DAS COISAS QUE NÃO SE DEVE FALAR NA HORA DO EMBARQUE
Aí que eu amo viajar de avião. Aí que eu sou muito sugestionável. Aí que o marido de uma amiga passou por um aperto numa viagem e me relatou. Aí que eu viajei sozinha e minha mãe não sabia. Aí que eu sonhei que o avião caia. Pense num medo! O prazer de antes virou medo! Eu não tenho medo do avião grande, mas do avião pequeno que sai de B'ham até Miami, afff, o bichinho é minúsculo e qualquer ventinho faz ele tremer. Aí né, eu estava toda trabalhada na oração e pensamento positivo. Mas com medo, com muito medo. Na hora do embarque, um casal atrás de mim começa a conversa:
Mulher espantanda: esse é nosso avião?
Marido sem dar muita atenção: é
Mulher em pânico: jura? É muito pequeno? Esse negócio é seguro? Não vai cair não, né?
O marido falou qualquer coisa e eu, que já estava nervosa, entrei em pânico. Sim, o vôo foi horrível, muita turbulência e a descida foi bem tensa. Quando pisei em Miami corri para ligar para marido para avisar que estava viva e ele riu. Vê se pode?
DA FIGURA ESTRANHA
Fiquei 5 horas no aeroporto de Miami. Fico andando, olhando as coisas, para me cansar e apagar no vôo. Numa dessas voltas, uma senhora negra, vestindo um vestido roxo de festa, salto alto e cara de cansada, me para e pede que eu suspenda a alça do vestido dela, que estava caido no braço. Assim, do nada! Achei esquisito, mas fiz né...
DA BAIANINHA GENTE BOA
Conheci uma baiana na área de embarque. A criaturinha tem 6 anos e fala horrores. Uma fofa! A amizade foi tão grande que ela pediu para ir do meu lado no avião, entrou no avião comigo e esperou eu sair para se despedir. Pense numa criança despachada e fofa? Já me senti bem recebida mesmo estando em terras americanas.
DO PAULISTANINHO CHEIO DE IMAGINAÇÃO
Dei um pulo em Recife para renovar meu visto e paramos em um restaurante no aeroporto. Na mesa ao lado havia uma mãe com seu filho de uns 5 anos. A mãe pediu algo para o filho e foi no restaurante ao lado comprar seu almoço (uns 2 metros de distância). Aí, ela falou com a dona do restaurante que iria ali comprar a comida, se a moça poderia olhar o filho (a mãe conseguia ver o filho do outro restaurante). A dona do restaurante, uma recifense cheia de sotaque e muito gente boa, foi lá falar com o menino. Aí, lá no meio da conversa, o menino vira para ela e solta:
- Chayenne mora aqui?
-Não...
- Hum..você conhece a Chayenne? Você é amiga dela?
Ô gente, eu ri muito! Criança é engraçada demais! Deve ter visto a semelhança do sotaque e achou que todo mundo com aquele sotaque se conhece. (Chayenne é uma personagem da novela das 7 aqui)
Uma passada rápida só para tirar o pó daqui, ainda tenho 1 semana de férias!
25/05/2012
12/05/2012
Resolvi fazer uma super surpresa para minha querida mae e cheguei em Salvador sem avisar. Quase que ela morre do coracao, tadinha, mas ne, foi bom. Por isso, andei trabalhando muito nas ultimas semanas e agora, estou de ferias em casa. u-hu! Entao, a gente se ve na volta, ta? (que junho demore de chegar!)
01/05/2012
O sistema de saúde (que não é de Deus) americano
Eu tinha um post programado para falar sobre algo muito legal, mas hoje me aconteceu algo que eu estou com toda a raiva do universo. Olha, se tem uma coisa que brasileiro morando nos EUA reclama é do sistema de saúde e sinceramente, com toda razão(eu falei um pouquinho aqui e aqui). Primeiro porquê parece um montadora de carro, você entra numa sala a técnica afere sua pressão, pesa etc, vai para outra sala, a enfermeira faz a anamnese, depois chega a médica e faz o resto. Esqueça aquela relação médico-paciente que você tinha no Brasil, aqui o sistema é bruto (claro que há exceções, como meu marido :)). Fora isso, tem a conta né? Eu pago plano de saúde, mas além de pagar uma taxa em toda "visita" ao médico, ainda tem as taxas (altíssimas) de exames e afins. Preparem os bolsos!
Aí, que você consegue atendimento rápido se estiver morrendo, se sua situação estiver braba mesmo. Aqui tem tudo que é instrumento e pessoas treinadas nesse aspecto de coisas brabas, mas vá pedir um exame de rotina. Você vai esperar e muito. Eu marquei uma médica em janeiro e como não estou morrendo a consulta foi marcada para maio. Veja bem, desde então, todos os compromissos são feitos pensando na data, afinal eu que não quero perder e ter de esperar mais e mais. Aí, eu recebo uma ligação da secretária da fulana dizendo que ela não atenderá em maio e remarcou a consulta com a enfermeira no mesmo dia só que em horário diferente (Raiva número 1). Eu queria a consulta com a médica, porque eu preciso ser referida para uma dermatologista (Raiva 2), mas tá bom, como eu não tenho nada mesmo... Aí eu acabo de ver uma mensagem da mesma secretária cancelando a consulta com a enfermeira, dizendo que ela estaria de férias (Porra, não sabia disso antes não, minha filha?). Pensa numa raiva (muita raiva número 3)! Ódio! Agora me diz, pra quê marcar as coisas com tanta antecedência?! O pior é que ninguém atende a porcaria do telefone para eu soltar meus cachorros - e em inglês- então sobrou para o bloguinho aqui!
Bom, para vocês não dizerem que eu sou a chata de galocha e que só faço reclamar vejam aqui o relatório do congresso americano sobre o sistema de saúde caótico desse país. Entre 30 países (a maioria deles dito desenvolvidos) o EUA é o que mais gasta com saúde. Gasta mais que o dobre em internação e remédio que a média dos outros 29 países. E olha, em teoria, o país não financia a saúde pública (mas dependendo da situação você pode ter o auxílio do governo para custear sua saúde- o madcaid). O custo da saúde é tão alto que muita gente não se cuida mesmo, atrasa os tratamentos e promoção de saúde é mito por aqui. O custo é alto porque você tem acesso a 1000 exames e os médicos (aqui é minha opinião) são treinados para tratar exame e não gente. Veja bem, resultados de exames são essencias, mas sem uma história clínica não serve de nada, é um mero pedaço de papel. Ah, então os americanos gastam tanto com saúde que só vivem no hospital?" Não, ele só vão quando estão bem ruins mesmo, é o que diz o relatório. O número e o tempo de intermento são os menores dentro desse grupo de países. E por aí vai, de ruim a pior. Então estou desculpada pelo mau humor?
E para terminar, uma piadinha:
![]() |
| "Prencha esses dois formulários e me ligue pela manhã" |
Imagens daqui: http://www.cartoonstock.com/directory/m/malpractice_insurance.asp
http://www.thehealthculture.com/
27/04/2012
O Americano e a competição
Pessoal, hoje o post está lá no BRZ, clica aqui para dar uma olhadinha.
Bom final de semana para você que vai ficar em casa com o marido e para você que não irá trabalhar. Bom final de semana para você que vai se encontrar com amigos, ler um livro, vai ter um churrascão em família. Mas principalmente, bom final de semana para você (no caso, eu) que irá passar um final de semana inteirinho trabalhando e sozinha. Mas ó, isso não é uma reclamação, estou feliz mesmo!
Imagem daqui
Bom final de semana para você que vai ficar em casa com o marido e para você que não irá trabalhar. Bom final de semana para você que vai se encontrar com amigos, ler um livro, vai ter um churrascão em família. Mas principalmente, bom final de semana para você (no caso, eu) que irá passar um final de semana inteirinho trabalhando e sozinha. Mas ó, isso não é uma reclamação, estou feliz mesmo!Imagem daqui
24/04/2012
Planejante: e surge um novo termo!
Bom, eu preciso admitir uma coisa aqui.
São 5 anos de namoro + (quase) 3 anos de casamento + aquele negócio "E quando o amor entre duas pessoas não cabe mais no peito, nasce uma outra vida."
Já passamos da fase de ter certeza que o dinheiro dá, já sei que quero um filho americano também (mas chance de bolsas e possibilidades no futuro).
Já estudei bastante sobre bilinguismo, qual a teoria seria aplicada aqui em casa (eu estudei para ajudar umas amigas, mas né, serve para gente também)
Eu e o Leo só pensamos naquilo ("do verbo" em aumentar a família, ou melhor, de passar de casal para família). Viajamos no "e se" e "e quando". Conversamos sobre como será, sonhamos juntos.
Mas aí, né, eu acho que a gente deveria esperar (e só eu acho, embora seja algo respeitado pelo marido). Esperar meu marido passar nas provas do ano que vem, esperar ele fazer pesquisa (e com isso aumentar nossa chance de fugir dessa terra). Esperar ele fechar o contrato do fellow. Esperar a mudança de cidade. Esperar eu terminar meu curso (que nem comecei). Esperar a gente mudar, esperar meu visto expirar e eu não poder mais trabalhar, esperar decidirmos se ficamos aqui ou se vamos para o Canadá (cenas do próximo capítulo). Esperar o fellowship terminar, esperar passar os 2 anos de obrigação com o visto. Esperar, esperar e esperar... (só aí nessas contas seriam 7 anos de espera)
Porque eu sou a racionalidade em pessoa e por mais que eu veja o pessoal ao redor tendo filhos, muitos deles, com salários bem menores, eu tenho dificuldade em não planejar e tentar deixar tudo perfeitinho. Vê aí se um filho não vai me ensinar muito, porque se tem algo que criança faz com conhecimento de causa é "desplanejar".
Então, que minhas amigas resolveram encher esse mundo de crianças gordinhas e cheirosas. Meus primos (MUITO mais velhos que eu, isso tem de ser dito :) ), resolveram criar uma liga de aumento da população mundial o que vai gerar (já até começou) uma chuva de Bittencourt fofoletes. Inclusive, colegas estrangeiras, casadas com residentes, assim como eu, que resolveram colorir essa terra de ninguém com filhos metade americano e metade hispano. Coisa linda! Aí,eu ainda acompanho o blog da Nívea que vive mostrando o babóg viking dela com fogo na fralda e gente, tem como não se apaixonar?
Nesse momento, conversar com gente sobre o tema é a pior escolha: tem gente que te dará mil argumentos a favor do porquê você deve ajudar a povoar o mundo e tem gente que faz o caminho inverso. Bom, como os casais que estão na fase de tentar engravidar se auto-intitulam Tentantes (né, Pa?), eu acho que eu estou na fase pré-tentante e a cunhei de Planejante. Não é isso?
São 5 anos de namoro + (quase) 3 anos de casamento + aquele negócio "E quando o amor entre duas pessoas não cabe mais no peito, nasce uma outra vida."
Já passamos da fase de ter certeza que o dinheiro dá, já sei que quero um filho americano também (mas chance de bolsas e possibilidades no futuro).
Já estudei bastante sobre bilinguismo, qual a teoria seria aplicada aqui em casa (eu estudei para ajudar umas amigas, mas né, serve para gente também)
Eu e o Leo só pensamos naquilo ("do verbo" em aumentar a família, ou melhor, de passar de casal para família). Viajamos no "e se" e "e quando". Conversamos sobre como será, sonhamos juntos.
Mas aí, né, eu acho que a gente deveria esperar (e só eu acho, embora seja algo respeitado pelo marido). Esperar meu marido passar nas provas do ano que vem, esperar ele fazer pesquisa (e com isso aumentar nossa chance de fugir dessa terra). Esperar ele fechar o contrato do fellow. Esperar a mudança de cidade. Esperar eu terminar meu curso (que nem comecei). Esperar a gente mudar, esperar meu visto expirar e eu não poder mais trabalhar, esperar decidirmos se ficamos aqui ou se vamos para o Canadá (cenas do próximo capítulo). Esperar o fellowship terminar, esperar passar os 2 anos de obrigação com o visto. Esperar, esperar e esperar... (só aí nessas contas seriam 7 anos de espera)
Porque eu sou a racionalidade em pessoa e por mais que eu veja o pessoal ao redor tendo filhos, muitos deles, com salários bem menores, eu tenho dificuldade em não planejar e tentar deixar tudo perfeitinho. Vê aí se um filho não vai me ensinar muito, porque se tem algo que criança faz com conhecimento de causa é "desplanejar".
Então, que minhas amigas resolveram encher esse mundo de crianças gordinhas e cheirosas. Meus primos (MUITO mais velhos que eu, isso tem de ser dito :) ), resolveram criar uma liga de aumento da população mundial o que vai gerar (já até começou) uma chuva de Bittencourt fofoletes. Inclusive, colegas estrangeiras, casadas com residentes, assim como eu, que resolveram colorir essa terra de ninguém com filhos metade americano e metade hispano. Coisa linda! Aí,eu ainda acompanho o blog da Nívea que vive mostrando o babóg viking dela com fogo na fralda e gente, tem como não se apaixonar?
Nesse momento, conversar com gente sobre o tema é a pior escolha: tem gente que te dará mil argumentos a favor do porquê você deve ajudar a povoar o mundo e tem gente que faz o caminho inverso. Bom, como os casais que estão na fase de tentar engravidar se auto-intitulam Tentantes (né, Pa?), eu acho que eu estou na fase pré-tentante e a cunhei de Planejante. Não é isso?
20/04/2012
Aulas de pronúncia
Eu sinceramente não me importo com meu sotaque falando inglês (muito menos em português, oxe), mas me importo muito em ser clara o suficiente para que os outros me entendam, né? Aí, resolvi fazer a aula para melhorar a pronúncia e gente, que aula ótima. Primeiro, é aula particular. Eu e a professora. Aprendi a falar o "a" de "Bad", o "i" de "him", a diferença de "ear" e "year". Ter conciência dos diferentes sons que passam batido para a gente é fundamental. Aí, falei com uma colega sobre as aulas e a gente ficou lembrando dos causos que a falta de uma boa pronúncia causou:
Eu: Hi, I'm here to see Mr "wheeu" (leia "uiu")
Trad: Oi, estou aqui para ver o Senhor "Roda"(na verdade, a palavra mais próxima seria roda, porque na real, eu não utilizei uma palavra da língua inglesa já que o "l" foi falado como sendo um "u", em português né?)
Secretária: I'm sorry, who?
Ela me olha com cara de "tá doida!"
Eu: Mr. "wheu" Poter
Ela: Aaaaaahhhh! WILL Poter?
Eu pensei: oxe, não foi isso que eu falei?! (1 minuto depois eu percebi que tinha falado BEM errado!)
Minha amiga pega o maior engarrafamento e chega atrasada na sala de aula e solta:
Sorry, I got laid!
A sala caiu na gargalhada e a professora ficou toda corada de vergonha (também pudera...)
Traduzindo, ela disse: "desculpa, eu fiz sexo", mas queria dizer: "desculpa, eu estou atrasada (I got late)
ahahaha, não me aguento só de imagina minha amiga que é um amor, um poço de educação falando isso em alto e bom som. O pior, sem entender a mancada que deu!
Eu: Hi, I'm here to see Mr "wheeu" (leia "uiu")
Trad: Oi, estou aqui para ver o Senhor "Roda"(na verdade, a palavra mais próxima seria roda, porque na real, eu não utilizei uma palavra da língua inglesa já que o "l" foi falado como sendo um "u", em português né?)
Secretária: I'm sorry, who?
trad: Desculpa, quem?
Eu: Mr. "Wheeu"Ela me olha com cara de "tá doida!"
Eu: Mr. "wheu" Poter
Ela: Aaaaaahhhh! WILL Poter?
Eu pensei: oxe, não foi isso que eu falei?! (1 minuto depois eu percebi que tinha falado BEM errado!)
***
Sorry, I got laid!
A sala caiu na gargalhada e a professora ficou toda corada de vergonha (também pudera...)
Traduzindo, ela disse: "desculpa, eu fiz sexo", mas queria dizer: "desculpa, eu estou atrasada (I got late)
ahahaha, não me aguento só de imagina minha amiga que é um amor, um poço de educação falando isso em alto e bom som. O pior, sem entender a mancada que deu!
***
O marido da minha amiga estava preparando um projeto, mas teve que viajar a trabalho antes de concluir. Um amigo dele ficou de passar na casa para finalizar o projeto e no dia combinado, ele liga para minha amiga
Ele: Hi, it's me! Oi, sou eu!
Ela: Hi... Oi...
Ele: you know, Brook's dad Você sabe, o pai de Brook
Ela: WHAT! Brook is DEAD?! O quê! Brook está morto!
ahahha, essa foi muito boa também. E claro que ela já confundiu bitch e beach, porque essa dupla é clássica de erros para brasileiros, néam?
15/04/2012
Shit happens
Aí né, eu tenho uma amiga que conseguiu um fellowship na Flórida e mudou faz 2 semanas. Ela mudou, mas a família ficou. As filhas e o marido vão se juntar a minha amiga em junho, por enquanto, as meninas estão finalizando a escola (a mais velha, na verdade) e o pai o mestrado. A sogra da minha amiga está passando a semana aqui e ajudando a tomar conta das meninas, mas na sexta ela teve que voltar para casa (na Georgia) e eu me prontifiquei a dar uma de babá. A filha mais velha, de 5 anos, passaria o dia fora (a criaturinha vive me perguntando "titia, quando você vai ter um bebê?"- quer mais pressão que isso?) e eu ficaria só com a figura de 2 anos e meio.
Essa criança é uma figura, se acha mais velha do que é, tem opinião forte- fala tudo, ou acha que fala- e até corrigiu o meu inglês (embora ela estivesse errada). Relembrei as minhas artes do consultório, brincamos bastante, mas ela não queria trocar a fralda que estava cheinha de xixi (uns 2kgs, juro!). Daí ela decidiu que queria tomar banho, "beleza" pensei, "assim já troca a fralda também!". Antes do banho ela pediu para escovar os dentes (queria comer a pasta, isso sim). Eu já vi o passo a passo que a mãe faz quando ela vai tomar banho "quer fazer xixi? quer fazer cocô?", coloca pouca água na banheira, uns brinquedinhos e ela tem direito de brincar na água e lá ela pode passar uns minutos. A mãe deixa a porta aberta e vai pegar a roupa, dobrar uma coisa, eu resolvi ficar lá porque né, vai que acontece alguma coisa, eu queria entregar uma criança inteira para o pai. Daí, uns minutos depois ela grita "Tia Lóna, cocô!", eu "quer fazer cocô?", ela "não" e vai abrindo as perninhas para me mostrar o bendito boiando. Argh! Na hora não dá para ter nojo! Tirei a criança da banheira e ela gritando dizendo que não tinha terminado. Eu me mantendo calma, afinal quantas crianças já atendi no consultório com problemas relacionados ao cocô? Não poderia assustar uma criatura que está em processo de potty training né? Coloco ela no penico, ela pega um livro e começa a "ler". Meu Pai, ela se acha uma adulta :). Daí eu desço correndo para conseguir uns sacos e jogar as gogueiras no vaso antes que dissolva. Joguei tudo e ela rindo da minha cara, dando tchau para o cocô, dizendo "yuck!". Depois pego os mil produtos americanos, limpo a banheira. Pego a criança (e fico grata porque ela não fez cocô no penico) dou outro banho, coloco a fralda, uma roupa e pronto! Ufa!
Depois disso, ri horrores e até fiquei orgulhosa de ter conseguido resolver a situação. Essa foi a prova de fogo, agora tenho certeza que poderei ser mãe :).
De pensar que quando eu via a propagando abaixo, eu achava engraçado. Ri horrores também com esse post de um pobre pai e jamais pensei que estaria em tal situação ainda mais com o filho dos outros, mas né, mais uma história para contar.
Essa criança é uma figura, se acha mais velha do que é, tem opinião forte- fala tudo, ou acha que fala- e até corrigiu o meu inglês (embora ela estivesse errada). Relembrei as minhas artes do consultório, brincamos bastante, mas ela não queria trocar a fralda que estava cheinha de xixi (uns 2kgs, juro!). Daí ela decidiu que queria tomar banho, "beleza" pensei, "assim já troca a fralda também!". Antes do banho ela pediu para escovar os dentes (queria comer a pasta, isso sim). Eu já vi o passo a passo que a mãe faz quando ela vai tomar banho "quer fazer xixi? quer fazer cocô?", coloca pouca água na banheira, uns brinquedinhos e ela tem direito de brincar na água e lá ela pode passar uns minutos. A mãe deixa a porta aberta e vai pegar a roupa, dobrar uma coisa, eu resolvi ficar lá porque né, vai que acontece alguma coisa, eu queria entregar uma criança inteira para o pai. Daí, uns minutos depois ela grita "Tia Lóna, cocô!", eu "quer fazer cocô?", ela "não" e vai abrindo as perninhas para me mostrar o bendito boiando. Argh! Na hora não dá para ter nojo! Tirei a criança da banheira e ela gritando dizendo que não tinha terminado. Eu me mantendo calma, afinal quantas crianças já atendi no consultório com problemas relacionados ao cocô? Não poderia assustar uma criatura que está em processo de potty training né? Coloco ela no penico, ela pega um livro e começa a "ler". Meu Pai, ela se acha uma adulta :). Daí eu desço correndo para conseguir uns sacos e jogar as gogueiras no vaso antes que dissolva. Joguei tudo e ela rindo da minha cara, dando tchau para o cocô, dizendo "yuck!". Depois pego os mil produtos americanos, limpo a banheira. Pego a criança (e fico grata porque ela não fez cocô no penico) dou outro banho, coloco a fralda, uma roupa e pronto! Ufa!
Depois disso, ri horrores e até fiquei orgulhosa de ter conseguido resolver a situação. Essa foi a prova de fogo, agora tenho certeza que poderei ser mãe :).
De pensar que quando eu via a propagando abaixo, eu achava engraçado. Ri horrores também com esse post de um pobre pai e jamais pensei que estaria em tal situação ainda mais com o filho dos outros, mas né, mais uma história para contar.
Assinar:
Postagens (Atom)


