém que trabalho como pesquisadora assistente aqui nos EUA . Também já comentei que adoro minha chefe. Ela é uma profissional maravilhosa e um ser humano ainda melhor (não, ela não lê meu blog). Sabe aquela pessoa que confia no seu (no caso no meu) trabalho? Que pede sua opinião sobre coisas que ela sabe que você não sabe? Que ouve de verdade você? Fora que é uma excelente professora. Daí que uns meses atrás, submetemos um artigo que foi recusado (Kuén, mas super normal na área acadêmica, já fizemos umas correções e já foi aceito por outro journal) e do nada, a mesma revista me contactou para revisar um artigo. Para quem não é da área acadêmica preciso esclarecer que esse convite é algo de prestígio, mas não ganha dinheiro (minha irmã sempre pergunta isso).  Terei outra coisa para colocar no meu CV e algo bem importante principalmente porque essa revista é a primeirona na área (ponto de impacto bem alto). Isto significa que de alguma forma, os editores acham que eu sou capaz de revisar o trabalho de um colega (eu iria dar o parecer se o artigo deveria ou não ser publicado, junto com a opinião de outro revisor). Eu acho "chique" e fiquei feliz com o convite. Mas o tema não era assim exatamente na minha área e deu um medinho. Marido disse para eu aceitar e minha chefe disse que me ajudaria no trabalho.

http://www.nature.com/naturejobs/science/articles/10.1038/nj7289-800a


Com frio na barriga, eu disse sim. Daí que eu entendi que eles me enviariam uma cópia do artigo e estava tranquila, mas eu recebi foi um email lembrando que eu teria uma semana para finalizar a revisão. Ou seja, perdi 3 semanas esperando porque entendi errado. O artigo era sobre leis ligadas ao tabagismo. O palavreado era phoda porque né, muita palavra estranha na área jurídica. Eu trabalho na área de tabagismo, mas nunca me aprofundei sobre policy. Li tanto sobre o assunto porque queria ser justa no meu parecer. Minha chefe acabou não me ajudando devido a um problema de família e lá fui eu, na cara e na coragem (mentira, eu estudei muito para isso). Entreguei a revisão e hoje recebo um email com a revisão do outro editor e o parecer do artigo. Fiquei muito orgulhosa do meu trabalho, bem detalhado e muito bom!

Desse causo, eu aprendi que não devo odiar tanto os revisores, eles são gente como a gente. (Quem nunca odiou editor que atire o journal mais recente!).

E a vida danada me empurrar para o PhD e eu teimosa miro o PsyD. Contando os minutos para saber para qual lugar iremos mudar e começar todas as provas e aplicações para o doutorado. Falando nisso, marido tem 6 entrevistas agendadas (a primeiroa é amanhã e é a minha favorita, torçam por ele e por nós!!) e em todas essas cidades tem um PsyD próximo (só na Flórida que esse "próximo" significa 1 hora de estrada, mas marido disse que a gente moraria no meio do caminho, porque ele é ixxxperto e diante das opções voltar ao Brasil ou eu fazer o PsyD em um lugar distante, ele fica com a segunda sem nem piscar).