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13/01/2013

Da blogosfera materna

Não sou mãe, nem estou planejando nada para os próximos 6 meses, mas adoro ler alguns blogs maternos. Aqueles que contam causos engraçados então! Lembro da minha irmã, 7 anos mais nova e dos comentários fora de hora que faziam a gente rir muito. Porém, noto algumas briguinhas entre as diferentes formas de pensar. Noto blogs que são a favor do parto natural e em casa cairem de pau naqueles que preferem um parto cesáreo e marcado. E vice-versa. Coisas do tipo "sua hippie" ou "péssima mãe" podem ser lidas em alguns blogs por aí. Assuntos como amamentação e cama compartilhada entram para a lista de discussão. E ó, discutir é legal, é preciso. O que eu acho altamente cansativo é eu achar que o que eu acredito é o certo, vestir a camisa e odiar o que é diferente. CHATO!

Porque assim, o que a ciência aponta como o ideal, não necessariamente é o melhor para mim e para o meu filho. Gente, a ciência trabalha com média e talvez eu esteja dentro do desvio padrão ou não! Aqui nos EUA, vejo as crianças chorando nos carrinhos e as mães continuam a fazer o que estavam fazendo. Quando cheguei aqui, achava um horror, queria pegar a criança no colo e acalmá-la, mas hoje sei que a criança "tem de" aprender a ficar no carrinho mesmo porque a mãe vai fazer o mercado, depois vai ao banco, depois vai fazer a comida, pegar os outros filhos na escola e não tem como dar conta de pegar filho no colo no meio de tudo isso. Não que elas não sejam amorosas, elas são, mas são diferentes do meu jeito brasileiro. E quem sou eu para dizer que assim está errado para elas? Bom, eu não acho que conseguiria fazer isso, mas se funciona para ela, porque que eu vou acender a lareira da inquisição e queimá-la? Oxe, tenho tempo para isso não.

Tudo isso porque esses dias recebi um comentário desse post que fiz em 2010. Isso mesmo, em DOIS MIL E DEZ! Sobre o parto aqui nos EUA. Se você já leu mais do que 5 posts aqui vai entender que o meu tom é de brincadeira. E um pouquinho de terror também (quem já assistiu I didn't know I was Pregnant"? E quem já teve aulas de anatomia com peças de verdade e ficou tensa vendo a vagina e imaginando o quanto que aquilo iria ter de extender para passar um bebezinho?).

O comentário da Amanda, minha conterrânea foi esse aqui:

Que pena q vc pense assim. realmente é bom msm vc esperar para ter um filho... espero q qd vc engravidar esteja com a cabecinha um pouco mais amadurecida em relação a importancia do parto para o bebê e a mãe...

Eu achei tão absurdo e ofensivo. Na minha cabeça ela poderia ter perguntando se eu pensava  igual. Se algo tinha mudado (hello? tem 2 anos!) e olha, eu nasci de parto cesáreo (o plano era o parto na água, mas não deu) com direito a anestesia e tudo e não fiquei traumatizada, não sou pouco inteligente, não tive atraso no desenvolvimento, minha mãe é meu braço direito até hoje. Não que eu seja a favor do parto cesáreo, não sou. Sou a favor da escolha. Sou a favor da informação  e mais importante, sou a favor de ninguém ser discriminada ou deixada de lado porque resolveu/achou melhor dar fórmula, não amamentar ou fazer parto cesáreo.

Eu até entendo a Amanda, porque na Bahia está complicado optar por parto normal, então, não há escolha. Minha prima tentou e não conseguiu, uma amiga até conseguiu, mas a médica não deixou o pai assistir (juro!). Mas isso não dá o direito de você chamar o outro de imaturo. Só porque o outro pensa diferente. Nesse caso, quem é o imaturo? Se a abordagem fosse outra, mostrando os pontos positivos, dando informação e deixando a pessoa escolher o que é melhor para si, não seria mais nobre?

10/01/2013

Do sistema de segurança

1.
Daí que dia 2/1 estava lá eu no escritório trabalhando. Pela primeira vez na história da UAB (segundo me contaram), a universidade resolve fechar no dia 24/12 e só reabrir no segundo dia do novo ano. Chego no trabalho e só encontro uma colega no escritório. Ela é a gerente do projeto hispânico, eu sou a coordenadora do projeto brasileiro (Sim, aqui todo mundo tem um título no trabalho!). Minhas colegas hispanas resolveram estender o feriado e só voltariam na segunda (graças a Deus, teria silêncio para categorizar 50 entrevistas!). Aí, estou eu super concentrada categorizando tudo. Sabe, daquele jeito que você nem pisca. M-U-I-T-O trabalho! E do nada, começa a piscar uma luz azul, daí um barulho de ambulância ensurdecedor e a mocinha do sistema de segurança falando "temos um incêndio, por favor, saia do prédio imediatamente e não use os elevadores". Eu ainda tentei continuar o trabalho porque não levei fé em incêndio nenhum. Achei que era um treinamento (tipo, toda quarta tem treinamento para tornado, então achei que fosse algo do tipo). Mas ó, o barulho é muito alto e eu fui lá fora vê o que estava acontecendo. Pois é, tinha fumaça, tinha gente saindo do prédio. Eu voltei para minha sala, catei meus pertences e na hora de sair, o carro dos bombeiros já estava por lá. Fantástico o sistema de segurança!

2.
Minha sala fica no térreo. Para entrar nos escritórios das funcionárias (só tem mulher!) da minha chefe, é necessário uma senha para a porta abrir. No primeiro dia de trabalho, ao receber a senha, você ouve que não é para divulgar, pois como ali só trabalha mulher e as vezes até mais tarde, a idéia é que todas se sintam seguras. Quando alguém toca a campainha nessa porta com senha, há um sensor que apita quando a pessoa entra para avisar que tem alguém entrando. Se a sua porta estiver fechada, ela trava automaticamente (lembrando que aqui, quem está do lado de dentro da sala, não precisa destrancar a porta é só rodar a maçaneta). Isso não seria demais? Pensava eu. Aqui nos EUA não tem tanta coisa assim. Eu já comentei aqui que americano não tem tanto medo de assalto quanto brasileiro, mas tem medo de maluco, né? Daí, conversando com o funcionário responsável pelos computadores da divisão ele me diz que uns anos atrás um marido veio buscar a esposa e ela trabalhava onde eu trabalho hoje. A esposa estava sozinha e ele, loucão, resolveu que iria matá-la. Lá, não tem janelas, com as portas fechadas e sem ninguém nos escritórios ao lado, ninguém ouve nada. A moça conseguiu fugir do marido maluco e foi instalado esse sistema de segurança.

06/01/2013

Orlando: minhas impressões

Pois então que alugamos um carro e saímos rodando a cidade. Como a gente está a procura de uma outra cidade para morar, a idéia era conhecer a cidade mesmo e sair da parte turística. Assim sem rumo. Assim, do jeito que eu gosto. A cidade é bonita (tenha em mente que o meu parâmetro é Birmingham). Poucas árvores carecas no inverno já dão um tom alegre. Passamos pelo centro da cidade, prédios altos. Sim, eu adoro clima de cidade. Vi alguns lugares preparados para shows natalinos. Bom, devo dizer que em termos de friendly B'ham dá um show. Não que eles sejam mal-educados, são profissionais e ponto. Devo admitir que achei meio estranho essa forma de lidar com o outro, mas nada grave, é só a diferença mesmo. E como eu bem sei, ser friendly não traz nenhuma vantagem nessa vida se a cabeça for pequena.

Daí, fomos bater perna no Eola park. Juro que senti o clima de Montreal. O clima que me refiro é o clima entre as pessoas, porque a temperatura em Orlando estava muito mais baixa. Aquela coisa das famílias com suas crianças.Gente malhando. Casais andando.  Um lago bonito com patos e gansos. Tinha moradores de rua sentados no banco também. Era domingo e tinha uma feirinha. Daquelas que eu amo bater perna. A primeira barraca que me chamou atenção foi The Tony Madeira Leather. Adorei as pulseiras. Tão diferente do que costumo ver aqui e claro que era de brasileiros. Um casal super gente boa. Eles conversaram bastante com a gente. Escolhi umas pulseiras, eles apertam na hora e fizeram um precinho camarada. Pense em pessoas gentis e um trabalho lindo (esse post não foi patrocinado, tá?). Já gostei mais ainda de Orlando.

Eu no Park

 Fomos também em uma padaria brasileira. O Renato já tinha falado que não tinha gostado, mas...eu fui e sério, não tem comparação com a Brazilian Bakery de Atlanta que é muito mais tudo. pelo menos lá nas redondezas tem um mercadinho que me fez feliz com uns produtos da terrinha.

Sobre Celebration, vocês podem ler aqui.

Mas o ponto alto da minha ida a Orlando foi conhecer o Renato. Antes da minha viagem, ele já foi um amor. Sério! Sabe, se preocupou com um cardápio para meu esposo. Sabe quando você se sente especial? Era época de Natal e apesar de feliz com a viagem, estava sentindo muita saudade da minha família. Foi muito boa a sensação de ser bem cuidada e bem tratada.

Mas claro que tem novela. Para tentar retribuir o carinho, queria muito comprar flores. Daí, olhei na internet uma floricultura, mas sou bem chata com a qualidade de flores, tenho que olhar. Enfim, a maldita floricultura ficava em um local perto da International Dr. Isso significa que simplesmente a pista estava PARADA e não conseguímos chegar lá. Lembrei que aqui em B'ham sempre compramos flores no Publix. Aqui você escolhe o vaso, as flores, balão e um atendente coloca tudo junto. Eu até tentei, mas as flores estavam feiosas. Eu escolhi o vaso, as flores, mas não tinha balão nem laço nem nada. E o tempo estava passando, ainda precisávamos nos arrumar. Daí marido sugeriu um presente americano. Que não é bem um presente, mas foi de coração :) (gift card).

Olha a pose da Annabelle no colo de marido
Daí saímos bem antes do horário marcado para evitar trânsito e pense em um engarrafamento (marido ainda disse "algo que eu não sinto falta de morar em cidade grande é esse tipo de trânsito" -mas aparentemente o engarrafamento estava concentrado nos locais dos turistas). Na casa do Renato, fomos recebidos pela filhota dele, a Annabelle. Uma fofolete! No final da visita queriamos uma igual aqui em casa. Conversamos com o pessoal lá e todo mundo tão gente fina. Eles super entraram na onda de nos ajudar com o nosso próximo destino. É sempre bom ouvir um pouquinho dos próprio americanos (que riram da nossa escolha: B'ham, não uma risada desreipeitosa, eu li como "coitados", e né, para mim, é bem por aí mesmo...). Além de ter uma sobremesa feita pelo chef André Meana  - chique de doer!!! Ficamos muito mal bem acostumados com a boa recepção. Assim, eu acho o máximo quem abre a própria casa para receber os amigos. Eu acho uma tarefa super difícil e não sou boa nisso, então, eu amei muito o carinho recebido. Fora que foi super legal ver o cantinho do Renato, o lugar que ele escreve os posts, a vizinhança que ele cita no blog. Ai, é tão legal sair da casa de um amigo falando bem de tudo. Sair com uma sensação boa. Renato, amei a visita, amei seu pessoal e amei você! Que esse seja o primeiro de vários encontros :).




04/01/2013

Happy Friday y'all!



Eu acordei as 5:30 da madruga hoje. Comecei a trabalhar as 7 horas e sabia que o dia profissional só terminára as 7 da noite. Eu saí de casa e estava um frio da zorra. Eu saí de casa e deixei muita bagunça para ajeitar amanhã. Eu comecei a trabalhar e descobri que terei trabalho para o final de semana. Eu descobri também que meu marido não vai folgar esse final de semana. Socorro!! Mas aí, eu lembrei que hoje é sexta. E sexta é sexta. Daí, senti a emoção e a felicidade que só uma sexta pode proporcionar. E fiquei feliz. Fiquei muito feliz!

Causos:

1.
Era sábado, dia 29/12 e estávamos jantando. Marido tinha chegado do hospital a pouco e estávamos tomando decisões importantes. daí, meu celular faz um barulho indicando que tinha chegado alguma coisa. O celular estava do lado dele e ele me passa. Era uma mensagem, marido estava do meu lado e esticou o pescoço para ver (daquele movimento normal, sabe). E a mensagem meus amigos, eu compartilho com vocês:

"I can't wait to see your fine, sexy, handsome ass. I miss u sweetheart" (numa tradução bem livre: estou com saudades meu bem. Mal posso esperar para ver você sua linda e sexy)

Sério! Assim do nada! Agora vê se eu tivesse um marido ciumento? Mas a gente riu horrores. Eu ainda pedi para ele ligar para a pessoa tirando satisfação, assim, de brincadeira, mas ele me olhou com cara de hai-ai.

2.
Invariavelmente, a gente acaba misturando o português com inglês. Eu não falo mais quiabo, eu chamo de okra. E não é "metidez" ou algo do tipo, é que as vezes o cérebro acha mais fácil a versão inglesa, mesmo. Sei lá. As vezes a gente tem diálogo em inglês e as vezes eu tenho que ligar para minha mãe para saber qual a forma correta de usar alguma palavra (é triste porque não sou fluente em inglês e estou perdendo o português por falta de uso). Mas as vezes a mistura da língua resulta em pérolas. Aí né, eu precisava comer um doce e meu marido estava me ajudando na procura. Até que ele avista uma barraquinha de crepe e fala alto " There's CREPE!", que no inglês Crepe vira Crap, que significa porcaria. Eu olho para ele com cara de: oi? (em inglês a pronúncia de crepe é creip, porque quando a palavra termina com vogal, a vogal anterior é longa,tá?)

3.
Daí, uma colega do meu marido pergunta para ele porque no facebook dele não tem fotos minhas. Ele diz que tem, mas as fotos são antigas. Na verdade, marido vive meio cansado e leva séculos para responder email pessoal e mensagens no FB. As fotos que ele tem no perfil, eu coloquei uns 2 anos atrás. Mas nessa viagem para a Disney, ele estava tão empolgado que de lá mesmo, tirava fotos no celular e colocava. Daí quando ele volta, a colega fala "Sua esposa é exatamente do jeito que eu imaginava: linda e pequena". Sério, tem como não amar? Daí completa "ela é nova, né?". Marido, querendo me derrubar responde "não, ela tem a minha idade, é até mais velha". Mato? No que a colega responde "Sério?! Ela tem cara de 20, 21...". Sério, faltando uns 20 dias para eu fazer 29 (véia, como diria minha irmã), eu ouvindo isso, é muito amor. Para completar, dona Nani vê uma foto minha e me fala "Menina como você é linda!!!". Gente, sério! Tem como não ficar bem?

Imagem daqui

29/12/2012

Orlando/Disney no Natal

(Post gigante e meio chato para quem não vai/foi para Disney)


Pois então que resolvemos viajar no Natal para conhecer a Disney e um pouquinho de Orlando. Só 6 dias não seriam suficientes para fazer tanta coisa e logo optamos por não visitar a Universal, por conta do cansaço mesmo (eu sou velha e quase morri de dor nas pernas de tanto andar). Abaixo eu vou falar de alguns pontos importantes para a viagem que não encontrei tão facilmente pela internet e no outro post falo dos passeios na cidade, de um jantar ótimo com um amigo e das minhas impressões.

Temperatura: No inverno a temperatura em Orlando é esquisita. No nosso primeiro dia estava bem quente (27C), já no segundo até o quarto estava frio. Uns 9C com muito vento fazendo com que a sensação térmica ficasse em 4C. Durante o dia subia para uns 14C e voltava a cair. Nos outros dias voltou a ficar agradável (mas amanhecia mais friozinho). Fez frio e só suéter não foi suficiente, principalmente se você vem do verão brasileiro.  Alugamos um locker nos parques ($12 pelo dia inteiro + $5 caso você perca a chave), desta forma quando a gente ia tirando as camadas de roupa, não precisava ficar carregando peso extra. Eu achei engraçado que muita gente usava luva, touca, casaco de inverno pesado, mas se você acha que precisa de tanta coisa, vai com fé, porque ficar com frio é muito ruim! Eu uso esse site para ver a temperatura. Ah, o inverno aqui é muito úmido, se você tem o cabelo fino como o meu, não tem condição de deixar o cabelo solto.

Chocolate quente em uma mão e muito frio no Hollywood studios!
 
Parques: os parques estarão cheios. No dia 24 e 25, o Epcot e o Magic Kingdom estarão transbordando (o Magic Kingdom fechou as portas meio-dia do dia 24 e as 10am dia 25. Estava lotado! Muito cheio mesmo, mais ou menos assim “a multidão que fica depois que o chiclete com banana passa na avenida”). Mas fomos em todos os brinquedos, sem esperar mais do que 30 minutos nas filas (porque só doido espera mais que isso). O conselho é chegar assim que o parque abrir, criar uma estratégia com o fastpass e pronto (pegamos o roteiro nesse blog e acrescentamos outras atrações). Pela tarde, vimos os shows e alguns brinquedos que tínhamos o fastpass. O parque que mais gostei foi o Animal Kingdom, as paradas foram ótimas também. Ah, fora dos parques, mas bem legal tem Downtown Disney com bons restaurantes, alguns eventos e muita diversão. Outra coisa é passar no guest service e pedir um broche (é de graça) do motivo da sua viagem (primeira visita, férias em família, aniversário). É legal porque os funcionários ficam conversando com você ao longo do parque.

Ingressos: Compramos os ingressos pela internet, no undercover tourist Lá na cidade vimos um monte de lugar vendendo ingresso por $50, um valor bem abaixo do que pagamos, mas não sei se é confiável.

Brinquedos/Paradas: Bom, os brinquedos são meio bobinhos, não tem tanta adrenalina e é ideal para a família toda. Mas admito que eles têm muitas atrações com bonecos e no terceiro e quarto parques, já estava cansada desse tipo de brinquedo. As paradas são muito legais. Sim, é bobo se você pensar que é alguém vestido de personagem da Disney, mas é tão legal, você se sente criança outra vez. 
Marido em uma das paradas no Magic Kingdom

Comida: Você pode levar snack/água na mochila. Os parques tem uma infinidade de barracas com comida americana também, caso você queira comer por lá, além disso, tem muito restaurante. Todos os dias comemos em um dos 200 restaurantes da Disney. Não são tão caros (principalmente quando você pensa que a turkey leg sozinha custa $10), é legal porque você tem tempo para respirar um pouco. Quem tem alergia é atendido pelo chef do restaurante, daí não tem como você comer algo “contaminado”, no meu caso, por frutos do mar. Achei isso o máximo! Pesquisamos os restaurantes e fizemos as reservas. Não deixe para tentar o restaurante na hora, pois eles simplesmente não terão vaga. A comida é excelente!  Uma coisa legal é que em alguns restaurantes há possibilidade de tirar foto com os personagens da Disney. Se para os adultos é legal (meu marido era só alegria), imagina se você tem criança!

Melhor sobremesa que já comi nos EUA! Eu estava fazendo caras e bocas e meu marido rindo e batendo foto. A sobremesa foi da Liberty tree tavern e a receita é da Paula Deen. Engordei 3 quilos que valeram muito!!!
Restaurante que fomos:

Tusker House-Os personagens da Disney ficam passeando e tirando foto com os clientes. O esquema é, você paga um valor e como a vontade. A comida, a bebida e a sobremesa estão incluídas no valor. Adorei a comida. Experimentei um pouquinho de muita coisa e claro, comi mais do que deveria.


50'sPrime Time Cafe- Esse restaurante relembra os EUA nos anos 50. É muito legal. A comida estava muito boa e os garçons são bem engraçados.


LibertyTree Tavern- Esse restaurante foi o  da sobremesa acima. Eu pedi um carneiro e não gostei, mas meu marido pediu pot roast e estava divino! Ah, a sobremesa do marido foi um sorbet de frutas vermelhas, um delícia!

Les Chefs de France-Delicioso!!! Esse restaurante é muito bom: sopa ótima, quiche perfeito e sobremesa ruim (porque eu gosto de muito açúcar, mas marido amou a mousse de chocolate). O mais legal é que você é atendido por um francês de verdade, com direito a sotaque e tudo. Amei! Ah, o chef Remy (o ratinho de Ratatoille), passa de mesa em mesa conversando com os clientes.

Restaurant Marrakesh- Eu não gostei, não pela qualidade da comida, mas porque eu achei estranho misturar açúcar, canela e carne no mesmo prato. Marido amou! Os garçons são marroquinos também e tem dança do ventre.

Bongos Café- Comida farta e maravilhosa! Esse aqui fica em Downtown Disney e é da Gloria Estefan. Estava lotado e o atendimento deixou a desejar, mas a comida estava divina. Se você bebe, posso dizer que os drinks são lindos!

Outra dica é que no Epcot tem várias docerias/cafés dentro das áreas dos países e você pode experimentar um pouquinho de cada país. Bateu um arrependimento porque eu não provei nada na Alemanha e os doces estavam lindos.

Hotel: A melhor opção é ficar dentro da Disney, desta forma você ainda pode comprar o meal plan. Mas nessa época, os valores mais do que dobram e como temos viagem marcada para março, resolvemos ficar em outro lugar. Ficamos nesse Quality inn porque as revisões eram ótimas. E olha o hotel era bonzinho e tinha um ótimo café da manhã (um café americano, devo salientar). Tem shuttle de graça que leva e pega para os parques também e o bom é que ele é o segundo hotel que  a shuttle passava pela manhã e ainda estava vazia. A gente sempre voltava de taxi, porque a  shuttle atrasava por causa do trânsito e estava socada de gente. A distância do hotel para os parques era pequena e pagávamos uns $20 já com a tip. Vale salientar que alguns taxistas são espertinhos, não sabem onde fica o hotel e o taxímetro fica rodando. Meu marido estava com o celular e ligava o GPS para “ajudar”. No segundo dia, ele já sabia o caminho e direcionava os taxistas.

Blue Man ou Cirque du Soleil? Essas duas atrações são bem diferentes entre si, mas são concorrentes lá na região. Optamos pelo Blue Man pois já tínhamos visto um espetáculo do Cirque du Soleil. Assim, é legal, mas é aquele humor pastelão, bem americano. Eu acho o Cirque du Soleil muito melhor, sem comparação e com certeza verei outras apresentações, enquanto o do Blue man está visto.

Apps: Tem alguns apps interessantes para baixar. Neles vocês podem ver o quão cheio cada parque está, a fila de espera, os mapas, as descrições dos brinquedos. Baixamos dois: um foi do undercovertourist e  o outro daqui. Assim, a gente conseguia ter uma noção do tempo de espera sem precisar atravessar o parque até chegar na atração.

Por fim, sentindo na pele o significado da expressão "morta com farofa". Faltavam 18hs para a gente voltar para B'ham e eu era só o pó!



26/12/2012

Férias no Natal

Pois então que meu marido errou a época das férias e esse ano ele tirou a semana de férias no Natal, diferente dos outros anos que viajávamos no Reveillon. Engraçado que quando eu morava no Brasil, adorava o Natal e não curtia o Reveillon. Depois da mudança, sem família, o Natal virou um jantar entre amigos (graças a Deus, sempre fomos convidados para algum jantar) e o Ano Novo sempre foi viajando de férias. Esse ano foi invertido.

A viagem foi ótima, muito cansativa, mas bem feliz. Adorei o destino, o hotel, o encontro com um amigo especial da blogsfera. Os eventos, os restaurantes (mais detestei os quilos extras), as descobertas, a possibilidade de mudar para aquelas redondezas...mas teve uma hora (mentira, foram algumas horas)  que a saudade bateu forte. Em mim e no marido. Esse é o lado ruim de morar longe, principalmente quando a gente vê as fotos pela net e se imagina lá na comemoração. Dá uma saudade...mas né, a vida é questão de escolha e de alguma forma fico grata por passar o Natal viajando com marido. Vou fazer dois post sobre esse destino, um descrevendo alguns pontos que não encontrei descrito na net e outro falando das minhas impressões na cidade. Volto ainda essa semana, agora tenho que arrumar a casa e enfrentar a neve (sim, passei o Natal em temperatura agradável para chegar em casa e pegar neve...hunft!).

Espero que o Natal tenha sido especial e etsou com fé que esse ano será maravilhoso para gente.

Beijo procês!


16/12/2012

Hunting Season

Pois é, por aqui ainda é temporada de caça. Os "homi" saem em grupo mata a dentro para matar os bichos. Aí, compram arma, bala, roupa camuflada e o diabo para essa atividade. Tem arma sendo vendida no Walmart e propaganda é o que não falta nos jornais sobre as promoções do momento. Abaixo um exemplo do jornal de hoje (The Birmingham News). A chamada diz: o presente perfeito para homens...



Aí, a notícia da última semana deixou o país numa comoção só. Pelo menos aqui em B'ham só se fala do menino alucinado que matou um monte de criança em uma escola. Você viram né? Eu não quero me alongar nesse assunto, só de pensar na tristeza dessas famílias, fico com um nó na garganta. Um dia depois outro maluco entrou no hospital aqui em B'ham armado, foi aquele confusão e acabou ferindo 3 pessoas e ele morreu. Sério, tá phoda isso! Você deixa seu filho na escola e sai feliz e contente achando que ele está seguro e ele morre, você deixa seu esposo no hospital para ele trabalhar e ele passa de médico para paciente (só para constar, o acontecido não foi na UAB, é só um exemplo). E os americanos ainda nessa cultura de armas. Dose, viu!