08/01/2015
Dicas para quem vem morar/passear nos EUA
Eu escrevi um post sobre o Alabama, mas tem tanta coisa para acrescentar, vou escrever sobre a Flórida mais para frente, mas por enquanto, vou escrever geral. Tem coisa que não está escrita e a gente vai aprendendo...
PS: esse email acaba tendo um tom meio que de generalização, mas não é bem essa minha ideia. A ideia é mostrar o que vejo "como regra", mas óbvio que tem exceção.
1. Se você gosta/sabe fazer sua unha, traga o alicate e seu kit do Brasil. Aqui tem tudo isso, mas é bem diferente (talvez porque elas não tirem a cutícula). Ah, não esquece do pau de laranjeira.
2. Se na sua casa tiver triturador de lixo lembre de ligar o triturador com a água da torneira ligada. Não é aconselhado jogar casca da cenoura e batata (eu jogo, mas dizem que não é para jogar), mas principalmente, não jogue muitas folhas (tipo alface), ok? (Isso eu já fiz e a pia entupiu)
3. Aqui não tem ralo, então pense muito antes de jogar água e sabão no chão. Por outro lado tem produto de limpeza para tudo, você vai comprando e testando aos poucos.
4. Se você estiver dirigindo saiba que a direita é livre, a não ser que haja uma placa indicando que não seja.
5. Sempre fale please, excuse me e thank you (mas você é educad@ e sabe disso). Os americanos usam essas 3 palavras/expressões o tempo todo.
6. Aprenda o vocabulário sobre o clima/temperatura. Certeza que as pessoas vão puxar conversa sobre o tema. Saber a previsão do tempo para os próximos dias também fará parte da sua vida (eu acompanho no weather.com)
7. Fale baixo! O tom de voz aqui é meio tom abaixo do nosso tom de voz e quem fala alto é considerado mal educado (mas ó, cê faz como achar melhor)
8. A bolha individual americana é muito maior que a bolha brasileira (eu até acho que não existe essa bolha em Salvador, tem sempre alguém tocando em você). Americano não pega no outro quando está falando e o espaço entre as pessoas é "mais confortável". Dependendo da pessoa e da situação, algo perfeitamente comum no Brasil é considerado sexual harassment aqui.
9. Se você estiver no mercado e uma pessoa está na frente da prateleira onde está o produto que você quer, espere um pouquinho que ela vai se tocar e dar licença (e provavelmente vai pedir desculpas). Caso você faça o contrário, peça desculpas e dê licença. (No Brasil, a gente coloca a mão numa boa e pega o produto mesmo que encoste na oura pessoa, mas aqui isso é muito rude!).
10. Escolha seu pedido/comida/seiláoquê antes de entrar na fila, ficar na dúvida sobre o que pedir no caixa é algo mal visto aqui (lembre que o ritmo de vida é outro e eles já nascem com uma pressa de sei lá o quê - embora eu também ache chato ficar esperando um indeciso na fila, principalmente se estiver morrendo de fome, que é o meu estado normal)
11. Lembre-se que os preços dos produtos estão sem taxa, então você precisa calcular esse valor extra que será cobrado quando passar no caixa. Cada estado cobra uma taxa diferente.
12. Caso seja parado por um policial, encoste o carro, desligue-o e coloque as duas mãos no volante. Jamais, nunca, em nenhuma hipótese tente dar dinheiro para o policial não te multar (é feio falar isso, mas já presenciei brasileiro falando que precisava de dinheiro para viajar nas estradas americanas, no caso de um policial aparecer). As chances de você ser preso são praticamente 100%! Chame o policial de Sir/Ma'am, pegue sua multa (se for o caso) e pronto.
13. Cupom é vida! Eu uso muitos cupons nas lojas/mercados, bem como adoro aquelas promoções ganhe $10 quando gastar $30. Se você vai fazer compras, se inscreva nas lojas e procure cupons.
14. Telefone público é algo inexistente (na verdade, só vi na Disney).
15. Aqui se dá gorjeta ao garçom. Normalmente entre 18 e 20% do valor da refeição. Se o número de pessoas da sua mesa for maior que 6, normalmente o valor já vem embutido na conta.
16. Toda refeição aqui costuma ser acompanhada por pão, mas o arroz quase nunca está presente (seria muito carboidrato :))
17. Uma coisa que sempre vejo brasileiro fazendo é, dentro de uma loja, ficar gritando um amigo/familiar que está distante. Tipo, isso é falta de educação em qualquer lugar do mundo, né? Ninguém merece ficar ouvindo seus gritos.
18. Americano não dá 2 beijinhos, mas aperta a mão (depois que você conhece, normalmente eles abraçam, especialmente se são 2 muheres)
19. Aqui ninguém faz "psiu" ou algo do tipo para chamar o garçom
20. Não espere ajuda, fila preferencial etc se você estiver grávida, aqui não tem nada disso. Inclusive, há algumas poucas lojas que oferecem vagas preferenciais, mas as próprias grávidas não se sentem no direito de usá-las, a não ser que estejam no terceiro trimestre, ou com muita dor (foi o que ouvi aqui).
21. Fazer comida em casa pode ser sinônimo de abrir algumas latas, mas também pode ser sinônimo de uma comida bem rebuscada (normalmente sem arroz, para matar marido).
22. Aqui eles agradecem usando Thank you card. Eu acho super legal você parar um tempinho, escrever algo para alguém que te ajudou.
23. Aqui normalmente as pessoas não têm empregada (talvez uma faxineira a cada 15 dias) e todo mundo cuida dos filhos, estuda, trabalha, arruma a casa etc. Tudo ao mesmo tempo! E olha, dá certo.
24. Aqui evita-se falar de política e religião.
25. Aqui as frutas não têm muito gosto e uma "salada com vegetais da época" pode significar uma porção de vagem.
26. Você é super bem tratado como cliente, sempre tem razão, ninguém duvida de você e nem faz muitos questionamentos.
04/01/2015
Dos conselhos e pitacos recebidos durante a gravidez
Porque todo mundo acha que tem uma dica infalível! Eu nunca fico chateada porque acho que as intenções são sempre as melhores, a não ser, claro, que a pessoa ache que eu TENHO DE FAZER ou que diga que eu estou fazendo algo errado. De forma geral, até gosto dos conselhos, mesmo que não os siga. Vamos lá para uma listinha das coisas que ouvi sem pedir (porque tem várias coisas que eu perguntei também):
1. Aproveite para dormir agora, depois que a bebê chegar, não vai mais conseguir. Entendo bastante a preocupação, só não entendo a lógica de que se eu dormir agora, não ficarei com sono/cara de zumbi quando Alice chegar e acordar a cada minuto. Infelizmente, não existe poupança de sono. Ou seja, se eu dormir 18hs/dia agora, não vai adiantar nada, pois quando ela chegar, ficarei com privação de sono de qualquer jeito! Outro ponto, não sei se quem dá esse conselho não lembra da gravidez ou não sentiu todos os sintomas que sinto, mas pra mim, desde a 5a. semana que levanto pelo menos 3 vezes para ir ao banheiro, partindo o sono em vários pedacinhos. Também tem o ronco que cada vez fica mais alto e que acaba me acordando, o desconforto, a falta de posição, as dores, as câimbras que me fazem acordar urrando de dor. Se você tem alguma técnica para dormir bem com tudo isso, please, compartilha comigo.
2. Você vai ter parto normal né? É o melhor e blá blá blá ou Parto normal é uma violência contra a mulher. Gente, cada pessoa escolhe como vai parir (não aqui na Flórida, mas no Brasil é assim). Cada pessoas sabe da sua vida, dos seus próprios medos. Se você é a favor de algo, que tal perguntar "como vai ser o parto", daí, com a resposta você pode perguntar motivo da escolha e de forma delicada colocar seu ponto de vista. Bom, eu acho que esse é o tipo de tópico que não interessa a ninguém e que nem deveria ser tocado, mas no lugar de vomitar a sua verdade, que tal ouvir a grávida antes? Em tempo, aqui parto cesariano só é feito se houver alguma complicação, não é uma escolha. O parto normal é a regra. Eu estou bem tranquila com isso e admito que se pensar um pouco, fico super ansiosa em ter de passar por uma cesariana, mas há de dar tudo certo.
3. Você vai amamentar né? É a melhor coisa para o bebê. É sério isso? Todo mundo sabe disso, gente. E ainda traz muitos benefícios para a mãe. Mas assim, por n razões a mulher pode optar pela fórmula e sabe, tá bom também. Isso não faz dela uma mãe pior, mas é o tipo de pressão que pode trazer um conflito desnecessário para a mãe.
4. Esse nome não combina/ não é bonito/etc. Eu perguntei a opinião de várias pessoas. Meus primos fizeram piada com alguns nomes da lista (no melhor estilo, nada de ser algo negativo), mas lembre-se que o nome é pensado pelos pais e tem um significado que você talvez não saiba ou não aceite. Escolher nome é um negócio difícil e até hoje não sabemos como será o last name ou se ela terá um middle name....
5. Aproveita tudo agora, saia bastante, porque depois não vai dar mais. Cada pessoas tem uma experiência, aqui nos EUA ninguém se priva das coisas por causa de filho, principalmente quem só tem 1 filho. Além disso, eu acho que sairei muito mais depois que a Alice chegar, que conhecerei mais coisas/pessoas/lugares. Nós somos muito caseiros aqui, tem mais de 1 ano que não vamos ao cinema! Acredite, Alice vai mostrar o mundo pra gente.
6. O quartinho já está pronto? Pois então, o quartinho dela só vai ficar pronto quando ela completar 6 meses e eu explico, primeiro porque os estudos apontam que quando os bebês dormem no quarto dos pais, a chance de morte súbita cai (joga no pubmed.org) e segundo porque quero fazer um quarto Montessori, já que é algo que eu acredito. Então, só em agosto que pensarei mais nisso. Estamos bem felizes com essa decisão e por enquanto, o quartinho dele vai ter a cômoda e só. As outras coisas (decoração, outros móveis) iremos comprar mais tarde. Algumas pessoas criticam o modelo montessori, dizem que dá trabalho etc, o que eu entendo, mas assim, cada família escolhe algo que se adeque ao seu estilo
7. Você vai usar fralda de pano? Pois é, é esse o plano. Sou bem flexível com as coisas, mas eu quero tentar. Na verdade, a ideia é usar os dois tipos de fralda, mas somente quando ela completar 2 meses (no começo nõa vou tentar muita coisa, acho que já vai ser muita adaptação). O motivo? Eu tenho a pele sensível e sofro os 5 dias que preciso usar absorvente no mês, por que eu deixaria minha filha usando fralda descartável 24hs por dia nos seus primeiros 2/3 anos de vida?
1. Aproveite para dormir agora, depois que a bebê chegar, não vai mais conseguir. Entendo bastante a preocupação, só não entendo a lógica de que se eu dormir agora, não ficarei com sono/cara de zumbi quando Alice chegar e acordar a cada minuto. Infelizmente, não existe poupança de sono. Ou seja, se eu dormir 18hs/dia agora, não vai adiantar nada, pois quando ela chegar, ficarei com privação de sono de qualquer jeito! Outro ponto, não sei se quem dá esse conselho não lembra da gravidez ou não sentiu todos os sintomas que sinto, mas pra mim, desde a 5a. semana que levanto pelo menos 3 vezes para ir ao banheiro, partindo o sono em vários pedacinhos. Também tem o ronco que cada vez fica mais alto e que acaba me acordando, o desconforto, a falta de posição, as dores, as câimbras que me fazem acordar urrando de dor. Se você tem alguma técnica para dormir bem com tudo isso, please, compartilha comigo.
2. Você vai ter parto normal né? É o melhor e blá blá blá ou Parto normal é uma violência contra a mulher. Gente, cada pessoa escolhe como vai parir (não aqui na Flórida, mas no Brasil é assim). Cada pessoas sabe da sua vida, dos seus próprios medos. Se você é a favor de algo, que tal perguntar "como vai ser o parto", daí, com a resposta você pode perguntar motivo da escolha e de forma delicada colocar seu ponto de vista. Bom, eu acho que esse é o tipo de tópico que não interessa a ninguém e que nem deveria ser tocado, mas no lugar de vomitar a sua verdade, que tal ouvir a grávida antes? Em tempo, aqui parto cesariano só é feito se houver alguma complicação, não é uma escolha. O parto normal é a regra. Eu estou bem tranquila com isso e admito que se pensar um pouco, fico super ansiosa em ter de passar por uma cesariana, mas há de dar tudo certo.
3. Você vai amamentar né? É a melhor coisa para o bebê. É sério isso? Todo mundo sabe disso, gente. E ainda traz muitos benefícios para a mãe. Mas assim, por n razões a mulher pode optar pela fórmula e sabe, tá bom também. Isso não faz dela uma mãe pior, mas é o tipo de pressão que pode trazer um conflito desnecessário para a mãe.
4. Esse nome não combina/ não é bonito/etc. Eu perguntei a opinião de várias pessoas. Meus primos fizeram piada com alguns nomes da lista (no melhor estilo, nada de ser algo negativo), mas lembre-se que o nome é pensado pelos pais e tem um significado que você talvez não saiba ou não aceite. Escolher nome é um negócio difícil e até hoje não sabemos como será o last name ou se ela terá um middle name....
5. Aproveita tudo agora, saia bastante, porque depois não vai dar mais. Cada pessoas tem uma experiência, aqui nos EUA ninguém se priva das coisas por causa de filho, principalmente quem só tem 1 filho. Além disso, eu acho que sairei muito mais depois que a Alice chegar, que conhecerei mais coisas/pessoas/lugares. Nós somos muito caseiros aqui, tem mais de 1 ano que não vamos ao cinema! Acredite, Alice vai mostrar o mundo pra gente.
6. O quartinho já está pronto? Pois então, o quartinho dela só vai ficar pronto quando ela completar 6 meses e eu explico, primeiro porque os estudos apontam que quando os bebês dormem no quarto dos pais, a chance de morte súbita cai (joga no pubmed.org) e segundo porque quero fazer um quarto Montessori, já que é algo que eu acredito. Então, só em agosto que pensarei mais nisso. Estamos bem felizes com essa decisão e por enquanto, o quartinho dele vai ter a cômoda e só. As outras coisas (decoração, outros móveis) iremos comprar mais tarde. Algumas pessoas criticam o modelo montessori, dizem que dá trabalho etc, o que eu entendo, mas assim, cada família escolhe algo que se adeque ao seu estilo
7. Você vai usar fralda de pano? Pois é, é esse o plano. Sou bem flexível com as coisas, mas eu quero tentar. Na verdade, a ideia é usar os dois tipos de fralda, mas somente quando ela completar 2 meses (no começo nõa vou tentar muita coisa, acho que já vai ser muita adaptação). O motivo? Eu tenho a pele sensível e sofro os 5 dias que preciso usar absorvente no mês, por que eu deixaria minha filha usando fralda descartável 24hs por dia nos seus primeiros 2/3 anos de vida?
22/12/2014
tag
Vi no blog da Paula essa tag e achei legal para publicar no final do ano.
1) Qual foi a melhor coisa que aconteceu esse ano?
Nossa, tanta coisa boa. 2014 não passará em branco e certeza que esse ano foi o melhor dos últimos tempos. Tanta coisa boa para eu apontar a melhor, mas sem dúvida, o positivo foi a melhor das notícias. Melhor ainda, apesar dos probleminhas no começo da gravidez, eu já estou com 7 meses e me sinto muito abençoada!
2) Uma foto que transmita o que você está sentindo agora
No topo do mundo, simples assim.
3) Um lugar na sua cidade que todo mundo deveria conhecer.
Aqui em Gainesville eu gosto dos springs, acho massa e bem bonito.
Em Salvador, algo imperdível é ver o pôr do sol no MAM. Lindo de viver! Especialmente se for época de Jazz por lá (achei esse vídeo aqui, não mostra nem a metade da beleza e mágica do momento, mas né, você pode ter uma ideia).
4) Um presente que você gostaria de ganhar no natal.
Eu só péssima para pensar em presente. Talvez por isso goste de tudo que ganho. No momento, eu quero mesmo um bom parto, uma bebê saudável, que meu marido encontre um bom emprego e que eu seja aceita no PhD, mas aí, eu peço direto pro Cara, sabe, e corro atrás do que posso fazer.
5) Qual música você colocaria na trilha sonora da sua vida.
6) Qual foi a viagem mais marcante que você fez e por quê?
Paris! Foi uma super conquista! Na minha bucket list tinha a França e Portugal (meus antepassados saíram de lá), foi simplesmente sensacional. Por tudo: por a gente ter pago pela viagem, por tudo que a gente teve que passar até chegar naquela "coroação", pelo sonho realizado, pela companhia maravilhosa, pela oportunidade de me despedir do meu bebê-estrela da melhor forma possível.
7) Uma lembrança especial da sua infância
Primos e família! Na praia, na ilha, em guarajuba, em maceió, na casa de algum primo, na piscina, aprontando todas. Ou uma noite de lua cheia, que íamos (aqui só a família imediata mesmo, nada de primos ou tios) para o deck ver a lua. Meus pais passavam na Perini e compravam guloseimas (veja bem, minha mãe é super da turma do alface, esse tipo de coisa acontecia bem pouco). Fui muito abençoada, tenho uma família nota 10!
8) Uma meta para o próximo ano.
Conseguir uma aplicação "competitiva" para o PhD sendo mãe da menina mais sensacional que esse mundo já viu.
9) Qual seria o trabalho dos sonhos pra você?
Um trabalho que me permitisse viajar e que eu fizesse a diferença na vida das pessoas.
10) Se pudesse ser fluente em alguma língua, qual você escolheria?
Inglês! Queria ser fluente mesmo, entender todas as formas de falar e substantivos (esses dias estava jantando na casa de uns americanos e eles ofereceram uma bebida, eu não sabia o que era, olhei para marido, ele também não sabia), queria entender a história e as piadas (que muitas vezes acho super sem sentido, porque né, me falta o contexto).
11) Uma coisa que você faz muito bem e que poderia ensinar pra alguém.
Escutar mais e falar menos. Você não precisa dar sua opinião o tempo todo, as vezes seu amigo só quer colocar a raiva para fora, sabe? Não precisa de "conselhos" nem nada, só de simpatia e que você o escute.
1) Qual foi a melhor coisa que aconteceu esse ano?
Nossa, tanta coisa boa. 2014 não passará em branco e certeza que esse ano foi o melhor dos últimos tempos. Tanta coisa boa para eu apontar a melhor, mas sem dúvida, o positivo foi a melhor das notícias. Melhor ainda, apesar dos probleminhas no começo da gravidez, eu já estou com 7 meses e me sinto muito abençoada!
2) Uma foto que transmita o que você está sentindo agora
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| Imagem daqui |
3) Um lugar na sua cidade que todo mundo deveria conhecer.
Aqui em Gainesville eu gosto dos springs, acho massa e bem bonito.
Em Salvador, algo imperdível é ver o pôr do sol no MAM. Lindo de viver! Especialmente se for época de Jazz por lá (achei esse vídeo aqui, não mostra nem a metade da beleza e mágica do momento, mas né, você pode ter uma ideia).
4) Um presente que você gostaria de ganhar no natal.
Eu só péssima para pensar em presente. Talvez por isso goste de tudo que ganho. No momento, eu quero mesmo um bom parto, uma bebê saudável, que meu marido encontre um bom emprego e que eu seja aceita no PhD, mas aí, eu peço direto pro Cara, sabe, e corro atrás do que posso fazer.
5) Qual música você colocaria na trilha sonora da sua vida.
Viuxe, difícil, mas assim, no topo da minha mente veio Reconvexo, mas essa versão aqui. Passa um filme bom quando ouço essa música. Sabe aquele negócio do coração aquecer e você sorrir? Pois então, desse jeito aí.
Paris! Foi uma super conquista! Na minha bucket list tinha a França e Portugal (meus antepassados saíram de lá), foi simplesmente sensacional. Por tudo: por a gente ter pago pela viagem, por tudo que a gente teve que passar até chegar naquela "coroação", pelo sonho realizado, pela companhia maravilhosa, pela oportunidade de me despedir do meu bebê-estrela da melhor forma possível.
7) Uma lembrança especial da sua infância
Primos e família! Na praia, na ilha, em guarajuba, em maceió, na casa de algum primo, na piscina, aprontando todas. Ou uma noite de lua cheia, que íamos (aqui só a família imediata mesmo, nada de primos ou tios) para o deck ver a lua. Meus pais passavam na Perini e compravam guloseimas (veja bem, minha mãe é super da turma do alface, esse tipo de coisa acontecia bem pouco). Fui muito abençoada, tenho uma família nota 10!
8) Uma meta para o próximo ano.
Conseguir uma aplicação "competitiva" para o PhD sendo mãe da menina mais sensacional que esse mundo já viu.
9) Qual seria o trabalho dos sonhos pra você?
Um trabalho que me permitisse viajar e que eu fizesse a diferença na vida das pessoas.
10) Se pudesse ser fluente em alguma língua, qual você escolheria?
Inglês! Queria ser fluente mesmo, entender todas as formas de falar e substantivos (esses dias estava jantando na casa de uns americanos e eles ofereceram uma bebida, eu não sabia o que era, olhei para marido, ele também não sabia), queria entender a história e as piadas (que muitas vezes acho super sem sentido, porque né, me falta o contexto).
11) Uma coisa que você faz muito bem e que poderia ensinar pra alguém.
Escutar mais e falar menos. Você não precisa dar sua opinião o tempo todo, as vezes seu amigo só quer colocar a raiva para fora, sabe? Não precisa de "conselhos" nem nada, só de simpatia e que você o escute.
14/12/2014
A dor de perder um filho: o aborto espontâneo
A pior e mais intensa dor que senti. Não física,
porque não senti muita coisa. Foi uma dor na alma. Descobri do aborto da pior
maneira possível: na primeira ultrassom, a técnica viu meu útero e disse que
estava tudo bem, viu o bebê e disse que estava tudo bem, fez as medidas, deu o due date e só depois viu que o coração
não estava batendo.Um choque!
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| imagem daqui |
A médica me deu 3 opções: esperar para ver se o
corpo eliminaria, tomar um remédio ou fazer a curetagem. Psicologicamente
falando, eu não teria condições de sangrar, de ver a perda do bebê. A curetagem
seria feita no outro dia. Meu marido foi no ambulatório e pediu ao professor
para ir para casa. Entramos no carro e lá choramos abraçados. A curetagem na
UAB é feita na maternidade. Foi muito ruim sair da maternidade de barriga vazia e
sem bebê no braço. Isso tudo foi as vesperas do Natal e achamos por bem não compartilhar com ninguém aquela dor (só minha mãe e irmãs ficaram sabendo). O pior Natal da minha vida! Os próximos 15 dias foram os
piores. Acho que nunca chorei tanto. Quando saia de casa só via mulher grávida
e bebês, aí eu chorava mais.
Racionalmente falando, eu pensava com minha cabeça
de cientista: 20% das gravidezes descobertas acabam assim ou ainda,
provavelmente nosso bebê tinha alguma questão genética incompatível com a vida.
Mas eu só pensava em quão ruim eu deveria ser para ser “sorteada” para ser
esses 20%. Senti inveja das pessoas que têm filhos, especialmente daquelas que
engravidam sem querer, parei de seguir canais do youtube/blogs com esse tema.
Senti tanta raiva.
Era inverno e tivemos 2 tempestades de neve, então
trabalhei muito de casa. Ficava deitada e chorando, mas levantava 4 vezes para
andar com Luffy (não sei o que seria de mim sem ele). Queria dormir e acordar 6
meses depois. Tudo reação normal do luto, eu sei, eu sou psicóloga, mas foi difícil!
“Compramos uma estrela”* para noss@ pequen@ e agora, depois da dor aguda da
perda (exatamente 1 ano depois e eu
escrevendo esse post ainda choro), sei que por 4 semanas ele/a foi muito amad@
e nos encontraremos no futuro.
*Eu sei que não dá para comprar uma estrela de
verdade, mas para mim foi importante fazer algo para lidar com o luto.
Tem esse texto da Nívea que ela escreveu lindamente
sobre o tema. E esse abaixo em inglês que encontrei em algum lugar e me
emocionou muito.
"Having a
baby is like opening a door in a house you've lived in for ages, and entering a
wonderful new room that you never knew existed. At first strange and beautiful,
you go there so often that after a short time you can't remember what it was
like before that room was a part of your house. You could never give it up
again. You live there.
Finding out
you're pregnant is like discovering the door for the first time. You don't know
what's on the other side, but you can't wait to open it, because you know it's
going to be great - although almost never what you expected.
Losing a baby
during pregnancy is like someone coming along and bolting that door shut for
ever.
It doesn't
change the fact that the door is there. It doesn't make your curiosity about
what was on the other side go away. You may even have caught a glimpse - just
fleeting - before the door was locked forever. Maybe you never saw. But that
room is part of your house now. You might drag furniture across the door to
hide it, or you might spend weeks and months trying to kick through the lock.
Maybe you wonder if you could have stopped them from locking it.
You might learn
to walk past the door every day, without dwelling on it. Or you might stop
there ever day, and press your ear to the door and let yourself imagine. But of
course you'll be upset if people expect you to believe that the door doesn't
exist, or the room doesn't matter. It's just not true, you know it's there.
There might be
other doors, other rooms - there might not. But whatever your house looks like,
it's okay to still sit by that door if you need to. It's okay if it's been a
while. It's not strange.
My thoughts are
with all of you who know what I'm talking about.
Meg H (three
locked doors)."PS: Hoje oficialmente entramos no terceiro trimestre da nossa segunda gravidez. Está tudo bem (mas pra frente eu conto mais), só as dores normais mesmo, mas achei que esse tema não é muito falado e na época, foi tão importante encontrar textos e vídeos para eu me reerguer outra vez. Também acho que se o blog é um registro da minha jornada em terras gringas, esse momento, foi sem dúvida muito marcante e digno de post.
08/12/2014
A feijoada de comemoração
Pois então que agora meu marido é um neurologista certificado. Se a gente tá feliz? Feliz é pouco! Estou feliz também porque apesar dele não ter começado a procurar emprego (só em janeiro), já tem recebido propostas, né legal?
Pois bem, para celebrar a certificação acima, para celebrar o final do ano e para nos despedirmos de uma das fellows que está voltando para Alemanha, meu marido resolveu fazer uma feijoada. Nunca fizemos uma feijoada e a primeira foi para 16 pessoas. Foi corrido, foi cansativo e diferente da feijoada tradicional, já que aqui não encontramos as carnes salgadas. Mas teve farofa, arroz, couve, vinagrete e laranja. Teve também guaraná antártica e caipirinha, porque né, tem que ter.
A turma do trabalho de Leo é a melhor. Sério, muita gente legal de verdade. Estava morta de dor nas costas, mas foi muito legal. Teve dança no Xbox e karaoke...teve até gente bebendo mais do que deveria e ficando aqui em casa até quase as 10 da noite. E se teve "cachaça braba", teve choro, teve tristeza e teve meu marido tentando lidar com a emoção do colega. Uma graça! Faltou um arrocha bem sofrido para encerrar a noite (Ô sofrência!).
Foi muito legal, mas eu não convido essa quantidade de gente para um almoço tão cedo! Trabalho da zorra...
Quer saber mais sobre como ser médico aqui nos EUA? Acesse mediconoseua.com
Pois bem, para celebrar a certificação acima, para celebrar o final do ano e para nos despedirmos de uma das fellows que está voltando para Alemanha, meu marido resolveu fazer uma feijoada. Nunca fizemos uma feijoada e a primeira foi para 16 pessoas. Foi corrido, foi cansativo e diferente da feijoada tradicional, já que aqui não encontramos as carnes salgadas. Mas teve farofa, arroz, couve, vinagrete e laranja. Teve também guaraná antártica e caipirinha, porque né, tem que ter.
A turma do trabalho de Leo é a melhor. Sério, muita gente legal de verdade. Estava morta de dor nas costas, mas foi muito legal. Teve dança no Xbox e karaoke...teve até gente bebendo mais do que deveria e ficando aqui em casa até quase as 10 da noite. E se teve "cachaça braba", teve choro, teve tristeza e teve meu marido tentando lidar com a emoção do colega. Uma graça! Faltou um arrocha bem sofrido para encerrar a noite (Ô sofrência!).
Foi muito legal, mas eu não convido essa quantidade de gente para um almoço tão cedo! Trabalho da zorra...
Quer saber mais sobre como ser médico aqui nos EUA? Acesse mediconoseua.com
29/11/2014
Thanksgiving & Black Friday
Na quarta quinta-feira de novembro é celebrado o Thanksgiving por essas bandas. Esse ano foi a primeira vez dos 5 Thanksgiving que passamos aqui, que fomos convidados a passar a data com americanos. Fiquei tão feliz. Me senti tão acolhida. Enfim, a celebração consiste em chamar gente que você gosta e servir comidas típicas (e claro, dar graças pelo ano). Teve peru e cranberry (não gosto dessa mistura, fiquei só com o peru, que já nem é a minha carne favorita), teve sttufing (amo!), teve purê e gravy, teve green beens cassarole, vegetais e teve até arroz (aquele iraniano). Só não teve foto porque eu nunca tenho muito tempo para fotos aqui na Flórida. Aqui você está sempre conversando com alguém e esquece das fotos. Especialmente das fotos da comida. E de sobremesa rolou mil possibilidades, mas eu fiquei com a pecan pie (minha torta americana favorita) com chocolate amargo (que quebrou o doce da torta de pecan pie tradicional de forma maravilhosa) e uma torta de framboesa bem azedinha (adoro!). Infelizmente, tudo isso misturado é quase que uma bomba e a vontade é de voltar para casa e dormir por 10 horas seguidas para se recuperar. Mas a festa foi muito boa. Conversamos, rimos e agradecemos muito esse ano.
Em tempo: desde que mudamos, sempre aproveitamos a data para agradecer os bons momentos desse ano (e esse ano tem sido o melhor dos últimos 5, mas eu tenho a certeza que 2015 será ainda melhor), fazemos uma prece caprichada para proteger nossos familiares e amigos, nós mesmos e também uma prece especial para aqueles que não estão mais aqui.
Em relação ao Black Friday, muitas lojas começam as promoções no final de semana antes, acabei comprando alguns itens que estava precisando, online mesmo. Meu marido aproveita a data para comprar jogos de video-game e novos consoles. Nunca me meti nas filas gigantescas e só vejo confusão mesmo em alguns vídeos na internet de gente se matando por um produto. Aqui e no Alabama, a coisa é arrumada. Por exemplo no walmart, como as lojas não fecham, as pessoas vão chegando umas 15h (O Black Friday começa às 17h de quinta) e fazem uma fila do lado do produto. Faltando meia hora, um funcionário da loja distribui senhas de cada produto e quando a pessoa pode comprar, todo mundo segue a ordem das senhas. Passamos umas 16h no walmart para comprar umas bandejas e tinham poucas pessoas ao lado dos produtos. Depois do jantar, meu marido me deixou em casa e foi comprar o vídeo game dele, ele disse que o walmart (lá tinha o melhor preço) estava cheio, mas não lotado. Ele inclusive nem pegou fila para pagar (isso foi umas 22h) e encontrou o produto fácil. Eu acho que TV e brinquedos devem dar mais confusão. Vi em um fórum online que as famílias americanas pensam em gastar entre $200 e $400 por filho (até 7 anos) no Natal, e minha nossa, fiquei chocada com esses valores. E a TV, realmente não tem como competir, uma TV de 50'' por $220+tax é realmente um bom preço.
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| Imagem daqui |
Em tempo: desde que mudamos, sempre aproveitamos a data para agradecer os bons momentos desse ano (e esse ano tem sido o melhor dos últimos 5, mas eu tenho a certeza que 2015 será ainda melhor), fazemos uma prece caprichada para proteger nossos familiares e amigos, nós mesmos e também uma prece especial para aqueles que não estão mais aqui.
Em relação ao Black Friday, muitas lojas começam as promoções no final de semana antes, acabei comprando alguns itens que estava precisando, online mesmo. Meu marido aproveita a data para comprar jogos de video-game e novos consoles. Nunca me meti nas filas gigantescas e só vejo confusão mesmo em alguns vídeos na internet de gente se matando por um produto. Aqui e no Alabama, a coisa é arrumada. Por exemplo no walmart, como as lojas não fecham, as pessoas vão chegando umas 15h (O Black Friday começa às 17h de quinta) e fazem uma fila do lado do produto. Faltando meia hora, um funcionário da loja distribui senhas de cada produto e quando a pessoa pode comprar, todo mundo segue a ordem das senhas. Passamos umas 16h no walmart para comprar umas bandejas e tinham poucas pessoas ao lado dos produtos. Depois do jantar, meu marido me deixou em casa e foi comprar o vídeo game dele, ele disse que o walmart (lá tinha o melhor preço) estava cheio, mas não lotado. Ele inclusive nem pegou fila para pagar (isso foi umas 22h) e encontrou o produto fácil. Eu acho que TV e brinquedos devem dar mais confusão. Vi em um fórum online que as famílias americanas pensam em gastar entre $200 e $400 por filho (até 7 anos) no Natal, e minha nossa, fiquei chocada com esses valores. E a TV, realmente não tem como competir, uma TV de 50'' por $220+tax é realmente um bom preço.
18/11/2014
Diferenças culturais
1. Festinha na casa de uma colega do marido (ô pessoal animado!). Tem italiano, brasileiro, japonês...tem até americano! A dona da casa que é italiana, monta o karaokê e o conterrâneo dela fala alto e sem nenhum pudor:
- I liked your body (algo como "eu gostei do seu corpo"), ela olha e responde calmamente: - thanks.
Como os 2 eram italianos, eu pensei que ele estava falando sobre algo específico, porque assim, nada contra falar sobre o corpo alheio, mas naquela naturalidade, na frente de todo mundo, assim tão alto, acho que nem brasileiro faz assim. Achei que fosse um abajur todo diferente que estava atrás dela.
O restante dos presentes começou a se encarar, achando o comentário estranho, até que o japonês não se aguenta e pergunta "wait, whaaaat?". A italiana, que já mora aqui há mais tempo, se deu conta do mal entendido e explica que na Itália, body é usado para todo tipo de blusa. O italiano fica meio sem graça e diz que ele precisa lembrar desse detalhe para não repetir o erro por aí, especialmente com alguma paciente.
2. O encontro foi na casa da iraniana. Ela gosta de cozinhar (já falei que amo gente que gosta de cozinhar?) e faz um frango típico e delicioso! Quando ela traz o arroz, parece uma torta, ela serviu em uma travessa, tudo grudadinho e meio seco. Ele estava levemente queimado no fundo e tinha aquele pozinho amarelo (Esqueci o nome!) colorindo só o arroz do fundo. Eu achei diferente, mas ela estava super feliz servindo todo mundo (serve-se o arroz como se serve uma torta mesmo, com cortador de bolo e tudo). Até que a colega hispânica pergunta o nome do arroz e diz que na terra dela, o nome seria "arroz pegado". A iraniana explica que não, que assim que é servido o arroz no Irã. então tá bom. Era gostoso, só um pouco seco, como eu não gosto de arroz mesmo...
3. A iraniana recebe a ligação de um parente, quando termina o mexicano pergunta "que horas são lá na sua cidade?", a iraniana diz "se aqui são 3h, e lá são 3h e 20 min na frente, então lá são 6:20". O mexicano fala "como assim, 3:20 de diferença?! Isso tá errado, os horários mudam em hora, não pode ser 1h20min". Ela fala confusa "Claro que pode, quem disse que cada fuso precisa ser exatamente 1 hora?!". Óbvio que o google desempatou essa discussão e sim, aparentemente existem 3 cidades no mundo que o fuso é de 1h e 20 min. Você sabia disso? Eu não lembrava...
- I liked your body (algo como "eu gostei do seu corpo"), ela olha e responde calmamente: - thanks.
Como os 2 eram italianos, eu pensei que ele estava falando sobre algo específico, porque assim, nada contra falar sobre o corpo alheio, mas naquela naturalidade, na frente de todo mundo, assim tão alto, acho que nem brasileiro faz assim. Achei que fosse um abajur todo diferente que estava atrás dela.
O restante dos presentes começou a se encarar, achando o comentário estranho, até que o japonês não se aguenta e pergunta "wait, whaaaat?". A italiana, que já mora aqui há mais tempo, se deu conta do mal entendido e explica que na Itália, body é usado para todo tipo de blusa. O italiano fica meio sem graça e diz que ele precisa lembrar desse detalhe para não repetir o erro por aí, especialmente com alguma paciente.
2. O encontro foi na casa da iraniana. Ela gosta de cozinhar (já falei que amo gente que gosta de cozinhar?) e faz um frango típico e delicioso! Quando ela traz o arroz, parece uma torta, ela serviu em uma travessa, tudo grudadinho e meio seco. Ele estava levemente queimado no fundo e tinha aquele pozinho amarelo (Esqueci o nome!) colorindo só o arroz do fundo. Eu achei diferente, mas ela estava super feliz servindo todo mundo (serve-se o arroz como se serve uma torta mesmo, com cortador de bolo e tudo). Até que a colega hispânica pergunta o nome do arroz e diz que na terra dela, o nome seria "arroz pegado". A iraniana explica que não, que assim que é servido o arroz no Irã. então tá bom. Era gostoso, só um pouco seco, como eu não gosto de arroz mesmo...
3. A iraniana recebe a ligação de um parente, quando termina o mexicano pergunta "que horas são lá na sua cidade?", a iraniana diz "se aqui são 3h, e lá são 3h e 20 min na frente, então lá são 6:20". O mexicano fala "como assim, 3:20 de diferença?! Isso tá errado, os horários mudam em hora, não pode ser 1h20min". Ela fala confusa "Claro que pode, quem disse que cada fuso precisa ser exatamente 1 hora?!". Óbvio que o google desempatou essa discussão e sim, aparentemente existem 3 cidades no mundo que o fuso é de 1h e 20 min. Você sabia disso? Eu não lembrava...
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