Páginas

11/02/2011

Diferença...

...e eu prefiro o modelo americano, diga-se de passagem.

Nos EUA o anel de casamento (a nossa aliança) é diferente dos que a gente usa no Brasil. No Brasil a aliança da mulher é igual ao do homem, salvo algumas exeções, quando algumas mulheres colocam uma pedrinha para deixar o anel mais bonito. Aqui nos EUA, quando o homem vai pedir a mulher em casamento é um evento, ele planeja a surpresa,  um lugar especial, dia especial (tudo que a gente vê nos filmes) e compra um anel lindo, fica de joelhos e pede. Tá, admito que essa parte eu pularia, mas adoraria ter um anelzão no meu dedo. (Pausa para o comentário do marido: você sempre esquece a sua aliança pelos lugares, imagine a dor que seria perder um diamante por aí!- devo admitir que ele está coberto de razão, a aliança me dá muita agonia (assim como relógio, brinco) e eu acabo tirando e esquecendo aqui e ali).

Olhem as imagens abaixo e me digam se o modelo americano não é mais feminino e mais bonito. A aliança modelo brasileira é da Hstern (não sei o valor) e a americana da Macy's (custa a bagatela de $ 39,000.00).

08/02/2011

Validando o diploma nos EUA

Aqui nos EUA o processo é diferente que no Brasil. No Brasil a validação é feita por órgãos federais (as universidades), você entrega a papelada e a própria Universidade já diz se você precisa pegar alguma matéria, você pega as matérias e pronto, diploma validado.

Aqui a validação não é feita pelas universidades e sim por empresas como essa aqui. Você manda a papelada para eles, paga e eles dizem se você precisa pegar matérias ou não. Caso precise, eles mandam uma documentação e você vai na Universidade tentar pegar as matérias que faltam (e tem de pagar, claro). Tem matéria online, matéria presencial, muitas provas podem ser feitas pela net, em casa, mas sei que a carga de dever de casa é extremamente pesada nas universidades americanas. Depois da validação você precisa entrar em contato com o órgão que regula a sua profissão no estado e fazer provas e/ou pagar a taxa e pronta, já pode trabalhar (se seu visto permitir isso). Claro que esse processo pode durar 6 meses ou anos, depende de muita coisa.

Eu estava me preparando para revalidar o diploma, só esperando sair meu diploma do mestrado (porque no processo de validação você pode usar todos os diplomas de nível superior que fez no Brasil), mas conversei com uma psicóloga brasileira que mora aqui nos EUA há mais de 20 anos e ela me falou que não vale a pena a validação pra mim, o interessante seria eu entrar no doutorado (salientando que terei que refazer meu mestrado, o que eu fiz no Brasil não vale, mas o curso de doutorado aqui já é casadinho com o mestrado). Para tanto, preciso fazer duas provas o TOEFL e o GRE. A primeira é difícil e a segunda extremamente difícil (é o que todo mundo, inclusive americano me fala). Vou passar esse ano me preparando para essas duas provas, fazer aula e no final do ano, lá para outubro ou novembro, farei as provas. Outra coisa fundamental é que eu preciso de cartas de recomendação de professores americanos, ou seja, preciso fazer pesquisa com esse pessoal para poder ter uma chance por aqui, estou correndo atrás disso. Também preciso conseguir publicar em revista internacional meus artigos do mestrado para aumentar minhas chances. Mas o mais importante mesmo é que eu preciso desenvolver bem o meu inglês, afinal psicólogo da vida real fala com os clientes, familiares, precisa discutir os casos com os professores em inglês, claro. Esse é meu primeiro objetivo aqui, falar inglês científico bem. Vou me programar para fazer as provas no final do ano e tentar aplicar para minhas únicas 2 possibilidades (porque ficam relativamente perto de casa) em dezembro e quem sabe em 2012 já serei doutoranda da Universidade do Alabama...

UPDATE: quer saber mais, clica aqui

07/02/2011

Como fazer residência médica nos EUA


Eu e Leo começamos a pensar/planejar nossa mudança para os EUA m 2006 e só em 2010 a mudança realmente aconteceu (claro, ele precisava se formar em medicina para depois começar a residência). Para poder concorrer, o médico (ou estudante de medicina, porque você já pode fazer as provas antes de finalizar a faculdade) terá de fazer algumas provas, os steps, e tirar notas boas para se tornar competitivo para concorrer de igual para igual.

O step 1 está mais relacionado a bioquímica,anatomia, fisiologia ou seja, começo do curso e esse Leo penou mais para relembrar. A primeira parte do step 2 é mais tranquila, é a parte clínica, medicina mesmo (se é que eu posso falar asssim), a segunda parte do step 2 é uma prova prática, o candidato atende 15 pacientes (na verdade são atores) e tem de escrever no prontuário, apontar o diagnóstico, enfim. Há também o step 3 (que Leo ainda não fez, já compramos o livro e ele tem até o meio do ano para fazer a prova), que são rotinas médicas. O legal de deixar essa prova para fazer esse ano é que Leo já sabe muitas rotinas na prática, mas ter esse step concluído conta ponta para entrar na residência também.

Esses testes servem como uma validação do diploma. Todo médico que conheço no Brasil disse que era super difícil passar na residência aqui, mas eu estudei com Leo e não achei nenhum bicho de sete cabeças. Claro, tem que estudar bastante, mas acho o vestibular bem mais difícil. Leo esolheu o material da Kaplan para estudar para o step 1 e o UMSLE World para os steps 2 e 3. Ele comprou os livros, banco de questões digitais e treinou muita coisa. Essa preparação de entender como é a prova foi fundamental, afinal essas provas levam 8hs, em um dia, de vez, e o candidato deve aprender o máximo de macetes sobre elas, pois segundo Leo, depois de 5hs, você já está tão cansado que fica difícil até de entender as questões.

O que eu achei complicado foi a parte burocrática, a UFBA perdia a documentação, não enviava e isso sim foi uma dor de cabeça e agonia. Fora isso, é fundamental que o candidato passe antes uma temporada aqui nos EUA, com professores daqui, pois ele vai precisar de cartas de recomendação e as cartas de professores do Brasil não têm muita validade por aqui. Leo veio em 2008- quando era  estudante, a UFBA abriu um programa com universidades americanas e ele foi selecionado- passou um semestre na LSU, fez pesquisa e conseguiu as cartas de recomendação de professores na área de neurologia (outro fator importante é que as cartas de recomendações sejam de professores da sua área de escolha).

Depois, com a tradução dos documentos, com a nota das provas, com as cartas de recomendação, ele aplicou para algumas universidades, foi chamado para 3 entrevistas (ele aplicou para 20 lugares, o que é considerado um número muito baixo por aqui). Leo passou 1 mês aqui indo para as entrevistas nas 3 universidades. Uma professora sugeriu que uma segunda visita seria muito bom pra quem é estrangeiro, pois mostra interesse e ele voltou (agora comigo) para essa segunda visita. Depois, o candidato tem de ranquear (essa palavra não existe né?) as universidades e as universidades também fazem o mesmo com os candidatos. Esses dados são cruzados e em março sai o resultado. Leo conseguiu a vaga no lugar favorito dele.

Tem muita burocracia envolvida, muitas taxas, provas, vistos diferentes (um pra fazer a prova o outro quando você passa), passagens, transporte, hotel. Além disto, quando você muda, precisa ter o dinheiro do primeiro mês, fora que se morar em cidade pequena, tem de comprar carro. Nossos gastos giraram em torno de R$ 45.000,00, isso mesmo, e o melhor é saber que cada centavo desse montante foi fruto do nosso suor. Claro que esse valor varia, depende do tamanho da família e de como o processo corra. No caso de Leo, ele teve que pagar algumas coisas duas ou três vezes, pois faltava uma assinatura da UFBA e isso foi encarecendo um pouco mais.


Foi uma jornada bem estressante principalmente porque os documentos demoravam para chegar, chegavam com 1 ou 2 dias antes do prazo final. A gente só conseguiu tirar o visto duas semanas antes da viagem, e o meu passaporte ficou perdido pelo consulado de Recife só chegou 2 ou 3 dias antes da viagem. Desespero total!!!! Agora cá estamos tentando sobreviver a esse primeiro ano de residência...


Quer saber mais sobre como ser médico aqui nos EUA? Acesse mediconoseua.com 

Imagem: google

UPDATE: Mais informações sobre a residência médica no site ECFMG  e para saber se a sua universidade/faculdade está cadastrada no sistema americano e portanto se você poderá aplicar para residência médica nos EUA clica aqui.

UPDATE2: NÃO é necessário fazer o TOEFL para a residência médica aqui nos EUA nem nenhum outro tipo de prova para comprovar a proeficiência na língua. A parte prática do step 2 serve como forma deles testaram o inglês do candidato, bem como as entrevistas.

UPDATE3: Para conseguir fazer estágio aqui pode ser através da sua universidade (muitas universidades têm parceria com universidades estrangeiras, principalmente as Federais , além disso, podem oferecer bolsas e programas específicos), através de um professor (muitos professores conhecem professores daqui e eles fazem um acordo para receber o estudante ou médico como forma de estágio) e por sua conta. Você pode procurar nos sites http://www.usmletomd.com/tips4match/2007/09/hospitals-offering-clinical-electives.html, 
http://www.mededu.miami.edu/visitingstudents ou ainda colocar no google "externship" e o nome das universidades para ter mais informações ou "international medical students electives"

UPDATE4: Há uma comunidade no orkut que ajudou muito meu marido no processo até chegar a residência:  a USMLE- residencia EUA BRSugiro que você passe lá. Tem muita coisa, muita informação e é um bom começo.

UPDATE5: escrevi mais um pouquinho sobre o assunto aqui
UPDATE6: O Lucas Eduardo, leitor aqui do blog, encontrou uma página ótima com dicas http://usmlematch.com sobre o processo.  



Ps: Pessoal, pode mandar perguntas e emails que respondo numa boa. Peço que antes, leiam os comentários dos posts sobre o tema, pois ando recebendo perguntas que já estão no blog. Eu escrevi mais alguns posts sobre residência médica nos EUA, procura nos marcadores ao lado. Se continuar com dúvida, pode entrar em contato.
 


06/02/2011

Hoje minha irmãzinha faz níver. Parabéns Sanzinha, desejo um ano maravilhoso, cheio de boas conquistas. Que você ganhe muito juízo, amor, carinho, saúde e que Deus preserve sua beleza e inteligência :). Te amo irmã! Arruma um jeito de vir me visitar, aqui é meio que o fim do mundo, mas a gente acha muita coisa legal pra fazer.

04/02/2011

O que você faria...

... se começasse uma aula de jazzercise e não conseguisse seguir o ritmo, estivesse morrendo, coma língua pra fora e quando você olhasse para o lado teria velhinhas (e eu não tou dizendo coroa não, velhinha mesmo...), fazendo a aula até o fim, feliz e contente?

Fim do mundo...fim dos dias mesmo. Renata encontrou esse lugar pra gente fazer atividade física, ela tem um amigo que perdeu 10kg em 3 meses lá, vimos uma aula (todo mundo magra e com perninhas torneadas). No começo, vi muitas senhoras, achei que seria tranquilo, já que elas conseguem né? Pessoal, pense num negócio difícil, cansativo, "suativo". As músicas, aquelas comuns ritmadas que passam nas rádios, parecem que ficam 10 vezes maiores, porque as professoras não param de pular. Gente, tem uma velhinha corcunda e enferrujada dentro de mim e eu não sabia. Estou quebrada!!!! Eu tenho uma desculpa: estou resfriada e tem sido difícil respirar e fazer atividade física. Acho que em 3 meses estarei ótima e usando meus jeans! Já estou caminhando em uma das minhas resoluções de ano novo...

03/02/2011

Melhor chocolate ever!

Vejam se tem como não querer provar o melhor chocolate que eu já provei e aprovei (o melhor sabor é chocolate ao leite com recheio de caramelo, o da propaganda) depois de ver essa propaganda. Difícil mesmo é comer um só...por enquanto, eu prefiro nem comprar, já que agora a fase é mandar embora esses tecidos adiposos que insistem em se agarrar em mim. Mas as vezes, eu encontro uma mini barrinha com 3 quadradinhos e divido com o marido (2 pra mim e 1 pra ele, claro!)

01/02/2011

O que você faria...

Se estivesse resfriada (agora é época de resfriado aqui e eu fui logo presenteada), ou seja, corpo quebrado, cabeça doendo, garganta arranhando e nariz "entubido", estivesse tentando dormir, mas acordasse a cada 10 minutos para tentar achar uma posição melhor para conseguir respirar enquando dorme (lembrando que o tempo desse lado do mundo é seco, o que já dificulta por si só o simples respirar de cada segundo) e seu vizinho de baixo (nascido de chocadeira, certeza) estivesse fazendo uma festinha?

Eu estava tão cansada que continuei brigando com meu corpo para dormir...mas para minha surpresa, 4 AM, sim, sim, 4 horas da madruga o filho da P*** do vizinho, resolve ter uma briga com a mulher no estacionamento embaixo da minha janela. Sim, ele deve ter enchido o rabo de cachaça e deu nisso. Pense numa enxurrada de palavrão, inclusive ele mandou everybody para aquele lugar e como eu sou alguém e um alguém sensível levei para o lado pessoal :).O mais engraçado foi que o marido estava sonhando e acordou todo agitado, porque a briga do vizinho começou a fazer parte do sonho dele, tadinho!

Bom, sei que posso chamar a policia, mas eu sou boa praça e ainda terei que morar aqui por 5 meses, por enquanto, eu só escrevi uma queixa formal para a administração do condomínio, mas acho que não aguento muito mais. O mais legal é que quando acordamos de verdade, Leo ficou sapateando para acordá-los também. ô vida!