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02/03/2015

Questão de perspectiva

A pessoa está morta. A barriga pesa, dói as costas, a cabeça, a barriga. O pé da pessoa parece um pão de cachorro quente"super fofo"  e nem parece que tem osso por lá. As mãos então, cresceram tanto. Ficar mais de 10 minutos de pé é missão impossível, mesmo com o uso da cinta para segurar o peso da pança. Toda hora que a pessoa levanta, a coluna estala e é tão alto que as pessoas ao redor ficam assustadas. As vezes, andar traz uma sensação de choquinho nos pés de "cachorro-quente" ou algo estala por lá também. Tem mais coisa para adicionar a lista, mas né, deixa para lá. Aí a pessoa chega na semana 37 e a médica diz que a bebê está formadinha, que está tudo bem. Que é bom que ela aguarde um pouco para nascer, mas que aquele era um marco importante. Aí, secretamente a pessoa começa  a conversar e pedir para a bebê nascer logo, porque está ruim de verdade. Uns 5 dias depois, algo acontece, a pessoa liga para a maternidade e a enfermeira pede que ela dê um pulinho lá. A pessoa tenta falar com a enfermeira, diz que aquilo não é trabalho de parto, mas a enfermeira diz que a recomendação dela era essa.

Era meia noite, a pessoa fala com marido e ambos vão se arrumar. A pessoa que estava querendo que o parto acontecesse logo, começa a ficar meio que tensa, ansiosa e tal. Não com o parto em si, mas com a realidade "pode ser que em poucas horas eu seja mãe de fato e de direito". A pessoa treme e percebe que leu demais sobre amamentação, sobre o parto, mas que a ideia de ter sua filhota nos braços, apesar de sensacional, é completamente assustadora.A pessoa começa a conversa com a  filha pedindo para ela aguardar mais umas semaninhas. Vê que pessoa mais louca!

PS: Alice está ótima e super confortável na minha barriga. Já está posicionada para o parto há semanas. A mãe de Alice está morta, cansada, mas feliz. Faltam 12 dias para o meu due date!!!!


25/02/2015

Do cachorro caçador de patos

1. Se você conhece de raças de cachorro sabe que o Jack Russel está sempre listado como um dos mais inteligentes, mas também está na lista dos mais teimosos. O que definitivamente é um problema. Luffy não curte dias cinzas, nem frio, nem inverno. Gosta de correr solto no calor atrás de qualquer coisa que se mexa (se for humanos, ela vai atrás para receber carinho). Então, ele tem ficado bem carinhoso nesses dias cinzentos e "frio". Dizem também que os bichinhos sentem que tem bebê chegando, bom, só sei que passamos os dias em um amor eterno. Infelizmente, não tenho conseguido mais andar como fazíamos na hora do almoço (pelo menos 40 min de caminhada) e o bichinho tem ficado muito dentro de casa. Tem dias que eu ligo pro meu marido pedindo para ele voltar logo e cuidar do cachorro (leia, eles rolam no chão, brincam com o disco, caminham e Luffy gasta a energia), parece que Luffy vira o demônio da Tasmania, é um horror!

Daí que aqui no condomínio tem um lago, um lago cheio de patos. Luffy quer sempre atacar os pobres dos patos. A gente sempre anda com a  coleira curta nessa região e sabe o que ele aprendeu? Fingir que não viu os patos, ele anda na direção contrária, até que você se distrai e ele correr para pegar um bicho. Daí que a gordinha aqui está andando com ele, vi que tinham 3 patos no lugar designado para cachorros, mas a cabeça de grávida, leia, lerda mesmo, me levou para outro lugar e quando eu vi, Luffy já estava com um pato na boca. Quando é assim, o Jack Russel entra em transe, nossa! Eu gritava o nome dele, puxava a coleira e nada (meu marido perguntou porque eu não corri para salvar o pato e eu olhei com uma cara de "meu filho, eu não estou conseguindo andar, veja bem se conseguiria correr"). Quando eu consegui puxar a coleira para perto e me abaixei para tirar o pato que gritava (ufa, estava vivo!) da boca do cachorro, ele saiu do transe e largou o pobre do bicho. A boca estava cheia de pena e ele ficou tentando cuspir tudo. Daí, voltamos para casa, escovo os dentes do cachorro, deixo ele de castigo e depois retornamos para andar (porque quem quer limpar xixi de cachorro). Nessa segunda andada, não havia 1 pato na lagoa...Ah, o pato passa bem, o cachorro passa bem e a grávida também.






11/02/2015

I S2 Flórida

4 anos de Alabama e uma super amiga resolve fazer uma festinha de despedida pra gente. 7 adultos queridos foram convidados. Os que eu tinha mais contato eu que faziam parte da minha vida.
7 meses de Flórida, um chá de bebê+comemoração do meu niver e 25 adultos convidados.


PS: alguns convidados não estão na foto, pois tiveram que voltar para o hospital para trabalhar :)

04/02/2015

A revolta da vacina

imagem daqui
Tem coisa que a gente não pensa muito a respeito né? Eu por exemplo, nunca pensei sobre vacina. A educação que a gente recebe nos Brasil é de que a vacina faz bem e tem de tomar. O governo libera o calendário, a gente vai lá, pega fila e pronto, "tamu" protegido.

Quando eu mudei, notei que várias pessoas falavam sobre a não vacinação. Aqui nos EUA há um movimento forte sobre isso. Quando entrei no mestrado de saúde pública, vi que há vários programas/pesquisa sobre o tema, porque o problema da vacinação é que dependendo da virulência, um número muito alto da população precisa estar vacinada, como é o caso do sarampo (90%). Aqui, a atriz, Jenny McCarthy, inclusive, por anos, disse que seu filho desenvolveu autismo depois de uma vacina (no ano passado, ela admitiu que não haveria ligação e que na verdade, o filho dela não teria autismo). Pensa aí, quanta gente não se vacinou por conta dela?!

Eu vi uma frase muito legal da Melinda Gates, mas não consegui achar para colocar aqui. A frase dizia que nos EUA, devido ao avanço da medicina, as pessoas tinham esquecido o que é ficar doente, sofrer e morrer de algumas doenças. Enquanto que em países pobres, as pessoas andam quilômetros para tomar vacinas, pois convivem com as doenças e sabem que a vacina faz bem.

O problema da falta de vacinação aqui é que os pais optam por não vacinar os filhos. Pior ainda, coloca-se várias crianças em risco, especialmente as menores de 1 ano. Só sei que a situação está tensa, de um lado os pró-vacina achando um absurdo pessoas que se dizem educadas optando por deixar os filhos e outras pessoas em risco. Já estão até falando no governo criar uma lei para que a vacinação seja obrigatória como é o uso do car seat (você percebe que a situação está tensa quando um americano exige que o governo se meta no problema). Por outro lado, os anti-vacinas acreditam que não há necessidade de vacina, que os sobrinhos não tomaram e estão bem (vale lembrar que muitas escolas exigem algumas vacinas). Aqui tem uma carta interessante de um pai p. da vida com as famílias que não vacinaram seus filhos e aqui outro texto.

Daí, o que aconteceu? No mês passado, um surto de sarampo. O CDC conseguiu identificar que as pessoas estariam ligadas a Disneyland e que a maioria delas não eram vacinadas. O que achei interessante foi que o surto aconteceu na Califórnia, um estado em que as pessoas tendem a optar por uma vida mais natural, sem muita química e tal (óbvio que estou generalizando, teve gente de vários estados doentes, mas foi algo que pensei na hora que ouvi a notícia pela primeira vez).

23/01/2015

Como é o pré-natal (e um pouco do parto) nos EUA?

Porque eu queria tanto ter achado essas informações no começo da gestação...

*Cada estado/hospital tem suas regras, vou falar como está sendo o meu acompanhamento e não tenho como comparar com o Brasil porque não sei como as coisas são feitas lá.

Médica X Enfermeira
Eu pude escolher ser acompanhada por uma médica ou uma enfermeira, optei pela médica, pois tive alguns problemas no início da gravidez e também por conta do aborto que sofri. Vale ressaltar que em outras situações, eu sempre opto pelas enfermeiras, pois elas são mais empáticas e mais cuidadosas (minha experiência!)

Ultrassom
Na UAB era feita uma ultrassom em torno da 7a. semana, aqui na UF a minha ultra foi marcada para a 11a. semana, no entanto, como eu tive um sangramento durante 10 dias, acabei fazendo na 7a semana. Há também uma ultra feita entre a 11a e a 13a semana para ver o desenvolvimento do bebê, mas eu abri mão, pois preferi o exame genético. Por volta da 20a. semana, há a famosa ultra morfológica, a técnica vai vendo órgão por órgão...é massa, mas assustador. E é isso. Se a gravidez vai bem, são feitas 2-3 ultras durante os 10 meses de gestação. Eu posso fazer a ultra 3D/4D, mas tenho que pagar, pois como não é para algo médico, o plano não cobre. Admito que no começo achei isso ruim, mas depois, acho que é algo interessante, eu acabei me conectando de outra forma com a pequena Alice.
Um tchauzinho da Alice com 18 semanas (estamos com 33 agora)

Exame Genético
O exame genético é feito através de um exame de sangue simples na mãe. Aqui o plano de saúde cobre se a mulher tiver algum tipo de risco, tipo, tiver mais de 35 anos, mas como ele é mais sensível e mais específico que a ultra do primeiro trimestre, optamos por esse exame. A parte boa é que você já sabe o sexo. Aqui nos EUA, caso o exame aponte alguma anormalidade, você pode interromper a gravidez até o terceiro mês. Embora cada um saiba melhor o que fazer para si, eu não abortaria de jeito nenhum (vai de encontro a tudo que eu acredito). Eu só pensava em estar preparada e em ter tempo de digerir a notícia, caso algo estivesse diferente do esperado.

Número de consultas médicas
Eu agendei uma única consulta no primeiro trimestre, mas como era nova no hospital, acabei vindo 3 vezes (a UAB levou séculos para mandar meus records), então não sei exatamente quantas seriam no primeiro trimestre. Depois, as consultas passam a ser mensais e no terceiro trimestre, quinzenais. No nono mês, terei consulta semanalmente.

A minha médica não necessariamente fará meu parto
Eu sei que é um horror para muitas mulheres, mas para mim, como eu não crio uma super relação com a médica, sinceramente, não vejo nenhum problema. Eu só quero que tenha alguém lá para me ajudar e só.

Vacinas e outros testes
Nossa, eu tomei muita vacina! Tomei a de gripe, a de coqueluche e outra que já esqueci. Como meu marido é Rh+ e eu Rh-, tomei a Rhogan também. Fiz o teste do açúcar no sangue em torno da 25a. semana. Aqui na UF, eles fazem bem certinho (cada hospital faz de um jeito e tem muita coisa sendo feita errada). O teste é tranquilo, todo mundo fala horrores, mas achei bem ok. No outro dia já tinha o resultado. Em toda consulta, eu faço exame de urina, assim, na primeira consulta, já fui explicada que quando chegasse no consultório, antes da enfermeira me chamar (as consultas sempre começam com as enfermeiras), eu deveria fazer o exame, daí, no outro dia, já tenho o resultado (vejo tudo através da internet). O exame é devido a infecção urinárias, bem comum na gravidez.

Para falar com a médica
Eu tenho como mandar uma mensagem para a médica (você coloca se é urgente ou não) ou pode ligar também. Se ligar, a médica não irá atender, ela retornará quando puder, mas a pessoa que atende a ligação, acaba triando e sugerindo que você faça algo (tipo, vá para emergência etc).

As aulas
Aqui também tem as aulas para gestante. Pulei a do parto, porque não quero saber mais do que já sei, quero ficar tranquila. Fizemos a de amamentação e de cuidados com o recém-nascido. Só fiz porque marido pediu, não tem nada que eu já não tivesse lido, mas né, acho legal para os maridos. As enfermeiras reforçam a importância deles, o apoio etc. Fora essas aulas, a médica sugeriu aulas de primeiros socorros (que eu quero muito fazer) e uma aula para colocar o car seat de forma apropriada. Você sabia que 80% dos car seats são colocados errados aqui nos EUA?

Tipo do Parto
Aqui, o parto é normal  até que se tenha algum problema. Não é questão de escolha mesmo. Aqui, inclusive, as mulheres têm medo de c-section. No sistema americano atual, para fazer o parto cesáreo, você precisa explicar os motivos para o plano pagar, se não tem motivos baseado em evidência, o plano não paga.

Pagamento do Pré-natal e parto
Mesmo com plano de saúde, pagaremos uma parte do parto. Uma parte pequena, mas mesmo assim, bem salgada. Durante o pré-natal, eu paguei $15 por todas as consultas (não foi $15 por cada e sim por todas), $15 pelo teste do açúcar e + $15 pela ultra morfológica. Pagamos $50 pelo teste genético. Aqui a gente não paga mensalidade do plano de saúde, então estou achando bem barato.

Amamentação
Eles são super a favor, fazem de um tudo para a mulher amamentar. Inclusive, as bombas de tirar leite são pagas pelos planos de saúde. Tudo feito por email, Eu já recebi a minha aqui em casa com custo zero. No entanto, se a mulher opta pela fórmula, há também todo suporte. Aqui não é sugerido fazer nada nas mamas antes do bebê nascer, tipo, tomar sol, passar bucha, fazer exercícios, aqui o foco é na pega correta do bebê, que é isso que vai prevenir sangramentos e dor. Conversei com algumas mães de primeira viagem aqui e elas me falaram que nunca sentiram dor nenhum e nem fizeram nada antes do parto. Ah, no hospital a mãe é atendida por uma especialista em amamentação e caso algo ocorra quando ela e o bebê voltarem para casa, poderão marcar consulta com a especialista. Também,  as empresas são obrigadas por lei a terem um local reservado para as mães que trabalham tirarem o leite.

O Parto
Pariu, o bebê vai direto para o seu peito. Fica pelo umas 2 horas fazendo o "pele a pele"/mamando com a mãe. Só depois, a enfermeira pega para medir, limpar, furar etc. O pai fica juntinho. Aqui na UF, a criança nunca sai do lado dos pais (a não ser que haja algum problema). Depois é hora do pai fazer o "pele a pele). "Puxa, os americanos são tão humanizados!", balela! Isso é medicina baseada em evidência, ou você acha que toda essa demora é feita para agradar os pais e o bebê?! Por favor, gente...Já foi comprovado que esse momento com a mãe ajuda a regularizar a temperatura do corpo, o açúcar do bebê e diminui as chances de uma maior "estadia" hospitalar. Ah, o pai pode cortar o cordão umbilical (se quiser) e aqui eles demoram um pouco para cortar porque alguns estudos mostraram um benefício para o bebê (tudo bem que para bebê prematuro, mas como a médica falou, não custa esperar um pouco para todos os bebês né?).

Licença Maternidade
Não tem isso por aqui. Muitas empresas dão 6 semanas não remuneradas para as mães (as creches recebem crianças a partir da 6 semana). Muitas mulheres juntam as férias (aqui normalmente é de 2-3 semanas) e a licença-doença também.

08/01/2015

Dicas para quem vem morar/passear nos EUA


Eu escrevi um post sobre o Alabama, mas tem tanta coisa para acrescentar, vou escrever sobre a Flórida mais para frente, mas por enquanto, vou escrever geral. Tem coisa que não está escrita e a gente vai aprendendo...

PS: esse email acaba tendo um tom meio que de generalização, mas não é bem essa minha ideia. A ideia é mostrar o que vejo "como regra", mas óbvio que tem exceção.

1. Se você gosta/sabe fazer sua unha, traga o alicate e seu kit do Brasil. Aqui tem tudo isso, mas é bem diferente (talvez porque elas não tirem a cutícula). Ah, não esquece do pau de laranjeira.

2. Se na sua casa tiver triturador de lixo lembre de ligar o triturador com a  água da torneira ligada. Não é aconselhado jogar casca da cenoura e batata (eu jogo, mas dizem que não é para jogar), mas principalmente, não jogue muitas folhas (tipo alface), ok? (Isso eu já fiz e a pia entupiu)

3. Aqui não tem ralo, então pense muito antes de jogar água e sabão no chão. Por outro lado tem produto de limpeza para tudo, você vai comprando e testando aos poucos.

4. Se você estiver dirigindo saiba que a direita é livre, a não ser que haja uma placa indicando que não seja.

5. Sempre fale please, excuse me e thank you (mas você é educad@ e sabe disso). Os americanos usam essas 3 palavras/expressões o tempo todo.

6. Aprenda o vocabulário sobre o clima/temperatura. Certeza que as pessoas vão puxar conversa sobre o tema. Saber a previsão do tempo para os próximos dias também fará parte da sua vida (eu acompanho no weather.com)

7. Fale baixo! O tom de voz aqui é meio tom abaixo do nosso tom de voz e quem fala alto é considerado mal educado (mas ó, cê faz como achar melhor)

8. A bolha individual americana é muito maior que a bolha brasileira (eu até acho que não existe essa bolha em Salvador, tem sempre alguém tocando em você). Americano não pega no outro quando está falando e o espaço entre as pessoas é "mais confortável". Dependendo da pessoa e da situação, algo perfeitamente comum no Brasil é considerado sexual harassment aqui.

9. Se você estiver no mercado e uma pessoa está na frente da prateleira onde está o produto que você quer, espere um pouquinho que ela vai se tocar e dar licença (e provavelmente vai pedir desculpas). Caso você faça o contrário, peça desculpas e dê licença. (No Brasil, a gente coloca a mão numa boa e pega o produto mesmo que encoste na oura pessoa, mas aqui isso é muito rude!).

10. Escolha seu pedido/comida/seiláoquê antes de entrar na fila, ficar na dúvida sobre o que pedir no caixa é algo mal visto aqui (lembre que o ritmo de vida é outro e eles já nascem com uma pressa de sei lá o quê - embora eu também ache chato ficar esperando um indeciso na fila, principalmente se estiver morrendo de fome, que é o meu estado normal)

11. Lembre-se que os preços dos produtos estão sem taxa, então você precisa calcular esse valor extra que será  cobrado quando passar no caixa. Cada estado cobra uma taxa diferente.

12. Caso seja parado por um policial, encoste o carro, desligue-o e coloque as duas mãos no volante. Jamais, nunca, em nenhuma hipótese tente dar dinheiro para o policial não te multar (é feio falar isso, mas já presenciei brasileiro falando que precisava de dinheiro para viajar nas estradas americanas, no caso de um policial aparecer). As chances de você ser preso são praticamente 100%! Chame o policial de Sir/Ma'am, pegue sua multa (se for o caso) e pronto.

13. Cupom é vida! Eu uso muitos cupons nas lojas/mercados, bem como adoro aquelas promoções ganhe $10 quando gastar $30. Se você vai fazer compras, se inscreva nas lojas e procure cupons.

14. Telefone público é algo inexistente (na verdade, só vi na Disney).

15. Aqui se dá gorjeta ao garçom. Normalmente entre 18 e 20% do valor da refeição. Se o número de pessoas da sua mesa for maior que 6, normalmente o valor já vem embutido na conta.

16. Toda refeição aqui costuma ser acompanhada por pão, mas o arroz quase nunca está presente (seria muito carboidrato :))

17. Uma coisa que sempre vejo brasileiro fazendo é, dentro de uma loja, ficar gritando um amigo/familiar que está distante. Tipo, isso é falta de educação em qualquer lugar do mundo, né? Ninguém merece ficar ouvindo seus gritos.

18. Americano não dá 2 beijinhos, mas aperta a mão (depois que você conhece, normalmente eles abraçam, especialmente se são 2 muheres)

19. Aqui ninguém faz "psiu" ou algo do tipo para chamar o garçom

20. Não espere ajuda, fila preferencial etc se você estiver grávida, aqui não tem nada disso. Inclusive, há algumas poucas lojas que oferecem vagas preferenciais, mas as próprias grávidas não se sentem no direito de usá-las, a não ser que estejam no terceiro trimestre, ou com muita dor (foi o que ouvi aqui).

21. Fazer comida em casa pode ser sinônimo de abrir algumas latas, mas também pode ser sinônimo de uma comida bem rebuscada (normalmente sem arroz, para matar marido).

22. Aqui eles agradecem usando Thank you card. Eu acho super legal você parar um tempinho, escrever algo para alguém que te ajudou.

23. Aqui normalmente as pessoas não têm empregada (talvez uma faxineira a cada 15 dias) e todo mundo cuida dos filhos, estuda, trabalha, arruma a casa etc. Tudo ao mesmo tempo! E olha, dá certo.

24. Aqui evita-se falar de política e religião.

25. Aqui as frutas não têm muito gosto e uma "salada com vegetais da época" pode significar uma porção de vagem.

26. Você é super bem tratado como cliente, sempre tem razão, ninguém duvida de você e nem faz muitos questionamentos.

04/01/2015

Dos conselhos e pitacos recebidos durante a gravidez

Porque todo mundo acha que tem uma dica infalível! Eu nunca fico chateada porque acho que as intenções são sempre as melhores, a não ser, claro, que a pessoa ache que eu TENHO DE FAZER ou que diga que eu estou fazendo algo errado. De forma geral, até gosto dos conselhos, mesmo que não os siga. Vamos lá para uma listinha das coisas que ouvi sem pedir (porque tem várias coisas que eu perguntei também):

1. Aproveite para dormir agora, depois que a bebê chegar, não vai mais conseguir. Entendo bastante a preocupação, só não entendo a lógica de  que se eu dormir agora, não ficarei com sono/cara de zumbi quando Alice chegar e acordar a cada minuto. Infelizmente, não existe poupança de sono. Ou seja, se eu dormir 18hs/dia agora, não vai adiantar nada, pois quando ela chegar, ficarei com privação de sono de qualquer jeito! Outro ponto, não sei se quem dá esse conselho não lembra da gravidez ou não sentiu todos os sintomas que sinto, mas pra mim, desde a 5a. semana que levanto pelo menos 3 vezes para ir ao banheiro, partindo o sono em vários pedacinhos. Também tem o ronco que cada vez fica mais alto e  que acaba me acordando, o desconforto, a falta de posição, as dores, as câimbras que me fazem acordar urrando de dor. Se você tem alguma técnica para dormir bem com tudo isso, please, compartilha comigo.

2. Você vai ter parto normal né? É o melhor e blá blá blá ou Parto normal é uma violência contra a mulher. Gente, cada pessoa escolhe como vai parir (não aqui na Flórida, mas no Brasil é assim). Cada pessoas sabe da sua vida, dos seus próprios medos. Se você é a favor de algo, que tal perguntar "como vai ser o parto", daí, com  a resposta você pode perguntar  motivo da escolha e de forma delicada colocar seu ponto de vista. Bom, eu acho que esse é o tipo de tópico que não interessa a ninguém e que nem deveria ser tocado, mas no lugar de vomitar a sua verdade, que tal ouvir a grávida antes? Em tempo, aqui parto cesariano só é feito se houver alguma complicação, não é uma escolha. O parto normal é a regra. Eu estou bem tranquila com isso e admito que se pensar um pouco, fico super ansiosa em ter de passar por uma cesariana, mas há de dar tudo certo.

3. Você vai amamentar né? É a melhor coisa para o bebê. É sério isso? Todo mundo sabe disso, gente. E ainda traz muitos benefícios para a mãe. Mas assim, por n razões a mulher pode optar pela fórmula e sabe, tá bom também. Isso não faz dela uma mãe pior, mas é o tipo de pressão que pode trazer um conflito desnecessário para a mãe.

4. Esse nome não combina/ não é bonito/etc. Eu perguntei a opinião de várias pessoas. Meus primos fizeram piada com alguns nomes da lista (no melhor estilo, nada de ser algo negativo), mas lembre-se que o nome é pensado pelos pais e tem um significado que você talvez não saiba ou não aceite. Escolher nome é um negócio difícil e até hoje não sabemos como será o last name ou se ela terá um middle name....

5. Aproveita tudo agora, saia bastante, porque depois não vai dar mais. Cada pessoas tem uma experiência, aqui nos EUA ninguém se priva das coisas por causa de filho, principalmente quem só tem 1 filho. Além disso, eu acho que sairei muito mais depois que a Alice chegar, que conhecerei mais coisas/pessoas/lugares. Nós somos muito caseiros aqui, tem mais de 1 ano que não vamos ao cinema! Acredite, Alice vai mostrar o mundo pra gente.

6. O quartinho já está pronto? Pois então, o quartinho dela só vai ficar pronto quando ela completar 6 meses e eu explico, primeiro porque os estudos apontam que quando os bebês dormem no quarto dos pais, a chance de morte súbita  cai (joga no pubmed.org) e segundo porque quero fazer um quarto Montessori, já que é algo que eu acredito. Então, só em agosto que pensarei mais nisso. Estamos bem felizes com essa decisão e por enquanto, o quartinho dele vai ter a cômoda e só. As outras coisas (decoração, outros móveis) iremos comprar mais tarde. Algumas pessoas criticam o modelo montessori, dizem que dá trabalho etc, o que eu entendo, mas assim, cada família escolhe algo que se adeque ao seu estilo

7. Você vai usar fralda de pano? Pois é, é esse o plano. Sou bem flexível com as coisas, mas eu quero tentar. Na verdade, a ideia é usar os dois tipos de fralda, mas somente quando ela completar 2 meses (no começo nõa vou tentar muita coisa, acho que já vai ser muita adaptação). O motivo? Eu tenho a pele sensível e sofro os 5 dias que preciso usar absorvente no mês, por que eu deixaria minha filha usando fralda descartável 24hs por dia nos seus primeiros 2/3 anos de vida?