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27/08/2010

Dia d@ Psicólog@

(a borboleta é o símbolo da Psicologia, pois simboliza a transformação)

3 anos de formada e hoje comemoro o dia d@ psicólog@. Escolhi a profissão lá para os meus 12 anos e acho que achei um bom caminho.

As pessoas tendem a achar que Psicologia é algo fácil, primeiro porque a gente vê na TV os psicanalistas atendento, falando "un-hum" sem nem prestar atenção no que está sendo falado (primeira coisa a ser esclarecida, psicanalista não é necessariamente psicólogo e psicólogo também nem sempre é psicanalista, psicologia e psicanálise são coisas diferentes que podem se encontrar). Segundo porque todo mundo acha que pode ser psicólogo (e normalmente quem fala isso é quem não sabe ouvir nem ver o outro).

Não é bem asssim, primeiro que não existe só a área clínica, a psicologia está no hospital, na empresa, no trânsito e em tudo que é lugar. Segundo que a gente tem de estudar muito, entender teorias, comportamento e várias outras áreas, pois ninguém vai ao psicólogo para ouvir conselho. Conselho a gente ouve da mãe, do pai, amigos...

Sei que adoro a profissão, foi bem escolhido e adoro ainda mais as neurociências. Saudades de ser psicóloga de fato e de direito...

26/08/2010

Ser adulto é...


Esses dias estava conversando com uma colega de faculdade (e viva o msn, facebook etc!) sobre a vida de adulto (ela que começou a conversa). Estávamos falando sobre as escolhas, que quando você é adulto, você que escolhe, você é o responsável (não tem mais ninguém para culpar) e como é difícil saber o que é o melhor, o certo. O mais difícil é sair da zona de conforto. Sim, você tem sua casa, seus amigos, tudo certinho e de repente acha que é melhor mudar, respirar outros ares, enfim, seguir a sua inquietação e mudar de rumo. Mas abandonar a sua zona de conforto é muito complicado, muito difícil e doloroso, é um investimento de vida à longo prazo e é muito corajoso que consegue mudar (preciso encher a minha bola). Aí, acho eu, que não podemos pensar muito, pois se pensarmos bem, continuaremos no mesmo lugar, porque é o caminho mais fácil.

Uma coisa ruim de ser adulto é pagar conta, gente, as contas vão sempre se mutiplicando, é tão engraçado que quando vou conferir a conta do cartão, eu olho e penso"não é possível que deu tudo isso! Com a calculadora na mão eu vejo que é bem possível :). Fico lembrando da minha mãe, com 3 filhas no mercado...ai,ai. Já tinham me falado que dinheiro nunca sobra, pois se você ganha mais, você gasta mais e é o ciclo. E é verdade. Sei que pagar conta é muiiito ruim, mas aproveitar as compras, é muito bom.

23/08/2010

Tirando a carteira (tentando...)


Chegamos no escritório para tirar a carteira de motorista. Gente, é muito demorado. A policial (aqui são eles que fazem isso) que me atendeu foi um amor, super paciente, falava pausado. Sei que ela fica digitando, depois eu tiro uma foto, depois ela digita mais, faço o exame di vista (sim, com a policial), tira xerox da minha documentação (e claro que a máquina quebrou), enfim, fiquei uns 50 minutos nesse processo (sem contar com a espera para a policial me chamar). Depois fui fazer a prova "escrita", há uns 12 computadores do lado e a policial pediu que eu fosse no 11 (é tudo digital), sentei (na verdade só sentei no começo, o computador fica muito alto e a cadeira é muito baixa e eu fiquei em pé mesmo), aí tem as perguntas e é só ir clicando na resposta que achar melhor. Na minha prova cairam questões de leis e muitas placas estranhas, na de Leo teve muitas questões práticas. Bom, passamos nessa parte. Leo não pode fazer a prova prática, pois devido ao probleminha na vista, não passou no exame da visão. (O meu teste de visão e o de Leo foram muito diferentes, o meu foi bem rápido e eu usei os 2 olhos ao mesmo tempo, o de Leo foi um olho por vez, aí...).

Fui fazer a prova prática, estava animada, não esperava passar de primeira, pois não sabia como era o percurso, mas até que estava esperançosa. Bom, a policial que iria fazer meu exame de rua chegou e falou algo com a gente, eu e Leo entendemos do mesmo jeito (ou seja, não entendemos do jeito certo), mas entendemos errado e a policial ficou super estressada, pois a gente fez ela andar um pouco (ela deve ter uns 140 kg). Rapaz, já fiquei nervosa com a grosseria da sujeita, dentro do carro, ela nem olhou para mim e disse que se eu não entendesse ela falaria de novo, enfim, ela não repetia, as vezes eu não entendia, aí errei uma vez, ela foi super grossa, e claro, errrei de novo e fui ficando nervosa, nervosa e errando mais um pouco e a policial mais grossa dizendo que eu não sabia dirigir...enfim, perdi. No final, ela estava super calma e me explicou tudinho o que eu errei, o que foi ótimo, pois já sei o que fazer na próxima e já sei a rota. Ah, também sei que a policial é mal humorada :). Quando acabou fiquei triste, não por ter perdido, pois amanhã posso voltar e tentar outra vez (aqui não marca para tirar a carteira, você chega e é atendido, se perder, pode ir no outro dia tentar outra vez), mas pela cidadã ter me tratado super mal, sem nenhuma necessidade. Veja se eu tenho culpa de não entender o inglês dela (além do sotaque do Alabama, ela é negra- isso significa que fala literalmente outra língua...). Eu odeio ser tratada mal!!!

O lado bom é que já fiz o teste teórico e posso tentar todo dia o teste prático, até passar. O teste prático é super fácil, não tem baliza, é super simples, mas não entendia o que ela queria que eu fizesse...

Depois disso fomos tentar pegar a placa do carro. Aqui no Alabama não tem inspeção do carro, a gente leva a documentação, paga a taxa e pega a placa (a gente que coloca a placa no carro, no caso, Leo colocou, tem uns parafusos e só). Claro que além dessa documentação precisava do comprovante de residência (infelizmente não tem essa informação pela internet) e só faltavam 15 minutos para o escritório fechar. Eu saí correndo, peguei o carro, fui em casa, voltei correndo e conseguimos pegar a placa hoje. Agora depois dessa maratona de correria, ainda tem uma policial americana dizendo que eu não sei dirigir, vê se pode?

E o seguro social saiu

Hoje Leo estava de folga e tínhamos algumas coisas para resolver: comprar a placa do carro e eu fazer os testes para a carteira de motorista. Depois teríamos que fazer mercado e comida.

Bom, começamos com a tentativa de comprar a placa do carro, mas a fila estava gigantesca e sugeri que fossemos no escritório do seguro social para saber se já estava tudo resolvido e não é que já estava?! Depois de esperarmos um tempão, Leo foi atendido e pegou o número. O cartão vai chegar logo.

Resolvemos comemorar num restaurante light, perto do hospital que Leo está rodando. O hospital é enormemente grande e muito frio. Tem loja de presente, Starbucks (lugar que o marido toma café da manhã), Subway (a lanchonete, pois aqui não tem metrô), tudo dentro do hospital. Leo tinha falado maravilhas sobre a comida, mas não é nada demais (fiquei pensando que ele tá comendo mal no hospital e qualquer coisa tempereda ele acha gostosa). Depois decidimos tentar tirar as 2 carteiras de motorista (agora Leo já pode).

Antes, a saída do estacionamento é igual a saída do estacionamento do pituba Park, em espiral e tinha um americano numa caminhonete, completamente perdido, coitado! Ele tentava sair pela entrada e claro que não conseguia, uma questão simples de lógica e ele tentando sair do espiral por uma passagem que nem um Uno sairia. Até que ele resolveu sair do carro e perguntou para Leo como fazia para sair. Sim, brasileiro ensinando americano como sair de garagem americana :), estranho!

20/08/2010

Café.

(Tradução: café, você pode dormir quando estiver morto! Eu prefiro dormir agora mesmo, gosto de dormir e detesto café)


Esses dias eu estava almoçando na casa de uns brasileiros e quando terminámos a comida e a sobremesa perguntaram se eu queria café, eu (claro!) disse que não (imagine tirar o gosto de uma sobremesa ótima de morango da boca e colocar o gosto péssimo do café, de jeito nenhum). Eles insistiram, disseram que era café brasileiro (eu quase falei: e kiko?), eu disse que não gostava de café. Na verdade, eu não suporto café, não suporto o cheiro do café, não suporto falar com uma pessoa que acabou de tomar café e fica com aquele bafo insuportável :).

Quando eu falo que não gosto de café, as pessoas já me olham atravessado, como se faltasse algo em mim, aí começa "isso porque você nunca provou o meu" ou "tente o da sturbacks" ou ainda " prove o colombiano, é maravilhoso". Bom, tem certas coisas que eu não gosto, por exemplo coentro, mas se tiver cozido eu como (cru é horrível porque a comida perde todo o sabor e tudo fica com gosto de coentro), não gosto muito de cereja nem de ameixa seca, mas misturada na sobremesa eu como, prefiro chocolate ao leite, mas se só tiver branco ou meio amargo, fazer o quê, eu como. Acho que só tem duas coisas que não desce de jeito nenhum: miúdos dos bichos (tudo que mesmo cozido tenha cheiro de sangue) e café. Gente, não desce de jeito nenhum!

Tá, eu fui criada (graças a Deus), tomando suco, principalmente de laranja (sem bater no liquidificador, sem água e sem açúcar para não estragar o melhor suco do mundo). Nescau, leite de caixinha eu só tomava quando estava na casa de alguém. Lá em casa era o mais natural possível: pouco açúcar nos sucos e tudo fresquinho (saudade). Eu só lembro de café na minha casa lá para os meus 16 anos, no inverno que meus pais tomavam capuccino, depois, acho que gostaram e o pé preto passou a fazer parte do café da manhã, mas nunca vi eles tomando café depois do almoço (mais uma vez, graças a Deus).

Esses dias, Leo estava me perguntando se eu já provei café (entramos numa sessão do mercado que tinha todo tipo de café e o cheiro horrível me enjôou na hora) segundo ele "coisa boa do mundo" eu disse "quando eu sinto o cheiro do café, é igual quando eu estou num engarrafamento atrás de um caminhão de lixo, o estômago vai dando voltas". Então caros amigos/familiares imaginem a força que eu faço para ficar perto de você enquanto ou após você toma aquela xícara de café. Eu aprendi a técnica, já que em Salvador todo mundo gosta de café: respiração pela boca. Mas o pior é quando você chega num lugar fechado, com ar condicionado e alguém liga a cafeteira elétrica, gente.....que cheiro horroso! E tem explicação filogenética: o homem não come o que tem cheiro ruim, pois é veneno, mata! Eu é que não quero algo que tem cheiro ruim, que só é bom se estiver quente e que para ficar bom precisa de açúcar, leite e para ficar melhor precisa de caramelo, chocolate. Eu hein.

O café daqui é bem ralinho (eu pude ver a cor) e os americanos tomam bastante. Eles saem de casa com uns copos térmicos com tampa e levam o café pra cima e pra baixo. Eu tomo leite (semi-desnatado), porque o leite daqui é tipo o do Vila Real, delicioso!

17/08/2010

Passeio pela parte rica da cidade.

Eu havia pedido para Leo tirar as bocas do fogão para eu poder limpar direito, mas quem disse que eu consegui encaixar depois? Resultado: nada de almoço. Quando Leo chegou (ele almoça na aula que acontece na hora do almoço, aí os residentes assistem a aula enquanto almoçam-essa festa é oferecida pelo hospital) ele arrumou, mas eu já tava mal humorada de fome. Resolvemos conhecer uma sorveteria que uma amiga indicou. Ela fica num shopping, o Summit. Esse shopping é tipo o aeroclube, todo aberto, porém é umas 6 vezes o tamanho e tem de andar de carro, pois tem loja que fica à direita da pista e outras à esquerda. Ah, diferente do aeroclube, esse é um lugar de lojas chiques e caras.

Essa é uma das vistas do shopping. Estou numa parte do shopping e lá embaixo tem outra parte. Bom, comemos na panera, ô lugar gostoso! Nesse shopping tem as lojas mais caras dos EUA, no estacionamento só tinha carrão e pessoas bem vestidas. Cheio de lugar chique (infelizmente por enquanto eu só posso olhar).


Essa foto era para mostrar a limousine lá atrás, mas Leo tirou a foto muito de longe, enfim, estava em frente a loja da Rolex e os ricos vão fazer as compras de limousine :).

Depois fomos na parte mais "pobrinha"do shopping, vi minha Mac (maquiagem), Leo viu a Mac dele (computadores e afins), fomos numa loja que vende coisas para casa, tipo a etna melhorada e maior, muito luxo (Leo passou 1hs na parte de produtos de cozinha, ai,ai), mas essa loja estava com tanto perfume que fiquei morta de dor de cabeça.

O mais legal é que ficava tocando música clássica, num volume bom, o tempo todo. No final não tomamos o sorvete, pois fiquei cheia com o lanche da panera.

15/08/2010

Sábado "by myself"

Ontem Leo deu plantão e eu resolvi madrugar para levá-lo ao hospital e ficar com o carro e sair pela cidade, para conhecer e sozinha eu teria que falar inglês de qualquer jeito. Fiquei com o celular, anotei o telefone do seguro para qualque eventualidade, o telefone da UTI para falar com o marido e pronto. Com o GPS em mãos e no sábado pela manhã foi tranquilo voltar, claro que eu me perdi, peguei a rua errada e fiz uma barberagem (barberagem para o jeito americano de dirigir, pois para o jeito brasileiro eu estava ótima...preciso condicionar o cérebro para as novas regras). Só que essa barberagem foi feita na frente do carro da polícia, mas acho que ele estava dormindo ainda e não reparou ou me viu e ficou com peninha :). O bom do GPS é que quando você pega uma direção errada, ele recalcula na hora sua rota. pronto, mais 5 minutinhos e eu estava em casa.

Quando cheguei o céu desabou, foi um aguaçeiro só e eu que tinha planejado sair iria ficar em casa. liguei no canal do tempo e eles pediram pra ficar em casa porque a chuva estava braba. Eu sei que no mesmo dia 1pm tava 25 graus e às 4pm já tava 33 graus. Uma beleza pra quem tem alergia, hein? (Vi no jornal que ontem a temperatura bateu recorde, foram mais de 40 dias com temperatura acima de 30 graus...um calor danado). Aqui quando chove o perigo são os raios e vi que caiu um raio numa casa que pegou fogo, mas ninguém se feriiu pois os bombeiros chegaram rápido.

Bom, a chuva parou e fui ao shopping, estava com pouco dinheiro (o que é sempre bom) e meu cartão do banco ainda não havia chegado (mas já chegou). Pra chegar no shopping, tem de pegar a estrada e fui super emocionada, só sei que os carros voam e quando dei por mim, estava a mais de 120 km/h (ai meu Deus, passei do máximo permitido!) e isso sem colocar o pé no acelerador, o carro pegou o embalo. Não dá para frear, pois os loucos estão correndo atrás, eu fui diminuido aos pouquinhos e pronto, estava no máximo permitido (em torno de 113 km/h).

O shopping estava lotado, Leo me falou que era Tax free (os 9% de taxas que são colocados em cima dos produtos não iriam ser colocados nesse final de semana). Estacionei e fiquei memorizando o lugar da vaga (estacionei num lugar diferente do que a gente costuma estacionar). Subi e fui na Avon comprar o produto que queria há um tempo. Os esmaltes estavam em promoção, mas eu me controlei. Sim, nào achei o produto que fui comprar e o melhor foi tentar pedir o produto que eu não sabia o nome para as vendedoras. devo dizer que me saí bem, pois elas entenderam na minha primeira tentativa e foram buscar o produto. Depois, aproveitei para passar na Sephora...ai meu Deus, mil coisinhas que quero. Devo dizer que esse passeio foi melhor sem o marido que fica entediado quando entro nessas lojas :).

Depois fui numa loja tipo outlet, a Ross, precisava comprar pantufas, minhas meias estão se acabando de andar pela casa. Não achei as pantufas, mas achei havainas de $5, acreditem, iguais as minhas lilás, porém na minha eu paguei R$ 24,00 (?!). Aproveitei para dar uma olhada nas encomendas que Bittencourt me fez e pronto.

Aurora (nosso carro, lembram?) emite um sinal avisando que você está sem cinto ou que sua porta está aberta, mas eu estava concentrada olhando outros carros sairem do lugar, pois eu não sabia o caminho certo para sair, resultado, saí de porta encostada. Parei numa sinaleira e tinha um policial revistando um cara e eu fiquei olhando, perdida, quando o sinal abriu e eu desliguei o som para me concentrar, percebi que a porta estava aberta (fica um recado no painel escrito que a porta do motorista está aberta, mas eu não vi) e eu já estava na estrada. Aí eu pensei, se eu parar no acostamento vai ser difícil de retornar, pois os carros estão voando, mas se eu tentar abrir a porta a 100 por hora...hum, acho que é melhor ficar com a primeira opção. Retornar a pista foi fácil, pois aqui, os motoristas estão atentos e dão passagen, ótimo!

Voltei para casa muito contente por ter saído sozinha e pelas comprinhas (comprei 2 camisas, um creminho, mas não achei as pantufas).