Eu poderia até dizer que chorei com Alice no colo na madrugada porque ela não parava de chorar (refluxo chato!), o que foi verdade, mas não é disso que quero falar.
Chorei porque a TV estava ligada em um reality show desses e passou um parto normal. Mostrou o parto, a mãe, a bebê, o pele a pele logo depois do parto. Tudo que eu sonhava. Tudo o que eu queria, mas não deu. Acredite, estava com tanta dor que cheguei em um ponto de pedir a cesariana, mas a médica pediu 2 horas, me deu mais ocitocina antes de partir para cirurgia. Ela só fez isso porque havia mecônio, só fez isso porque já havia horas com a bolsa estourada (18hs) e sem nenhuma evolução na dilatação. Não deu mesmo. Uma tristeza! E aquela sensação que eu sonhava de pegar Alice no colo logo quando nascesse, não veio. Eu tive uma infecção e tomei remédios pesados. Lembro dela chorando, lembro da enfermeira colocando ela no colo do pai, perto de mim e de, logo em seguida, levando ela e o pai para ser examinada. Não lembro da primeira vez em que a segurei, nem que tentei dar de mamar, nem da primeira troca de fralda (feita pelo pai e todas as outras no hospital), não vi o primeiro banho... Dos primeiros 10 dias só lembro que ela chorava muito, muito mesmo (não que tenha parado, ela ainda chora bastante).
Chorei também porque uma colega de infância acabou de perder sua bebê. Ela nasceu alguns dias antes de Alice. Se perder um bebê com 9 semanas de gravidez é devastador, imagina uma bebê de 2 meses de vida.Não sei o que houve, mas também, pouco importa. Ela se foi e não sei de onde minha amiga irá tirar forças para continuar. Eu sinto tanto, tanto. Orei e pedi para o meu bebê-estrela recebê-la bem lá em cima. As vésperas do dia das mães...que triste!
Para não terminar assim tão triste, deixo a foto da culpada de eu não dormir de noite, de trabalhar pouco, de falar com aquela voz boba, de ficar com cheiro de leite passado (eu posso ter acabado de tomar banho!), de estar exausta o tempo todo e de ser a razão para eu celebrar o próximo domingo de um jeito todo especial :).
06/05/2015
14/04/2015
4 semanas
4 semanas mais difíceis da minha vida!
4 semanas que eu não sei o que é dormir mais de 3 hs seguidas (nem sempre pela Alice, que eventualmente dorme 6 horas seguidas, mas como estou amamentando fica impossível tanto tempo sem dar de mamar-dói bastante!)
4 semanas ouvindo muito, tipo muito choro. Alice chora o tempo todo, basta estar acordada. E ela não aprendeu os vários tipos de choro, só conhece 1: alto, fino e estressante.
4 semanas que eu tive que abandonar o chocolate porque ele faz muito mal para barriguinha da Alice.
4 semanas que eu virei uma mamadeira ambulante. Infelizmente, tivemos que dar fórmula no começo, mas agora virei a mamadeira da vez.
4 semanas sem sair de casa (ir pra médico e farmácia não contam né?)
4 semanas preocupada se ela ganha peso (ela perdeu mais de 10% do peso nos primeiros dias), se ela aprende a pega direito, se ela faz xixi ou cocô, se ela arrota, se tem dor, se a fralda está suja.
4 semanas sem notar a passagem do tempo: que dia é hoje? Que horas são? Se não fosse um app para eu registrar as mamadas-dormidas-fraldas acho que passava batido.
4 semanas trocando no mínimo 12 fraldas por dia. Alice faz muito cocô!
4 semanas sendo mamadeira e cama (quando está com dor, ela não aceita dormir no berço, só em cima da gente), ficando suja de golfo, mesmo quando terminei de tomar banho.
4 semanas chorando junto com ela na madrugada, sem saber o que fazer porque já tentei de tudo.
Nossa, ser mãe de recém-nascido é muito mais difícil do que eu jamais imaginei. Sabe aquelas técnicas que você lê e aprende nas aulas do pré-natal? Não serviu de nada aqui em casa. Nada de charutinho (ela odeia ficar presa), nada de ninar com a barriga na minha mão para aliviar a cólica, fazer arrotar é impossível, trocar a fralda é motivo de muito choro (ontem foram 15). Ela dorme bem nos nossos braços, mas basta colocar no berço para ela acordar gritando. Algo que deu certo foi barulho de chuva (tem no youtube), ela relaxa mesmo que não esteja dormindo e para de chorar.
Aí ontem, deixei Alice com marido e fui tomar banho. Claro, tive que arrumar um monte de coisas e só depois tomei o banho. Quando o banho acabou, senti tanta saudade da pequena, tanta saudade. Coisa doida!
Semana que vem volto a trabalhar e marido passará 3 dias fora. Oremos para que dê tudo certo!
4 semanas que eu não sei o que é dormir mais de 3 hs seguidas (nem sempre pela Alice, que eventualmente dorme 6 horas seguidas, mas como estou amamentando fica impossível tanto tempo sem dar de mamar-dói bastante!)
4 semanas ouvindo muito, tipo muito choro. Alice chora o tempo todo, basta estar acordada. E ela não aprendeu os vários tipos de choro, só conhece 1: alto, fino e estressante.
4 semanas que eu tive que abandonar o chocolate porque ele faz muito mal para barriguinha da Alice.
4 semanas que eu virei uma mamadeira ambulante. Infelizmente, tivemos que dar fórmula no começo, mas agora virei a mamadeira da vez.
4 semanas sem sair de casa (ir pra médico e farmácia não contam né?)
4 semanas preocupada se ela ganha peso (ela perdeu mais de 10% do peso nos primeiros dias), se ela aprende a pega direito, se ela faz xixi ou cocô, se ela arrota, se tem dor, se a fralda está suja.
4 semanas sem notar a passagem do tempo: que dia é hoje? Que horas são? Se não fosse um app para eu registrar as mamadas-dormidas-fraldas acho que passava batido.
4 semanas trocando no mínimo 12 fraldas por dia. Alice faz muito cocô!
4 semanas sendo mamadeira e cama (quando está com dor, ela não aceita dormir no berço, só em cima da gente), ficando suja de golfo, mesmo quando terminei de tomar banho.
4 semanas chorando junto com ela na madrugada, sem saber o que fazer porque já tentei de tudo.
Nossa, ser mãe de recém-nascido é muito mais difícil do que eu jamais imaginei. Sabe aquelas técnicas que você lê e aprende nas aulas do pré-natal? Não serviu de nada aqui em casa. Nada de charutinho (ela odeia ficar presa), nada de ninar com a barriga na minha mão para aliviar a cólica, fazer arrotar é impossível, trocar a fralda é motivo de muito choro (ontem foram 15). Ela dorme bem nos nossos braços, mas basta colocar no berço para ela acordar gritando. Algo que deu certo foi barulho de chuva (tem no youtube), ela relaxa mesmo que não esteja dormindo e para de chorar.
Aí ontem, deixei Alice com marido e fui tomar banho. Claro, tive que arrumar um monte de coisas e só depois tomei o banho. Quando o banho acabou, senti tanta saudade da pequena, tanta saudade. Coisa doida!
Semana que vem volto a trabalhar e marido passará 3 dias fora. Oremos para que dê tudo certo!
27/03/2015
Alice chegou!
Foi um parto muito complicado. Um parto demorado, muito dolorido. Deu tudo tão errado que eu nem saberia como relatar. Na verdade, nem quero. Não agora. Não sei se um dia. O que eu tenho tentado focar é que eu estou bem e Alice também. Pelo menos por hora. Hoje Alice completa 11 dias, mas parece que ela já estava por aqui há mais tempo. Doido isso!
02/03/2015
Questão de perspectiva
A pessoa está morta. A barriga pesa, dói as costas, a cabeça, a barriga. O pé da pessoa parece um pão de cachorro quente"super fofo" e nem parece que tem osso por lá. As mãos então, cresceram tanto. Ficar mais de 10 minutos de pé é missão impossível, mesmo com o uso da cinta para segurar o peso da pança. Toda hora que a pessoa levanta, a coluna estala e é tão alto que as pessoas ao redor ficam assustadas. As vezes, andar traz uma sensação de choquinho nos pés de "cachorro-quente" ou algo estala por lá também. Tem mais coisa para adicionar a lista, mas né, deixa para lá. Aí a pessoa chega na semana 37 e a médica diz que a bebê está formadinha, que está tudo bem. Que é bom que ela aguarde um pouco para nascer, mas que aquele era um marco importante. Aí, secretamente a pessoa começa a conversar e pedir para a bebê nascer logo, porque está ruim de verdade. Uns 5 dias depois, algo acontece, a pessoa liga para a maternidade e a enfermeira pede que ela dê um pulinho lá. A pessoa tenta falar com a enfermeira, diz que aquilo não é trabalho de parto, mas a enfermeira diz que a recomendação dela era essa.
Era meia noite, a pessoa fala com marido e ambos vão se arrumar. A pessoa que estava querendo que o parto acontecesse logo, começa a ficar meio que tensa, ansiosa e tal. Não com o parto em si, mas com a realidade "pode ser que em poucas horas eu seja mãe de fato e de direito". A pessoa treme e percebe que leu demais sobre amamentação, sobre o parto, mas que a ideia de ter sua filhota nos braços, apesar de sensacional, é completamente assustadora.A pessoa começa a conversa com a filha pedindo para ela aguardar mais umas semaninhas. Vê que pessoa mais louca!
PS: Alice está ótima e super confortável na minha barriga. Já está posicionada para o parto há semanas. A mãe de Alice está morta, cansada, mas feliz. Faltam 12 dias para o meu due date!!!!
Era meia noite, a pessoa fala com marido e ambos vão se arrumar. A pessoa que estava querendo que o parto acontecesse logo, começa a ficar meio que tensa, ansiosa e tal. Não com o parto em si, mas com a realidade "pode ser que em poucas horas eu seja mãe de fato e de direito". A pessoa treme e percebe que leu demais sobre amamentação, sobre o parto, mas que a ideia de ter sua filhota nos braços, apesar de sensacional, é completamente assustadora.A pessoa começa a conversa com a filha pedindo para ela aguardar mais umas semaninhas. Vê que pessoa mais louca!
PS: Alice está ótima e super confortável na minha barriga. Já está posicionada para o parto há semanas. A mãe de Alice está morta, cansada, mas feliz. Faltam 12 dias para o meu due date!!!!
25/02/2015
Do cachorro caçador de patos
1. Se você conhece de raças de cachorro sabe que o Jack Russel está sempre listado como um dos mais inteligentes, mas também está na lista dos mais teimosos. O que definitivamente é um problema. Luffy não curte dias cinzas, nem frio, nem inverno. Gosta de correr solto no calor atrás de qualquer coisa que se mexa (se for humanos, ela vai atrás para receber carinho). Então, ele tem ficado bem carinhoso nesses dias cinzentos e "frio". Dizem também que os bichinhos sentem que tem bebê chegando, bom, só sei que passamos os dias em um amor eterno. Infelizmente, não tenho conseguido mais andar como fazíamos na hora do almoço (pelo menos 40 min de caminhada) e o bichinho tem ficado muito dentro de casa. Tem dias que eu ligo pro meu marido pedindo para ele voltar logo e cuidar do cachorro (leia, eles rolam no chão, brincam com o disco, caminham e Luffy gasta a energia), parece que Luffy vira o demônio da Tasmania, é um horror!
Daí que aqui no condomínio tem um lago, um lago cheio de patos. Luffy quer sempre atacar os pobres dos patos. A gente sempre anda com a coleira curta nessa região e sabe o que ele aprendeu? Fingir que não viu os patos, ele anda na direção contrária, até que você se distrai e ele correr para pegar um bicho. Daí que a gordinha aqui está andando com ele, vi que tinham 3 patos no lugar designado para cachorros, mas a cabeça de grávida, leia, lerda mesmo, me levou para outro lugar e quando eu vi, Luffy já estava com um pato na boca. Quando é assim, o Jack Russel entra em transe, nossa! Eu gritava o nome dele, puxava a coleira e nada (meu marido perguntou porque eu não corri para salvar o pato e eu olhei com uma cara de "meu filho, eu não estou conseguindo andar, veja bem se conseguiria correr"). Quando eu consegui puxar a coleira para perto e me abaixei para tirar o pato que gritava (ufa, estava vivo!) da boca do cachorro, ele saiu do transe e largou o pobre do bicho. A boca estava cheia de pena e ele ficou tentando cuspir tudo. Daí, voltamos para casa, escovo os dentes do cachorro, deixo ele de castigo e depois retornamos para andar (porque quem quer limpar xixi de cachorro). Nessa segunda andada, não havia 1 pato na lagoa...Ah, o pato passa bem, o cachorro passa bem e a grávida também.
Daí que aqui no condomínio tem um lago, um lago cheio de patos. Luffy quer sempre atacar os pobres dos patos. A gente sempre anda com a coleira curta nessa região e sabe o que ele aprendeu? Fingir que não viu os patos, ele anda na direção contrária, até que você se distrai e ele correr para pegar um bicho. Daí que a gordinha aqui está andando com ele, vi que tinham 3 patos no lugar designado para cachorros, mas a cabeça de grávida, leia, lerda mesmo, me levou para outro lugar e quando eu vi, Luffy já estava com um pato na boca. Quando é assim, o Jack Russel entra em transe, nossa! Eu gritava o nome dele, puxava a coleira e nada (meu marido perguntou porque eu não corri para salvar o pato e eu olhei com uma cara de "meu filho, eu não estou conseguindo andar, veja bem se conseguiria correr"). Quando eu consegui puxar a coleira para perto e me abaixei para tirar o pato que gritava (ufa, estava vivo!) da boca do cachorro, ele saiu do transe e largou o pobre do bicho. A boca estava cheia de pena e ele ficou tentando cuspir tudo. Daí, voltamos para casa, escovo os dentes do cachorro, deixo ele de castigo e depois retornamos para andar (porque quem quer limpar xixi de cachorro). Nessa segunda andada, não havia 1 pato na lagoa...Ah, o pato passa bem, o cachorro passa bem e a grávida também.
11/02/2015
I S2 Flórida
4 anos de Alabama e uma super amiga resolve fazer uma festinha de despedida pra gente. 7 adultos queridos foram convidados. Os que eu tinha mais contato eu que faziam parte da minha vida.
7 meses de Flórida, um chá de bebê+comemoração do meu niver e 25 adultos convidados.
PS: alguns convidados não estão na foto, pois tiveram que voltar para o hospital para trabalhar :)
7 meses de Flórida, um chá de bebê+comemoração do meu niver e 25 adultos convidados.
PS: alguns convidados não estão na foto, pois tiveram que voltar para o hospital para trabalhar :)
04/02/2015
A revolta da vacina
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| imagem daqui |
Quando eu mudei, notei que várias pessoas falavam sobre a não vacinação. Aqui nos EUA há um movimento forte sobre isso. Quando entrei no mestrado de saúde pública, vi que há vários programas/pesquisa sobre o tema, porque o problema da vacinação é que dependendo da virulência, um número muito alto da população precisa estar vacinada, como é o caso do sarampo (90%). Aqui, a atriz, Jenny McCarthy, inclusive, por anos, disse que seu filho desenvolveu autismo depois de uma vacina (no ano passado, ela admitiu que não haveria ligação e que na verdade, o filho dela não teria autismo). Pensa aí, quanta gente não se vacinou por conta dela?!
Eu vi uma frase muito legal da Melinda Gates, mas não consegui achar para colocar aqui. A frase dizia que nos EUA, devido ao avanço da medicina, as pessoas tinham esquecido o que é ficar doente, sofrer e morrer de algumas doenças. Enquanto que em países pobres, as pessoas andam quilômetros para tomar vacinas, pois convivem com as doenças e sabem que a vacina faz bem.
O problema da falta de vacinação aqui é que os pais optam por não vacinar os filhos. Pior ainda, coloca-se várias crianças em risco, especialmente as menores de 1 ano. Só sei que a situação está tensa, de um lado os pró-vacina achando um absurdo pessoas que se dizem educadas optando por deixar os filhos e outras pessoas em risco. Já estão até falando no governo criar uma lei para que a vacinação seja obrigatória como é o uso do car seat (você percebe que a situação está tensa quando um americano exige que o governo se meta no problema). Por outro lado, os anti-vacinas acreditam que não há necessidade de vacina, que os sobrinhos não tomaram e estão bem (vale lembrar que muitas escolas exigem algumas vacinas). Aqui tem uma carta interessante de um pai p. da vida com as famílias que não vacinaram seus filhos e aqui outro texto.
Daí, o que aconteceu? No mês passado, um surto de sarampo. O CDC conseguiu identificar que as pessoas estariam ligadas a Disneyland e que a maioria delas não eram vacinadas. O que achei interessante foi que o surto aconteceu na Califórnia, um estado em que as pessoas tendem a optar por uma vida mais natural, sem muita química e tal (óbvio que estou generalizando, teve gente de vários estados doentes, mas foi algo que pensei na hora que ouvi a notícia pela primeira vez).
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