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11/07/2012

Nos EUA tem....

...palmito?

Ainda quando morava no Brasil, a universidade recebeu um professor de LA que dizia amar palmito, mas que não encontrava nos EUA. Toda refeição dele em Salvador tinha que ter o bendito palmito! Como eu não gosto de palmito, não ligo, mas meu marido adora e encontramos o bendito no walmart e no publix. Vale ressaltar que no publix o valor é 3 vezes mais barato (literalmente).


Aí, passamos um tempinho no mercado procurando uns produtos diferentes e resolvi fotografar algumas coisas diferentes/estranhas/engraçadas. Da próxia vez, lembro de fotografar assim que chegar. Tem muito produto tipo tabajara que eu me acabo de rir :)

Para começar, o tanque de lagosta. Você escolhe a que quer e o funcionário cuida do resto.

Coitadinha da lagosta
 Talvez isso tenha no Brasil, não sei, mas acho esquisito vender esses ossos de verdade para presentear os cachorrinhos.


Estamos firmes na reeducação alimentar (conto em outro post) e encontramos até tapioca. Alguém já provou? É bom? Não comprei porque compramos muita coisa com pouco açúcar e ainda não demos conta de finalizar.



Tem açaí também. E essa empresa específica ainda financia uma ONG no Pará. Eu não gosto de açaí (além de ser bastante calórico), então não comprei.


Tem orelha de porco, língua, intestito e rabo de boi. Eca, eca, eca!





PS: Gente, eu e meu marido resolvemos nos transformar em pessoas saudáveis. Descobrimos muitos produtos bons e gostosos. O menu da casa está tão chique  (sem esquecer o feijão nosso de cada dia) e meu marido tem pensado em criar um blog de receita. A gente tem perdido passado horas no mercado, procurando novos produtos, e testando as coisas em casa (essa parte é muito boa) e novas receitas tem surgido. Eu só faço orar e pedir que essa idéia do blog de receita vire realidade. Já pensou, comer bem sem cozinhar? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

08/07/2012

Da matrícula no mestrado


Recebi email de vários setores da UAB dizendo que eu tinha sido aprovada no mestrado (as cartas estão aqui). Depois chegou a carta no correio e eu devo dizer que a primeira carta estava endereçada para a Ms Thompson (com o meu sobrenome). Aí, depois recebi um envelope cheio de coisas com uma carta do Diretor me parabenizando. Porém, essa carta só deve ser mandada para quem aceita a vaga, eu ainda não havia aceitado. Recebi um email pedindo desculpas por essa carta, que não deveria ter sido mandada. (Estão entendendo que o negócio já começou estranho?)

Enfim, em um desses emails que recebi, tem o endereço da orientação obrigatória online. Fiz tudo. Tem um monte de besteira, um monte de coisa que eu nunca tinha visto e que ainda não sei para que servirá. Tem também o endereço do material de biologia para a prova (eu também irei fazer antes das aulas comecarem). Como aqui as pessoas pegam matérias diferentes, a idéia da prova é nivelar os alunos, mas gente, o assunto é tão ridículo..ai,ai, cansa!

Depois que eu aceitei ser aluna do mestrado, fui na universidade pegar uma senha para me matricular nas matérias (isso não pode ser feito por telefone, nem email). Volto para casa e me matriculo (mas a moça teve pena de mim, que nunca tinha feito isso e me matriculou). Com isso pronto, preciso fazer minha ficha médica: tomar mil vacinas, caso não tenha tomado (ou  não tenha como provar que tomei) e fazer o teste de tuberculose (tudo isso é pago). Tenho que levar meus diplomas originais para o departamento da graduação olhar...? Examinar? Ler?, enfim, fazer nada né? Porque assim, a empresa que elas indicam já fez a tradução de tudo, recebeu os documentos direto da UFBA. Eles não sabem ler português....

Você pensou que era só pagar o semestre (aqui paga a metade em agosto e o resto em setembro) e pronto? Não! Eu terei que fazer um teste oral e escrito de inglês, porque até eles sabem que o TOEFL e o GRE não servem muito. Daí, baseado no resultado, irei me matricular em um curso de inglês da universidade (que aparentemente é de graça). Depois será a orientação ao vivo, com professores e alunos e ainda terei um treinamento de como usar as ferramentas do sistema da internet (tem prova online, entrega de atividade, discussão). Ah, esqueci de dizer que eu ainda tenho a orientação para alunos internacionais. Isso tudo antes das aulas começarem de fato.

Cansei! Principalmente porque o negócio aqui é lento. Primeiro porque ao invés deles enviarem uma lista de coisas que tenho que fazer, cada dia eu recebo algo novo por email (falta de preparo para lidar com aluno estrangeiro). Aí, eu ligo para um lugar desses, digo que vou passar no lugar X para resolver Y, a pessoa que deveria estar me esperando diz que tentou fazer tal coisa para pegar minha documentação e não conseguiu. Resultado, leva horas algo que deveria levar minutos... e isso acontece quando meu tempo no parquímetro está se esgotando e eu vou ficando tensa com medo de ser multada. Pssssssss! Não deixa marido saber disso porque ele acha um absurdo eu ter estacionamento de graça e colocar na rua. Mas ele não lembra que são uns 5 quarteirões de distância (uns 15 minutos andando), num calor de 41C. Quem vai chegar toda suada e "fidida" é outra, não eu!

Ps: Claro que para "balancear" tudo isso, está uma loucura no trabalho: um artigo quase pronto para submissão, iniciando outro, trabalhando em conjunto com o pessoal do  help desk para um projeto enorme, me preparando para um novo projeto gigantesco do trabalho e um friozinho na barriga para minha apresentação no Canadá :). Quer mais? Caso eu consiga pagar a tuition como moradora do estado (vou conseguir), eu assino um contrato dizendo que minhas notas serão excelentes no mestrado. A idéia é tirar de A para cima. Porque desafio pouco é besteira! (e, antes de eu ser mal interpretada, deixo claro que sei que posso dar conta do recado, mas isso não impede um certo nervosismo, né mesmo?)

Imagem: daqui


05/07/2012

"Eu vim do Alabama com meu banjo pra tocar"

Aí que meu marido gosta de ver uns programas esquisitos. Aí  que ele não consegue ver propaganda e fica mudando de canal e acabou encontrando um programa...hum...pitoresco. Eu estava na cozinha e começo a ouvir ele conversando sozinho (ou seria com a TV?). Segue aí o diálogo monólogo:

"Que negócio da zorra isso! Que nojo! Quem fica deitado na lama é o quê? Bicho, né? Porco, elefante. Gente civilizada sonha em ter uma piscina, mas esses rednecks são felizes com uma poça de lama na casa. Que negócio..."

Ele foi ficando indignado, indignado de um jeito e conclui:

"não tem condições mesmo, precisamos fugir daqui"

Eu fui conferir se o negócio era isso mesmo e....fiquei sem palavras. O vídeo abaixo é um trecho do programa que deixou meu marido assim, está em inglês, mas dá uma espiada nas imagens, você vai entender.

Nesse programa, em muitas das falas era colocada legenda porque nem todo mundo consegue entender o inglês de redneck. Tá calculando o que eu sofro aqui? :)

Pior que, aparentemente, não só aqui no Alabama a galera gosta de brincar de lama, em outros estados também (eu só vi nos estados do Sudeste/Sul americano)...E aí, vocês enfrentavam? Eu fico pensando que lá em Salvador, a galera  vai à praia quando não tem o que fazer ou quando quer se divertir, mas aqui, como a costa litorânea é curtinha, a galera toma banho de lama.

PS: eu acho que esse é um costume do interior, nunca vi nem ouvi nada disso por aqui, na cidade grande :).

Aí, eu saí com uma amiga e ela comentou que quando esteve no Brasil, a sobrinha estava vendo um dvd da Xuxa e começou a passar uma música do Alabama. Ela disse que ficou revoltada porque estava todo mundo com o dente "podre" e a galera mostrava bem que era da roça. Eu achei o vídeo e ri por horas. Mostrei para marido e  rimos juntos e hoje  a música grudou na nossa cabeça. Um horror!

Vê aí o que cês acha. Hai ai.




Ps2: Óbvio que o vídeo mostra uma caricatura, ninguém por aqui é assim (quer dizer, dente podre é até muito constante). É como o baiano (sem H, meu povo) da Rede globo, que sempre tem o sotaque igual ao pessoal de Alagoas ou de João Pessoa e que fala "arretado" (baiano fala "Retado", com exceção das poucas cidades do extremo norte/noroeste do estado). Além claro de ser sempre preguiçoso.

02/07/2012

Mais causos dos corredores do hospital



Já deu 11hs, vai embora! - Diz o residente-chefe
O residente-júnior responde "mais ainda falta eu fazer X,Y e Z, o plantão foi horrível, mais uns 30 minutos e eu termino tudo".
R-C: Pode deixar que eu termino essas coisas!
J: Rapaz, essas funções são minhas, eu faço, segura só mais 30 minut...
R-C: Isso não é uma conversa, é uma ordem do seu residente-chefe: Vá para casa! Eu vou ligar para sua esposa, parece que você não gosta de ir para casa!
J: Você vai me mandar ir para casa e não vai adiantar, quando chegar lá, eu vou abrir o computador e fazer as coisas de lá. Não é melhor eu terminar aqui?
R-C: Vá para casa e não fique mandando mensagem para o meu pager, não.
(toda essa conversa é feita em tom de brincadeira e risada, só para deixar claro)
O Júnior é mandado embora, quando chega em casa, para infelicidade da esposa, liga o computador para finalizar as atividades.
Esposa: você chega essa hora e ainda tem coisa para fazer?
Esposo (que é o residente júnior): me mandaram embora, eu só quero ver o resultado dos exames da paciente...é rápido.
Aí, ele não ouve mais, não sente fome, o sono acumulado das 30 horas de plantão some e lá vai ele trabalhar. Ah, claro que ele manda mensagem para o residente chefe...
***

O professor que é chefe da residência (e é o mais sabido de todos, aquele que é chamado quando ninguém sabe o diagnóstico), vira para o júnior e pergunta:
P: Por que você admitiu essa paciente?
J: Bom, por causa de X, Y e Z
P: Mas ela não apresentou nada no exame físico...você não está confiante no seu exame?
J: Estou professor, mas essa paciente precisa do exame I, porque embora o exame físico tenha sido normal, não é normal a queixa dela.
O resultado do exame sai e a hipótese do residente-junior está correta. Pense numa alegria! Mesmo morto depois do plantão, ele faz "a dancinha da vitória" e transborda de felicidade de ter acertado em cheio no diagnóstico. E claro, se sente muito porque apostou em algo que o melhor neurologista que ele conhece nem desconfiou :).
*** 

Aí que os internos (aqui são os R1) estão trocando seus dias de plantão para ficar com o "melhor" residente-júnior. Melhor porque pára e ensina, melhor porque acompanha o R1, mas deixa ele fazer os procedimentos, as coisas. Todo mundo quer se sentir seguro quando chegar o R2 e aprender. Bom para ele que tem ajuda até as 10pm e bom para os R1 que aprendem direito (nem todo mundo tem a paciência de ensinar como esse residente-júnior)
***

Tudo isso para dizer que hoje, dia 02 de julho, meu marido, que era residente-júnior, passa a ser residente-Sênior. Falta o plantão de quarta (o primeiro plantão dos novos residentes-juniores é acompanhado por um residente-sênior) e pronto. Plantão vai ser exceção e não mais regra!

2 YEARS DOWN 2 MORE YEARS TO GO!

imagem daqui: http://medicine.uab.edu/neurology/faculty/

28/06/2012

Nos Estados Unidos tem...


 ... feira livre?

Bom, tem sim. Nada parecida com as feiras que eu ia na Bahia, mas tem sim. Eu adoro ir à feira. Ia muito com meus pais quando era criança, principalmente quando viajávamos para o interior. Achava pitoresco a possibilidades de escolher uma galinha viva e fazer para o almoço (eu nunca comia porque achava estranho ver a bichinha viva, fora o sofrimento da morte), o cheiro das frutas frescas e o mau cheiro de...tudo. Lembro que a gente comia beiju (ou tapioca, se você não for da Bahia) e eu caia dentro de um pratã de mocotó, fato etc (só de pensar nesses pratos meu estômago revira. Como eu comia e gostava desse menu é um mistério).

Aqui, as feiras acontecem no final da primavera e duram até o final do verão (embora, vale salientar, exista um galpão enorme que funciona o ano inteiro, de segunda a sábado e que é tipo uma Ceasa). Tem uma que é super famosa e acontece todo sábado pela manhã. Claro que fui lá dar uma conferida né?

A região é toda sinalizada. Encontrar uma vaga para estacionar foi terrível. Na feira tinha criança, cachorro, idoso, adulto, de um tudo. Ah, a temperatura estava a delícia de 35C. Quase morro tostada!





 Essas imagens mostram como a  feira é arrumada. Um monte de barracas brancas, bem ajeitadinhas. Vende carne, frutas, verduras, mel etc. Tudo produzido no Alabama. Esse fato é importante porque os americanos daqui sentem orgulho por estarem ajudando a economia local.




As barracas mais cheias tinham amostra de comida para a galera. Eu sinceramente não sei como alguém experimenta queijo, molho de tomate e outras coisas do tipo que estão expostas no sol por sabe-se lá quanto tempo numa temperatura absurdamente alta. Eu não consigo acompanhar esse hábito...digamos que meu sistema digestório é bem sensível.

Ps: Vocês podem reparar na foto acima que essas moças estão usando um short de correr e uma camisa. Não pense que elas sairam da academia, essa roupa é a "farda" do dia a dia por aqui. De criança a adulto. Com essa roupa, vai-se ao shopping, ao mercado, pega-se filho na escola e as vezes, vai-se a academia. Porque aqui o foco é o conforto.

 E Para finalizar com chave de ouro um exemplar de "pescoço vermelho". Macacão jeans, camisa quadriculada, agricultor...mas esse daí parece bem fofo, né?

Link da feira: http://www.pepperplacemarket.com/
Imagens:arquivo pessoal

23/06/2012

A minha curiosidade sobre a cultura indiana

Então que eu sou super curiosa com tudo. Com tudo mesmo! Mas quando o assunto é cultura, eu poderia conversar por dias sem cansar. Aí que um casal bem amigo nosso é de indianos e eu colo neles para tirar minhas dúvidas. Bom, eu sei que muita gente não gosta de indiano, acha que eles não têm higiene até, mas eu não tenho do que reclamar. Esse casal é muito legal, muito prestativo e  amigo mesmo. Sim, eles cheiram a curry; sim, a higiene é diferente da nossa (mas o americano também é diferente), mas eles são sempre alegres e verdadeiramente prestativos.

Então que eu vi uma matéria sobre a vontade dos indianos de ficarem brancos. Eu fiquei chocada! Gente, a galera nasce com uma cor linda, com cabelos igualmente bonitos (nem encaracolados, nem lisos, um meio termo fantástico) e quer ficar branco?! Sendo que eles não vão ficar (verdade seja dita). A indiana me disse que a maioria dos produtos de beleza tem algo para clarear a pele (ou dizem que clareiam a pele, como ela fez questão de grifar). Tá, eu sei que isso é comum em todo lugar no mundo, mas eu, na minha abestalhadice achei que na Índia seria diferente (eles são tão religiosos, que eu achei que eles aceitariam bem o que Deus deu, ainda mais uma cor linda, né). A novidade para essa minha amiga foi um produto que clareia a digamos, parte íntima feminina. Agora imagina isso, a pessoa toda morena e com o negócio branco, que palhaçada :).

Aí, eu estava assistindo essa entrevista do Jô e a moça diz que na Índia até hoje é comum comer o cabelo do filho no primeiro corte. Daí, eu lembrei desse casal e pensei que era algo muito nojento para eles fazerem. Eles não fariam isso. Fariam? Quando eu comecei a contar a história para eles, a reação foi essa aí:
Eles me falaram que nunca ouviram nada do tipo. Que isso era extremamente nojento! Falaram que talvez, numa cidade bem pequena e isolada, algumas pessoas poderiam fazer o ritual, mas deixaram claro que comida e cabelo é algo nojento na Índia. Como é bom tirar dúvida com quem realmente sabe.

Aí, mil anos atrás, eu vi uma reportagem sobre um templo de ratos na Índia. Fui perguntando sobre o assunto e eles não sabia nada a respeito. Daí, o indiano disse que talvez o lugar era sujo e tinha muitos ratos. Eu disse que os ratos eram considerados deuses, que dividiam comida com os humanos e tal. A cara de nojo da imagem acima foi repetida. A esposa disse que os deuses podem aparecer de várias maneiras e que talvez em uma determinada cidade, eles cultuariam o rato. O marido completou: tem tanta coisa doida na índia que eu não duvido nada. O vídeo taí em baixo.


E o mais interessante é o banho de mar/piscina. Marido tem um amigo indiano que mora no Texas e esses dias esse amigo recebeu a família e foram todos curtir uma praia. Nas fotos postadas no FB, tava todo mundo de roupa. De roupa normal, sabe? Mulheres de calça jeans e afins. Eu fiquei pensando como é que eles fazem para tomar banho de mar. E minha tiradora de dúvidas indianas me respondeu que na Índia, eles são muito tradicionais e ninguém usa roupa de banho (leia-se: tá banido o uso de biquini, maiô, sunga). Eles tomam banho de mar de roupa mesmo e a mulhar usa camadas de camisas (assim ela me falou) para não mostrar nada. Depois, trocam de roupa. Eu fiquei imaginando o horror que eles devem sentir se forem passear numa praia no Rio :).


17/06/2012

Finalmente boaS novaS

As cartas que recebi da UAB dizendo quefui aceita
Pois é, eu fiz o GRE, fiz o TOEFL, fiz a carta de apresentação, pedi as cartas de referência, aguardei o resultado do mestrado e fui aprovada. Fiquei feliz, não tão feliz porque na verdade, eu já sabia que seria aprovado (não é que eu me ache não, é que minha carta de referência pesava muito, sabe?). Já estou na correria para conseguir uma foma de pagar in-state tuition (orem por mim!) e de fazer uma prova de biologia. Pense que o assunto é: átomo, células, fotossíntese e um monte de assunto deslocado do mundo (do meu mundo atual). Mas tenho que fazer a prova e tirar 70, então já estou estudando. O bom é que vou ter muita coisa para contar do mestrado e até mesmo, dessa preparação.

Ah, faltam 2 plantões para meu esposo virar um residente senior, acreditam? Gente, estamos muito felizes! Ele já está engajado em 2 pesquisas, já escolheu a área e se Deus quiser, em 2 anos nos formamos e mudamos daqui. O melhor é que quando a vida dele começa a desacelerar (ainda são 80hs/semana, mas agora sem plantão), a minha vai engrenar e aí, será a vez dele me ajudar. Além disto, em março enviei 2 trabalhos para um congresso internacional e os 2 foram aceitos. Já imaginou a minha felicidade? Quando eu submeti os trabalhos, disse que não me sentia preparada para falar em inglês, eu só queria que eles fossem pôsteres, sabe? Mas um deles foi tão bom, tão bom que terei que fazer uma apresentação oral. E ainda digo mais, o trabalho foi aprovado para a sessão de 10 minutos, que é considerada longa (para vocês terem uma idéia, minha chefe vai apresentar trabalho oral de 3 minutos). Isso significa que o trabalho que vou apresentar é bem relevante para o congresso. Mas ó, eu não fiz sozinha, pelo contrário, minha chefe é muito boa! Serão 10 minutos de muita tensão, mas terei bastante tempo para me preparar e treinar meu inglês (que não deve ser tão ruim  assim, mas eu sou bastante exigente). E se tudo der certo e eu conseguir o visto, em agosto irei conhecer outro país e me apresentar no congresso. É muita chiquesa :). Ah, o artigo que mandamos para uma revista, também foi aceito.

Aí né, que depois de uma graduação, uma especialização e  um mestrado, eu posso dizer com conhecimento de causa que a vida acadêmica nos dá duas grandes alegrias: quando a gente entra no curso e quando a gente sai. Nesse pensamento, preciso curtir bastante essa primeira etapa (a entrada no curso) que começou com uma saída com minha mãe, irmã e cunhado, mas que irá se extender até agosto, que é quando as aulas começam. Bom, para comemorar o mestrado+fim do R2 do marido+o congresso iremos, em julho, em Atlanta. Iremos em um parque de diversão, compraremos umas roupas de lojas que não tem aqui em B'ham (para me agradar) e iremos celebrar em grande estilo no Fogo de Chão (para agradar ele). Estamos pensando em ir à praia também...vamos ver.

Eu só tenho uma queixa (caso contrário, não seria eu), fora minha mãe, irmã, cunhado e meu marido (via telefone, porque ele ainda estava nos EUA e eu no Brasil), ninguém no Brasil ficou demonstrou felicidade pelo mestrado . Tipo assim, eu falava "ah, vou começar o mestrado" e os outros "hum", como se não significasse nada. Tipo assim ó:

Fiquei bem triste e meu erro foi que sem o reforço, meu comportamento de contar da novidade foi extinto (Psicologia comportamental pura). Eu acho que se tivesse dito no jantar que minha prima preparou para mim, a reação seria de festa, mas acabei deixando de lado. Então, se você caiu aqui nesse post, não foi por acaso, né, que tal deixar uma mensagem carinhosa? É, estou carente e necessitando de reforços positivos. Afinal de contas, foi penoso conseguir tanta coisa em tão pouco tempo e ser bem sucedida em T-U-D-O.